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Prévia do PIB cai 0,26% em outubro e aponta retração da economia de 0,09% no ano

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Prévia do PIB cai 0,26% em outubro e aponta retração da economia de 0,09% no ano
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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB) do País, caiu 0,26% em outubro ante o mês anterior, na série com ajuste sazonal. De acordo com dados divulgados pelo Banco Central, o número passou de 146,79 pontos em setembro, na série dessazonalizada, para 146,41 pontos em outubro. 

 

O resultado do IBC-Br ficou abaixo da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pela Agência Estado (alta de 0,28%) e fora do intervalo das estimativas (zero a alta de 0,53%).

 

A série com ajuste sazonal aponta ainda uma queda de 0,09% na atividade no acumulado do ano. Em 12 meses, houve crescimento de 0,26%. Na comparação entre outubro de 2014 e outubro de 2013 houve queda de 0,87%.

 

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os componentes do indicador estão a Pesquisa Industrial Mensal e a Pesquisa Mensal de Comércio. A projeção do Banco Central para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano é de 0,7%, segundo o último Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em setembro.

 

Série observada. Na série sem ajuste sazonal, é possível observar um crescimento de 0,22% nos 12 meses encerrados em outubro de 2014. No acumulado dos dez primeiros meses do ano, o indicador ficou negativo em 0,12% (sem ajuste). Até setembro, por esse critério, era verificada uma ligeira alta de 0,01%.

 

Na comparação entre os meses de outubro de 2014 e de 2013, houve retração de 1,18% também na série sem ajustes sazonais. Na série classificada como observada, outubro terminou com IBC-Br em 149,86 pontos. O indicador de outubro de 2014 ante o mesmo mês de 2013 mostrou uma variação pior do que a apontada pela mediana (-0,38%) e ficou um pouco abaixo do piso das previsões (-0,80% a +0,25%) dos analistas do mercado financeiro.

 

Fonte: Estadão

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Sem lucro, empresas investem menos

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Sem lucro, empresas investem menos
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As empresas brasileiras estão lucrando menos e, por isso, investindo também cada vez menos. Um estudo recém-concluído ajuda a explicar, com base nos resultados ruins das empresas, por que o investimento caiu tanto e foi o principal item responsável pelo desempenho fraco do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014.

 

De acordo com pesquisa feita pelos economistas Carlos Antonio Rocca, diretor do Centro de Estudos do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Cemec/Ibmec) e Lauro Modesto Santos Jr., houve uma reviravolta no desempenho das empresas não financeiras nos últimos quatro anos.

 

Indústrias, redes de comércio e companhias do setor de serviços e agropecuário lucraram menos. Sem lucro, as empresas pouparam menos. Elas ainda poderiam recorrer a empréstimos bancários para investir, caso vissem perspectiva de crescimento na economia brasileira. Mas sem poupança nem horizonte de expansão, elas travaram os investimentos.

 

Entre 2010 e 2013, a poupança e o investimento despencaram simultaneamente nas contas nacionais, que medem os principais números da economia. No 3.º trimestre deste ano, o investimento recuou para o equivalente a 17,4% do PIB, muito abaixo do necessário para puxar o crescimento do País. Foi o pior nível alcançado num terceiro trimestre desde 2002.

 

A poupança doméstica, incluindo recursos do governo, das famílias e das empresas, também desabou: era 17,5% do PIB em 2010 e recuou para 13,6% em 12 meses encerrados em março deste ano, a menor taxa desde 2001.

 

O estudo mostra que a maior parte da forte queda na poupança doméstica entre 2010 e 2013 (de quatro pontos porcentuais) foi provocada pela retração da poupança das empresas não financeiras. Nesse período, as estimativas dos economistas mostram que a poupança das famílias ficou praticamente estável enquanto a poupança do setor público permaneceu negativa. "A queda na poupança aconteceu fundamentalmente nas empresas", afirma Rocca.

 

Empresas. Para chegar a essa conclusão, os economistas se debruçaram sobre os resultados de 741 empresas, abertas e fechadas, entre 2010 e 2013, excluindo as empresas do Grupo X, para não distorcer o estudo. E constataram que o lucro desse grupo - a principal fonte de geração de poupança para financiar o investimento no período - caiu 40,6%.

 

Sem Vale, Petrobrás e Eletrobrás, a tendência de queda do lucro desse grupo de companhias se manteve, porém foi menos intensa. O recuo foi de 23%. Esse grupo de empresas responde por cerca de um terço da geração de riqueza medida pelo PIB.

 

A queda no lucro foi generalizada e os dois únicos setores nos quais houve crescimento foram comércio (43,6%) e agropecuária (306,9%). Rocca explica que as empresas do setor agropecuário conseguiram ampliar o lucro porque se beneficiaram dos preços em alta da matérias-prima (lembrando que o estudo foi feito entre 2010 e 2013). No caso do comércio, ele atribui o resultado ao fato de o setor trabalhar com itens não comercializáveis, isto é, que não são afetados pela concorrência externa.

 

Indústria. Enquanto comércio e agropecuária são "ilhas de prosperidade", subsetores da indústria e aqueles segmentos que sentiram os impactos das políticas públicas, como energia e açúcar e álcool, registraram as maiores quedas nos lucros. Entre 2010 e 2013, o resultado das empresas de mineração caiu 66,8%, seguida pela retração de 58,9% na siderurgia e metalurgia, de 52,1% na indústria de veículos e de 45,9% na indústria de eletroeletrônicos.

 

"O desabamento do lucro das empresas teve muito pouca coisa a ver com o custo do capital. O que houve foi uma retração muito forte nos resultados operacionais das empresas por causa da queda nas margens", afirma Rocca. Ele explica que as empresas não conseguiram repassar a alta de custos para preços.

 

Pelo menos na indústria, ressalta o economista, há indicações de que um dos fatores de redução de margens foi a alta dos salários reais (descontada a inflação) acima da produtividade do trabalho. Entre 2004 e 2013, o salário médio real da indústria de transformação aumentou 36% e a produtividade do trabalho avançou 14%. A maior parte do crescimento real dos salários (12%) ocorreu a partir de 2010. "Isso significa que o custo unitário do trabalho cresceu praticamente 19% entre 2004 e 2013, dos quais 12 pontos entre 2010 e 2013. O salário subiu mais que a produtividade", diz Rocca, destacando que o avanço dos salários coincide com a fase de queda nos lucros das empresas.

 

Segundo o economista, a indústria não conseguiu repassar o aumento de custo para os preços por causa da concorrência dos importados. "Como a indústria trabalha com itens comercializáveis, se quiser cobrar um preço maior do que o importado ela não consegue vender.

 

"O estudo mostra que os preços dos importados em reais cresceram muito menos do que o custo unitário do trabalho, preço que foi influenciado pela apreciação do câmbio.

 

Fonte: Estadão

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Mercado prevê dólar a R$ 2,70 em 2015

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Mercado prevê dólar a R$ 2,70 em 2015
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Segundo o relatório Focus do Banco Central, para o fim de 2014 a projeção para o dólar comercial ficou em R$ 2,55.

 

Brasileiros que acharam caro viajar para o exterior em 2014 devem se assustar com a cotação da moeda no ano que vem. Segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central, a projeção para a cotação do dólar comercial em 2015 subiu de R$ 2,67 para R$ 2,70 de uma semana para outra - um mês antes estava em R$ 2,60.

 

A projeção para o dólar no fim de dezembro de 2014 foi mantida em R$ 2,55 pela segunda semana seguida - há um mês, estava em R$ 2,50. O Focus não divulga projeções para o dólar para turismo, mas em geral a moeda de turistas é negociada entre R$ 0,10 e R$ 0,15 mais cara que a comercial.

 

Em novembro, o dólar comercial chegou a ultrapassar a barreira dos R$ 2,60 por conta das incertezas sobre a política econômica a ser adotada no segundo mandato do governo Dilma. Anunciados os ministros Joaquim Levy para a Fazenda e Nelson Barbosa para o Planejamento, e também a permanência de Alexandre Tombini à frente do Banco Central, a moeda americana voltou à faixa dos R$ 2,50.

 

O dólar elevado já afeta o planejamento de viagens dos brasileiros. Destinos procurados para o fim de ano e férias de janeiro como Caribe, Miami e Orlando estão sendo trocados por atrações nacionais. Além disso, muitos brasileiros adiaram o fechamento de pacotes de férias, esperando opções mais baratas ou facilidades.

 

Para 2015, analistas preveem um ano difícil para todos os setores da economia devido à inflação, projetada no teto da meta (6,5%), e à taxa básica de juros (Selic), prevista em 12,5%.

 

Fonte: Estadão

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Receita libera consulta ao último lote de restituição do IR

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Receita libera consulta ao último lote de restituição do IR
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A Receita Federal liberou hoje a consulta ao sétimo e último lote de restituições do Imposto de Renda de 2014 (ano-base 2013).


O pagamento do último lote será depositado no dia 15 na agência bancária indicada pelo contribuinte ao fazer a declaração. 


O lote inclui restituições de 1.427.609 contribuintes, totalizando mais de R$ 1,6 bilhão.


Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte pode acessar o site da Receita Federal (http://zip.net/bsn4Jn) ou ligar para o Receitafone, no número 146.

 

O valor da restituição é corrigido pela Selic (taxa básica de juros), mas, após cair na conta, não recebe nenhuma atualização.

 

A Receita tem um sistema para verificar se a declaração está com algum problema e oferece oportunidade de corrigi-lo.

 

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá pedi-lo por meio da Internet.

 

Caso o valor não seja depositado na conta, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para a Central de Atendimento, pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco.

 

Fonte: Uol

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Aumento da expectativa de vida reduz valor da aposentadoria

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Aumento da expectativa de vida reduz valor da aposentadoria
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Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, haverá uma redução média de 0,65% no benefício do trabalhador que se aposentar a partir desta segunda-feira (1º) por tempo de contribuição.


De acordo com os dados da tábua de mortalidade projetada para o ano de 2013, divulgada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, a expectativa de vida ao nascer passou de 74,6 anos, em 2012, para 74,9 anos, um incremento de 3 meses e 25 dias.


Os homens têm uma expectativa menor: ela passou de 71,0 anos em 2012 para 71,3 anos em 2013. Já para as mulheres, a expectativa subiu de 78,3 anos para 78,6 anos.


A diminuição se deve ao fator previdenciário, mecanismo utilizado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para tentar adiar a aposentadoria dos trabalhadores mais jovens, penalizando quem se aposenta mais cedo, já que esse segurado, teoricamente, vai receber o benefício por mais tempo.


O cálculo leva em conta a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição para a Previdência Social e a expectativa de sobrevida, ou seja, quanto tempo o trabalhador deve viver a mais considerando a idade que tem ao pedir o benefício. A nova tabela do fator previdenciário vale até 30 de novembro de 2015.


Newton Conde, atuário especializado em previdência, diretor da Conde Consultoria e professor da Fipecafi-FEA USP, estima que, no período de idade em que se concedem aposentadorias, dos 40 aos 80 anos, a expectativa de vida dos segurados aumentou, em média, 58 dias entre 2012 e 2013. Esse aumento corresponde à perda média de 0,65%, comparando o benefício que seria concedido até sexta-feira (28) e o que passa a valer nesta segunda.

 

REGRAS

 

Para se aposentar por tempo de contribuição, o homem deve comprovar pelo menos 35 anos e a mulher, 30 anos.

 

Já para se aposentar por idade, é necessário ter, no mínimo, 65 anos (homens) e 60 anos (mulher). Nesse caso, o uso do fator previdenciário no cálculo do valor da aposentadoria é opcional, só sendo usado, portanto, se for beneficiar o trabalhador –ou seja, ficar acima de 1. O mecanismo não é usado na aposentadoria por invalidez nem na aposentadoria especial.

 

Pela tábua de 2012, a expectativa de sobrevida de um homem de 55 anos, por exemplo, era de 25,5 anos. Nos dados de 2013, passou para 25,7 anos. Com isso, a Previdência pagará o benefício para esse segurado por mais tempo. Teoricamente, ele receberá o benefício até os 80,7 anos e não mais 80,5 anos, o que representa um aumento de 71 dias no desembolso do governo federal.

 

Se esse homem, de 55 anos, tiver começado a contribuir com 20 anos de idade e pedir a aposentadoria agora terá um fator de 0,700, número que vai multiplicar a média dos 80% maiores salários de contribuição ao INSS. Se esse montante for de R$ 2.000, a aposentadoria será de R$ 1.400. Anteriormente, chegaria a R$ 1.412 porque o fator seria de 0,706.

 

TABELA DO FATOR

 

Na tabela disponível no site do Ministério da Previdência e reproduzida aqui, é possível saber o fator previdenciário caso a caso. A mesma tabela é usada para o cálculo da aposentadoria de ambos os sexos, mas as mulheres devem adicionar cinco anos no tempo de contribuição –ou seja, se uma segurada contribuiu por 30 anos deve olhar a linha em que consta 35 anos.

 

Vale ressaltar que a tabela considera idade e tempo de contribuição exatos, mas, na prática, o INSS faz o cálculo levando em conta todos os anos, meses e dias.

 

REAPOSENTADORIA


Em maio de 2013, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) aprovou em julgamento o direito à troca de aposentadoria –quando o aposentado que continua trabalhando pede um novo benefício mais vantajoso. No mesmo mês, a AGU (Advocacia-Geral da União), que representa o INSS na Justiça, apresentou recurso ao STJ.


O pedido, chamado de embargo de declaração, foi feito para questionar os critérios que devem ser usados no cálculo.


Com a troca, o aposentado poderá incluir as contribuições pagas após a primeira aposentadoria no cálculo do novo benefício, além de fazer o pedido com mais idade. Com isso, o valor da aposentadoria ficará maior.


Pelas regras atuais, o aposentado que trabalha precisa pagar as contribuições ao INSS normalmente. O valor não é devolvido quando o segurado deixa o emprego nem pode ser somado à aposentadoria que já é paga pelo INSS. Ele também não tinha direito a outros benefícios, exceto o salário-família e reabilitação profissional em caso de doença ou acidente de trabalho.


A mudança representa um gasto extra aos cofres públicos –o governo estima em R$ 70 bilhões o custo só com as 24 mil ações que tramitam na Justiça.

 

STF


A palavra final, porém, poderá ser definida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que também analisa a questão em outro processo. A última ocorrência desse julgamento foi o pedido de vistas da ministra Rosa Weber, no final de outubro. Não há data a retomada do caso em plenário.


Até então, quatro ministros haviam se manifestado nos processos. Dois deles defenderam que os aposentados que continuaram a trabalhar têm o direito de pedir um novo benefício após os anos extras de contribuição à Previdência.

 

Fonte: Folha

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Black Friday online no Brasil tem desempenho ligeiramente abaixo do previsto

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Black Friday online no Brasil tem desempenho ligeiramente abaixo do previsto
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O faturamento do comércio eletrônico durante a Black Friday no Brasil chegou a 1,16 bilhão de reais neste ano, disse a empresa de informações sobre comércio eletrônico E-bit nesta segunda-feira, ligeiramente abaixo do previsto e guiado sobretudo pela alta do valor médio das compras.


O montante representa um avanço nominal de 51 por cento sobre o resultado obtido no evento no ano passado, ante projeção inicial da E-bit de um aumento de 56 por cento.


Na sexta-feira de descontos generalizados na Internet, foram feitos 2,2 milhões de pedidos online, bem abaixo da estimativa de 3,37 milhões.


Por outro lado, o tíquete médio de compra subiu 32 por cento sobre um ano antes, a 522 reais, ante projeção inicial da empresa de pesquisas de um patamar bem mais baixo, de 355 reais.


"A elevação do tíquete médio foi reflexo do aumento da confiança na data pelo consumidor", disse o diretor-executivo da E-bit, Pedro Guasti, que avaliou que o evento atingiu expectativas.


O desempenho final da Black Friday vem a público em um momento em que varejistas projetam um Natal fraco diante do encarecimento do crédito, inflação em alta e perspectivas ainda incertas para a economia, combinação que vem fazendo o consumidor manter a carteira no bolso.


A expectativa é que a temporada de compras de fim de ano, a mais importante do ano, mostre um avanço de vendas menor que o apresentado em 2013, no que será, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), o ritmo mais tímido da última década.

 

Fonte: Uol

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PIB do terceiro trimestre deve mostrar saída do país da recessão

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PIB do terceiro trimestre deve mostrar saída do país da recessão
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Depois de dois trimestres seguidos de queda, o PIB deve ter voltado ao terreno positivo nos meses de julho, agosto e setembro. Os dados oficiais serão divulgados nesta sexta-feira (28) pelo IBGE.


Se confirmadas as expectativas, o resultado mostrará que a atividade econômica deixou a recessão, porém segue estagnada.


A aposta central de 40 analistas ouvidos em pesquisa da agência Bloomberg, feita até a última sexta-feira, é de que o PIB deve ter registrado um leve crescimento positivo, de 0,2% no terceiro trimestre ante os três meses anteriores.

 

A equipe de análise do Bradesco prevê que os dados revelarão uma melhora no resultado dos investimentos, que amargaram uma queda de 5,3% no período anterior. Para os economistas do banco, os investimentos devem ter subido 2,6% em julho, agosto e setembro.

 

Parte dessa conta, a construção civil, que registrou queda no segundo trimestre em razão dos feriados da Copa do Mundo, dá sinais de que se recuperou, assim como a produção de máquinas e equipamentos.

 

Ainda assim, frisa o economista Igor Velecico, em relatório: "A leitura adequada, portanto, é a de que a (esperada) alta recente é a devolução de fatores atípicos observados ao longo do segundo trimestre, como a realização da Copa do Mundo, e não representa necessariamente uma mudança de tendência."


Outro fator que deve ter contribuído positivamente no terceiro trimestre é a produção de petróleo que, segundo a Petrobras, subiu 9% ante o mesmo período de 2013.


A indústria de transformação, na outra ponta, segue em crise. Segundo sondagem da CNI (Confederação Nacional da Indústria) com cerca de 2.200 empresas, os estoques ficaram acima do planejado entre julho e setembro, o que sugere freio nas fábricas.


Para economistas, a baixa confiança de empresários e consumidores na economia não permite estimar uma reversão da fraqueza da atividade, mesmo em 2015.


As projeções de analistas são de que o PIB deve crescer apenas 0,2% neste ano e 0,8% em 2015. Com a menor geração de empregos, como mostrou pesquisa do Ministério do Trabalho, também o consumo das famílias deve seguir moderado.


O aumento da taxa de juros e os efeitos de um ajuste na economia completam um quadro de dificuldades nos próximos meses.

 

Fonte: Folha

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Não seja enganado na Black Friday

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Não seja enganado na Black Friday
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Antes de comprar os produtos na Black Friday faça uma pesquisa do CNPJ da empresa que você pretende efetuar o pedido, assim não corre o risco de escolher uma loja que esteja mal vista pelo mercado ou levar algum golpe.

 

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Fraude no Tesouro Direto levanta debate sobre a segurança de títulos públicos

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Fraude no Tesouro Direto levanta debate sobre a segurança de títulos públicos
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Apesar de a aplicação ser considerada segura, especialistas recomendam alguns cuidados para que o investidor evite perdas financeiras.

 

Por não ter mais condições de operar, a corretora Corval foi liquidada pelo Banco Central em 11 de setembro. Uma série de fraudes realizadas pela instituição, porém, resultaram em perdas financeiras para clientes, o que levantou o debate sobre os riscos de se investir no Tesouro Direto. Apesar de a aplicação em títulos públicos ser considerada segura, pois tem como garantia final o governo, especialistas acreditam que alguns cuidados devem ser tomados para evitar o prejuízo.

 

O primeiro deles é checar periodicamente a conta do Tesouro Direto e ver se os títulos estão em nome do investidor. "Assim que abrir a conta, é importante verificar se o e-mail vem do Canal Eletrônico do Investidor (CEI) da Bolsa", afirma a professora e especialista em renda fixa Betty Grobman. "Depois, o investidor deve checar se o extrato mensal, enviado pela Bovespa, vem em seu nome."

 

No caso da Corval, a corretora investiu em títulos públicos utilizando sua própria conta, o que abriu espaço para fraudes. Betty aconselha que o cliente fique atento para não assinar documentos que permitam que a corretora negocie títulos em nome do investidor.

 

Especialistas afirmam que também é importante entender quem é o custodiante da aplicação, pois além da Câmara Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) da BM&FBovespa, há o Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic). A corretora não pode transferir a custódia dos títulos sem autorização.

 

De acordo com o sócio-diretor da corretora Easynvest, Marcio Cardoso, é aconselhável manter os títulos na CBLC para ter garantias da Bolsa. "Na Selic, a custódia fica na corretora. Já se os títulos são custodiados pela Bolsa o cliente acompanha todas as movimentações via extratos online ou entregues pelo correio", afirma. "Na CBLC, ele tem todas as garantias de um agente custodiante para intermediar as movimentações.

 

"Embora na Selic não seja preciso pagar a taxa de custódia, de 0,30% sobre o valor dos títulos, como na CBLC, o diretor administrativo da Ativa Corretora, Raul Meyer, alerta que a operação nesse sistema é mais complexa e o custo pode ser maior. "Na Selic, as negociações são feitas via balcão, precisa de mesa, de operador. Não vale a pena negociar pequenos valores por causa da estrutura", diz. "A CBLC tem um processo automatizado, você transaciona títulos online. O processo é melhor e tem mais liquidez."

 

Apesar dos cuidados, especialistas dizem que o Tesouro Direto é seguro e democratiza o mercado de títulos.

 

Para entender: Fraude ocorreu após manobra

 

A corretora teria convencido clientes a passar títulos da CBLC para o Selic, alegando que seria mais barato. Alterando a custódia, entretanto, foi como a Corval abriu espaço para praticar fraudes. Com os títulos no Selic, em uma conta única, no nome da própria Corval, a corretora passou a ter total controle sobre movimentações financeiras, o que permitiu aos administradores utilizar papéis de clientes para diversos fins, como garantia para operações e venda.

 

Diante do caso, o Tesouro Nacional informou, porém, que "não há problema" quanto à segurança dos títulos, pois investidores foram "vítimas de fraudes". O Tesouro alerta que investidores devem acessar o CEI para conferir se os títulos estão em seu CPF. Via assessoria, a Bolsa informou que problemas enfrentados por clientes da Corval foram causados por "violações às normas".

 

Fonte: Estadão

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Previsões do mercado para PIB e inflação em 2014 têm leve alta

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Previsões do mercado para PIB e inflação em 2014 têm leve alta
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SÃO PAULO - As previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2014 tiveram uma leve melhora no Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo Banco Central. Pelo documento, a economia brasileira crescerá 0,21% este ano ante previsão de 0,20% da semana passada e de 0,27% vista um mês atrás.

 

Os economistas consultados pela pesquisa Focus continuam a acreditar em alguma retomada da atividade no ano que vem e mantiveram a previsão de crescimento para 2015 em 0,80%. Quatro semanas antes, no entanto, a estimativa de crescimento para o próximo ano estava em 1,00%.

 

Dados do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) divulgados hoje apontam que a economia do País deve crescer 0,59% no terceiro trimestre, acima da expectativa consolidada no Relatório Focus. Também otimistas, Banco Central e Ministério da Fazenda preveem crescimento maior do que o mercado estima para 2014. De acordo com o último Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do BC, o PIB deve ter alta de 0,7% este ano. Pelos cálculos da Fazenda, a expansão será de 0,9%.

 

Contas públicas. Os analistas ajustaram suas estimativas para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2014. A pesquisa Focus de hoje aponta que a mediana da semana passada, de 35,20%, foi alterada para 35,80%. Um mês antes estava em 35,10%. Já o ponto central da pesquisa para a relação em 2015 passou de 35,90% do levantamento para 36,00% agora. Quatro semanas antes, porém, estava em 35,75%.

 

Inflação. Depois de ajustes para baixo nas previsões para a inflação na semana passada, o relatório trouxe revisões para cima. A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014 subiu de 6,39% para 6,40%. Para 2015, a previsão de analistas do mercado consultados pela pesquisa continua em 6,40%.

 

Juros. Com a digestão da alta de 0,25 ponto porcentual da Selic na última reunião do Copom, para 11,25% ao ano, a mediana das estimativas para a taxa básica de juros no fim de 2014 continuou em 11,50%, mesmo patamar da semana passada. Com isso, a taxa básica de juros para este ano também segue em 11,00% ao ano. Há um mês, a taxa fechada para 2014 estava em 11,00% na Focus, enquanto a média de 2014 estava em 10,91% ao ano.

 

Para o final do ano que vem, a mediana das projeções seguiu em 12,00%, mesmo patamar da semana passada, mas maior do que a taxa de 11,88% projetada pelos participantes da pesquisa para o final de 2015 há quatro semanas. A Selic média de 2015 também segue em 11,97% ao ano. Quatro semanas atrás estava em 11,69%.

 

Câmbio. O mercado financeiro alterou novamente todos os campos do relatório de mercado Focus para o dólar. A mediana para o fim de dezembro de 2014 passou de R$ 2,50 para R$ 2,53 - há um mês, estava em R$ 2,40. Já para 2015, a cotação subiu de R$ 2,60 para R$ 2,61 de uma semana para outra - um mês antes estava em R$ 2,50.

 

Fonte: Estadão

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Mercado cria ferramentas para investidores sem tempo para aplicar

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Mercado cria ferramentas para investidores sem tempo para aplicar
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Não ter tempo disponível para acompanhar o mercado financeiro diariamente não é mais desculpa para deixar de investir. De olho nesse perfil de investidor, as corretoras têm criado novas ferramentas nos home brokers - plataformas online nas quais é possível aplicar em ações, títulos públicos e outros ativos.

 

Há menos de um mês, a corretora Rico lançou o Alvo Programado, ferramenta na qual clientes deixam agendadas estratégias de curto prazo para o investimento em ações. Para o longo prazo, a casa criou o Investimento Programado, em que carteiras inteiras podem ser programadas. Na TOV, a novidade será em 2015: a corretora vai lançar no começo do ano a aplicação programada em Letras do Crédito Imobiliário (LCIs) e do Agronegócio (LCAs).

 

“As corretoras já desenvolveram muitas ferramentas para o trader, o investidor que opera todos os dias. Houve melhora nos gráficos e na estabilidade do home broker. Agora, o foco está em quem quer investir, mas, por ter uma rotina de trabalho e estudo, não consegue acompanhar a Bolsa”, diz o analista da Rico, André Moraes.

 

Desde outubro, a Rico resolveu divulgar estratégias para os investidores de ações. Aos domingos são selecionados papéis que devem gerar bons negócios no curto prazo. Em cada estratégia são apontados os pontos de entrada (o preço ideal para a aquisição) e de saída (a que preço deve-se vender o papel). O investidor pode escolher quais ações deseja investir e assim aceitar seguir a estratégia da corretora.

 

“A estratégia fica programada para os próximos dias. Quando a ação atingir o ponto de entrada é disparada a ordem de compra. O mesmo ocorre quando atinge o ponto de saída”, explica Moraes. Não é possível escolher o preço de compra e de venda, ou seja, se aceitar investir pelo Alvo Programado, o acionista segue exatamente a estratégia que a corretora elaborou. Não há custos extras para usar a ferramenta. Assim, só serão cobradas as taxas de corretagem de compra e venda da ação.

 

Confiança.

 

Para ganhar a confiança do cliente, a Rico criou um compromisso: se a estratégia definida não gerar lucro para o investidor a taxa de corretagem é devolvida. “O comprometimento gera benefícios aos dois lados: a corretora mostra que a estratégia dá certo, ganha a corretagem e o investidor tem lucro”, diz Moraes.

 

Há mais de três anos, Moraes passou a desenvolver estratégias de curto prazo para a carteira dele. Aos domingos, realizava um chat com investidores interessados.

 

No começo participavam 20 pessoas, mas agora há dias em que mais de 700 internautas conversam. Após um tempo de maturação dos estudos, foi criada a ferramenta. Hoje em dia, mil clientes aplicam usando o Alvo Programado.

 

A programação mais comum no mercado acionário é o start (preço de compra) e o stop (preço de venda). O investidor estipula os preços de compra e venda para se proteger da volatilidade da Bolsa. Se ao longo dos pregões o papel escolhido cair até atingir o que foi estipulado no stop, uma ordem de venda é disparada, minimizando assim as perdas que poderiam ocorrer. Sem o stop, o investidor veria a queda de sua carteira após o pregão e conseguiria vender as ações só no dia seguinte.

 

Renda fixa.

 

Além da programação do Tesouro Direto, criada em 2012, algumas corretoras oferecem a compra agendada de LCIs e LCAs - títulos de renda fixa isentos de Imposto de Renda para pessoa física. A aquisição, porém, não ocorre no home broker. O investidor transfere a quantia que quer aplicar (ou programa uma transferência automática no banco) e autoriza a corretora a realizar as compras todo mês.

 

Em 2015, a TOV quer facilitar o processo. Pelo home broker será possível agendar a aquisição das letras. “Na plataforma, haverá o banco emissor, as taxas de rentabilidade e a data de vencimento. Facilita a vida do investidor, pois ele não precisará pesquisar as taxas, iremos trabalhar com vários bancos”, diz o gerente comercial da TOV, João Victor Beck.

 

Voltado para o investimento no longo prazo, a Rico tem o Investimento Programado, no qual o investidor agenda uma carteira de ativos que quer comprar todo mês (50% em ações e 50% em títulos, por exemplo). A corretagem custa R$ 9,80 nas operações comuns e, na ferramenta, cai para R$ 0,50. Não há taxas de manutenção da conta e ou de custódia.

 

Para os fundos, não há uma ferramenta específica, diz o diretor administrativo da Ativa Corretora, Raul Meyer. “Se a pessoa quer investir todo mês pode fazer uma transferência automática e uma equipe de assessores faz o investimento sempre que o dinheiro cair na conta”, afirma.

 

Poupança forçada.

 

As programações incentivam a poupança de longo prazo. “O cliente cria uma poupança forçada, pois antes de qualquer consumo ele tem de se pagar”, diz o especialista em investimento na InvestMobile, Cleiton Oliveira. Ele pontua que a programação é útil para quem não tem disciplina. “O ideal é que o investidor comece aplicando 10% da renda. Assim, com a programação, ele já sabe que poderá contar com 90% do salário para os gastos”, afirma.

 

Apesar dos benefícios do investimento programado, as ferramentas ainda são pouco usadas. “Na previdência o investidor está acostumado a ter tudo automático, mas no restante das aplicações ele ainda é conservador. Prefere ver o que vai sobrar no fim do mês”, diz Meyer.

 

O agendamento movimentou 3% do total de operações do Tesouro Direto em setembro. “Muitas pessoas consultam o gerente do banco, mas por ele ter de bater metas de venda, nem sempre oferece todas as possibilidades do mercado”, diz Oliveira.

 

Fonte: Estadão

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Governo dos EUA abre investigação criminal sobre a Petrobrás

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Governo dos EUA abre investigação criminal sobre a Petrobrás
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O governo dos Estados Unidos está investigando denúncias de corrupção na Petrobrás. A informação foi publicada na tarde deste domingo, dia 9, na página do jornal britânico Financial Times na internet. Segundo reportagem do FT, há duas investigações: uma criminal e outra civil.

 

"O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal sobre a companhia que tem recibos de ações negociados em Nova York. Enquanto a Securities and Exchange Comission (SEC, órgão do governo norte-americano que regula o mercado de capitais) realiza uma investigação civil", diz o FT, que cita fontes familiarizadas com o tema.

 

Segundo o FT, as autoridades dos EUA investigam se "a Petrobrás ou seus funcionários, intermediários ou prestadores de serviço violaram o Foreign Corrupt Practices Act, uma lei contra a corrupção que torna ilegal subornar funcionários estrangeiros para ganhar ou manter negócios".

 

A reportagem cita que a Petrobrás é a maior empresa do Brasil e "tornou-se alvo de investigações da Polícia Federal e procuradores citam que pode estar em um dos maiores casos de corrupção na história". O FT destaca que "muitos dos supostos problemas ocorreram quando a presidente Dilma Rousseff foi chefe da empresa antes de tomar posse (como presidente da República) em 2011".

 

Procurados, o Departamento de Justiça e a SEC não quiseram comentar o caso, diz o FT. Já a Petrobrás não respondeu aos pedidos de informação do jornal britânico.

 

Fonte: Estadão

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Arrecadação tributária baixa limita estímulos a empresas

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Arrecadação tributária baixa limita estímulos a empresas
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BRASÍLIA - O diálogo que a presidente Dilma Rousseff prometeu reatar com os empresários a partir desta semana terá um forte limitador: o impacto de eventuais medidas de estímulo sobre as contas públicas. A arrecadação tributária tem ficado abaixo do esperado - falava-se em crescimento de 3,5% no ano, mas essa previsão já está, extraoficialmente, em menos de 1%. Essa frustração na receita contribuiu para o governo admitir que a meta fiscal (economia para o pagamento de juros da dívida) do ano não será cumprida.

 

Com esse cenário, haverá dificuldades em atender à grande maioria dos pedidos do setor produtivo. É o caso, por exemplo, da medida mais aguardada neste fim de ano, a reforma do PIS/Cofins. “Como há impacto fiscal, essa medida tem de passar por uma avaliação política”, diz o secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto. 

 

Ele explica que as inúmeras sugestões e pedidos do setor produtivo que reduzem a arrecadação dependem de decisões sobre o que terá prioridade. Estão nesse grupo, por exemplo, um programa de renovação de máquinas que Dilma começou a discutir em meados deste ano, um regime especial de tributação para as confecções e também pedidos mais antigos, como o alongamento dos prazos de recolhimento dos tributos.

 

A reforma do PIS/Cofins traria ganhos para as empresas não só pela redução do tributo a pagar, mas também pela simplificação de procedimentos, desburocratização e aumento na segurança jurídica. Hoje, empresas e Receita gastam um tempo enorme discutindo se um insumo foi ou não utilizado na produção final. Se foi, a empresa tem direito a um crédito tributário. Se não foi, não tem crédito.

 

Só há dois países no mundo que usam esse sistema: Brasil e Haiti, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os demais fazem do jeito fácil: tudo o que for comprado pela empresa gera crédito. 

 

A proposta elaborada pelos técnicos adota esse procedimento. Além disso, o recolhimento dos dois tributos será unificado. Os inúmeros regimes especiais de PIS/Cofins, criados ao longo dos últimos anos para atender a setores específicos, serão mantidos.

 

O problema é o impacto fiscal da medida, que o secretário não revela. Mas, segundo informou dias atrás o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é de R$ 15 bilhões. A solução em estudo é adiar o impacto da mudança, provavelmente, para 2016.

 

Exportações. Enquanto as contas públicas não permitem novas “bondades”, resta adotar medidas na área de desburocratização e aperfeiçoamento regulatório. Há, também, iniciativas que podem ajudar a melhorar o comércio exterior.

 

Barreto diz que o governo fez uma pesquisa com grandes empresas para saber o que, no relacionamento delas com o Estado, consome mais tempo e energia. Elas disseram que perdem muito tempo prestando informações como recolhimentos das contribuições previdenciárias e do FGTS a diferentes instâncias. Essas obrigações estão em processo de fusão com a criação do “e-social”.

 

O governo também começa, aos poucos, a eliminar a burocracia no comércio exterior. Hoje, quem exporta precisa se relacionar com 27 órgãos públicos diferentes. O código de classificação da mercadoria na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) deve ser informado em 13 papéis e o CNPJ da empresa em 17 documentos.

 

O governo começou a construir um portal único para receber essas informações de uma só vez. Mas esse programa será implantado aos poucos, até 2017. No dia 10 de dezembro, o governo anunciará as oito primeiras empresas certificadas como Operador Econômico Autorizado (OEA). Com esse carimbo, elas não terão o trânsito de suas mercadorias interrompido para conferência de documentos. Hoje, uma mercadoria gasta em média 12 dias em inspeções.

 

“Tem muita coisa que dá para fazer e que não tem impacto fiscal”, diz o gerente executivo de Comércio Exterior da CNI, Diego Bonomo. Ele cita, por exemplo, um acordo de 2010 que abre caminho para reduzir a papelada no comércio com o Mercosul, mas que não está em vigor.

 

Fonte: Estadão

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Brasil e Uruguai passam a fazer transação em moeda local

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Brasil e Uruguai passam a fazer transação em moeda local
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Depois da Argentina, as transações comerciais entre o Brasil e o Uruguai poderão ser feitas na moeda local dos dois países. O sistema de pagamento em real e peso uruguaio entrará em operação em dezembro, informou o Banco Central do Brasil. Os testes de informática para a implantação estão sendo concluídos. O convênio para o início das transações foi assinado, na sexta-feira passada, durante a reunião dos presidentes de Banco Centrais da América do Sul, em Lima, no Peru.

 

O Sistema de Pagamentos em Moeda Local (SML), como é chamado, substitui as transações em dólares e deve facilitar o comércio de bens e serviços entre o Brasil e o Uruguai. Pelo convênio, importadores e exportadores brasileiros e uruguaios poderão realizar pagamentos e receber em suas respectivas moedas, dispensando o contrato de câmbio. Também será possível a utilização do sistema para o pagamento de aposentadorias e pensões, além de remessas de pequeno valor.

 

De acordo com o BC, o mecanismo vai aumentar o nível de acesso dos pequenos e médios agentes e aprofundar o mercado em real e peso uruguaio, com redução de custos das transações. O uso do SML é voluntário.

 

O BC brasileiro informou que o sistema com o Uruguai é semelhante ao da Argentina, mas inclui avanços decorrentes da experiência adquirida ao longo dos anos. Entre esses avanços, o BC cita a possibilidade de os agentes brasileiros não apenas exportarem, mas também importarem em reais, e a inclusão de serviços não relacionados ao comércio de bens.

 

O sistema de pagamentos com a Argentina foi criado em 2008, mas com a crise do país vizinho as operações têm recuado. O sistema deve ser expandido para outros países, como o Paraguai. Outras nações como Rússia, Índia e China já demonstraram interesse em adotar o sistema no comércio bilateral com o Brasil.

 

Fonte: Estadão

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SECA EM SÃO PAULO JÁ FEZ O TRATAMENTO DA ÁGUA FICAR 20% MAIS CARO ESTE ANO

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SECA EM SÃO PAULO JÁ FEZ O TRATAMENTO DA ÁGUA FICAR 20% MAIS CARO ESTE ANO
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Em São Paulo, a seca criou uma situação peculiar para centros urbanos no interior do Estado, como Americana, Campinas e Piracicaba. Além do desafio de garantir o abastecimento num dos períodos mais secos da história, eles precisam se preocupar com a qualidade da água.

 

Os rios das Bacias PCJ, que reúnem o Piracicaba, o Capivari e o Jundiaí, seus afluentes e formadores, estão entre os mais poluídos do País. Segundo especialistas, à medida que as águas baixam, a concentração de poluentes aumenta, o que encarece a limpeza. “Quanto mais sujo um rio, mais dinheiro se gasta para limpar a água”, diz o professor Pedro Mancuso, da Universidade de São Paulo (USP), especialista no tema.

 

A Sabesp, maior empresa de saneamento do Estado, afirma que “não houve impacto no custo de tratamento nos últimos 18 meses”. Essa, porém, não é a percepção de outras empresas. Apenas os custos com produtos químicos já aumentaram em cerca de 20%, pelas estimativas de Carlos César Záppia, diretor da seção de Tratamento de Água do Departamento de Água e Esgoto de Americana. A alta ocorre porque é preciso elevar a quantidade de produtos para manter a qualidade da água. Záppia estima que, para as empresas privadas, a conta pode ser de até o dobro, dependendo do setor em que atuam.

 

A conta não inclui o custo com energia elétrica que, de acordo com o nível de poluição, representa de 50% a 70% dos gastos no tratamento da água, nem com a situação atípica dos rios. A concentração de algas e outros materiais orgânicos faz com que a água, mesmo limpa, chegue às torneiras com cheiro e cor. “As características da água mudam de minuto a minuto: a gente manda amostras para o laboratório, faz testes e, quando aplica um químico, que seria a solução, a água no rio já mudou”, diz. “Em 32 anos de empresa, nunca vi nada assim.”

 

Carro-pipa. Além do custo extra para limpar as águas, as empresas privadas precisam se preocupar em complementar o abastecimento, que vem sendo racionado em vários municípios. Há cerca de três semanas, a Bosch, uma das maiores fabricantes de autopeças do País, precisou comprar água de caminhões-tanque para ser utilizada no sistema produtivo da fábrica de Campinas. Foi a primeira vez que o grupo recorreu a esse expediente. Segundo Theophilo Arruda Neto, gerente de Engenharia de Segurança e Meio Ambiente, sempre que a empresa identificar necessidade vai buscar esse tipo de alternativa.

 

A situação das indústrias só não é pior porque, com o baixo crescimento da economia, a produção está em ritmo mais lento. “Se a economia estivesse mais pujante, essa crise hídrica seria mais extensiva, mais danosa”, diz o vice-diretor do Centro das Indústrias (Ciesp) de Americana, Leandro Zanini.

 

Fonte: Estadão

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Rombo em bancos europeus é de € 24 bilhões

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Rombo em bancos europeus é de € 24 bilhões
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Seis anos depois da eclosão da crise financeira global e depois de receber mais de € 500 bilhões em ajuda, o sistema bancário europeu ainda não tapou seus buracos e continua fracassando em ser o motor da recuperação da União Europeia. Ontem, a avaliação do Banco Central Europeu sobre a saúde do sistema financeiro revelou que, dos 130 maiores bancos do continente, 25 instituições não passaram no teste de solvência e que o buraco nas contas chega a € 24,3 bilhões.

 

O BCE ainda alertou que os bancos têm sido “generosos demais” na classificação do que eles autodenominam como empréstimos de alto risco. No total, o BCE indicou que a exposição de bancos europeus a situações delicadas chegam a € 136 bilhões.

 

No total, os bancos europeus teriam de encontrar € 263 bilhões para estar em uma situação confortável para enfrentar uma eventual nova crise financeira e recessão mundial, ou um estouro de alguma bolha.

 

O teste realizado neste ano é uma tentativa do BCE em mostrar que está mais rigoroso e que quer garantias de que os bancos estão prontos para enfrentar eventuais novas crises. Em 2010 e 2011, outros exames foram realizados. Mas, sem rigor, instituições que haviam sido aprovadas no exame acabaram quebrando meses depois.

 

Para o atual teste, o que foi considerado são as contas de 2013. Desde então, alguns dos bancos citados indicaram que já reforçaram seu capital e que, na realidade, apenas € 9,5 bilhões estariam faltando.

 

Italianos.

 

Os piores resultados dentro do teste promovido pelo BCE são dos bancos italianos. Nove deles teriam fracassado na prova de solvência, somando um déficit de € 9,6 bilhões. O pior deles seria o Monte dei Paschi - no qual o brasileiro BTG adquiriu este ano uma participação de 2% -, com um buraco de € 2,1 bilhões. Uma surpresa foi o resultado negativo do alemão Commerzbank.

 

Na lista dos bancos que não foram aprovados estão também três gregos, três do Chipre, dois da Bélgica e da Eslovênia, além de mais um alemão, um francês, um austríaco, um irlandês e um português.

 

Apesar de o buraco estar dentro das previsões dos analistas, a revelação de que um quinto dos grandes bancos não tinham capital suficiente para enfrentar uma nova crise mostrou a fragilidade de uma economia que tenta voltar a crescer.

 

Treze bancos não conseguiram alavancar capital suficiente em 2013 e precisarão indicar ao BCE como farão para acumular € 9 bilhões nas próximas duas semanas. Desses, quatro são italianos e dois gregos.

 

Os dados são resultado do terceiro teste de estresse realizado na UE desde a eclosão da crise. O exercício tem como meta evitar que uma eventual nova crise volte a jogar instituições à beira da falência, obrigando governos e o dinheiro público a sair ao resgate.

 

No cenário desenhado pelo exame, o capital dos bancos da Eslovênia seria reduzido em 15%, ante 10% no caso de gregos e cipriotas.

 

Bancos italianos teriam perdas de € 35,5 bilhões, em uma eventual nova crise, ante € 30,8 bilhões de franceses e € 27 bilhões entre os alemães. Entre os 130 bancos europeus, as perdas atingiriam € 263 bilhões.

 

Um quarto do ajuste recomendado - o equivalente a cerca de € 12 bilhões - terá de ser feito por bancos italianos.

 

O Banco Central da Itália, porém, revelou um resultado diferente dos dados apresentados pelo Banco Central Europeu. De acordo com a entidade, apenas dois bancos foram reprovados, o Monte dei Paschi di Siena e o Carige.

 

“O resultado confirma a solidez do sistema bancário italiano, apesar dos choques dos últimos seis anos, da crise financeira, da crise da dívida soberana e da dupla recessão”, declarou o Banco da Itália.

 

BTG tem fatia do Monte dei Paschi

 

Desde o início deste ano, o banco mais antigo do mundo conta com uma participação brasileira. Em março, o italiano Monte dei Paschi anunciou ter vendido uma participação de 2% ao BTG Pactual, banco comandado por André Esteves. Na mesma operação, a gestora de recursos Fintech Advisory, do mexicano David Martinez, ficou com uma fatia de 4,5% da instituição.

 

O Monte dei Paschi di Siena foi fundado em 1472 e é considerado o mais antigo banco do mundo em atividade. Mas não atravessa um bom momento. Em junho, já havia admitido que poderia precisar de mais capital para fortalecer seu balanço se os testes do BCE exigissem mais provisões para possíveis perdas com empréstimos de má qualidade, segundo prospecto que constava em uma emissão de ações.

 

Fonte: Estadão

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Exportação cai e Brasil perde a onda do mercado africano

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Exportação cai e Brasil perde a onda do mercado africano
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As exportações brasileiras para a África, uma das regiões com maior potencial de crescimento no mundo, estão em queda pelo terceiro ano consecutivo.

 

De janeiro a setembro, o Brasil embarcou US$ 7 bilhões à região, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). No mesmo período em 2011, foram vendidos US$ 8,7 bilhões.

A pasta exclui do cálculo o desempenho das vendas para o Oriente Médio. Mas, para lá, o resultado também cai ano após ano.

 

Após ter sido eleita pelo ex-presidente Lula como região prioritária na política comercial brasileira, as vendas para a África deram um salto a partir de 2003. Desde 2011, contudo, já no governo Dilma Rousseff, só fazem cair.

 

Não é um problema de demanda. Dados da OMC (Organização Mundial do Comércio) mostram que a África segue aumentando as importações do mundo de forma consistente nos últimos anos.

 

Apesar do peso pequeno na pauta exportadora do Brasil (apenas 5% dos produtos embarcados para o exterior rumam ao continente), trata-se de uma região estratégica.

 

A África registra crescimento médio acima de 5% nos últimos cinco anos e é onde a população mais cresce no mundo, segundo dados compilados pelo BNDES.

 

Somente na Nigéria, a maior economia da região, o número de famílias de classe média cresceu 600% em 10 anos e alcançou 4,1 milhões, de acordo com o Standard Bank, da África do Sul.


O banco estima que a classe média de 11 países da África subsaariana saltará dos atuais 16 milhões de famílias para 40 milhões até 2030.


Dirk Van Hoomissen, diretor para o Brasil da Safmarine, empresa sulafricana de transporte, diz que essa nova classe média está demandando mais fortemente produtos nos quais o Brasil é competitivo: os alimentos. Mas, mesmo assim, as empresas brasileiras não estão conseguindo aproveitar a oportunidade.


"O continente africano está crescendo a um ritmo mais rápido que o mundo. E quem está aproveitando a onda de desenvolvimento da África são as empresas asiáticas", diz Hoomissen. Segundo ele, 27% dos contêineres que chegam ao continente africano saem da Ásia, enquanto apenas 4% chegam do Brasil.

 

Dos dez principais produtos vendidos pelo Brasil para a África, seis são alimentos. Destes, apenas a soja conseguiu aumentar as vendas este ano. No caso do açúcar, que responde por cerca de 30% das vendas totais do país para a região, há retração nas exportações desde 2011.

 

PRESENÇA INCIPIENTE


O governo lembra que houve queda nos preços este ano. Mas as quantidades vendidas também diminuíram.


Na avaliação do Mdic, falta interesse das empresas em investir na região. "Elas estão esperando que o governo faça esse esforço. Temos de fazer, porque a África é complicada mesmo. É preciso um esforço de diplomacia, mas elas podiam ter participado da licitação ampla que o governo nigeriano fez no setor elétrico, por exemplo. Nenhuma empresa brasileira participou", disse à Folha em agosto o secretário-executivo do Mdic, Ricardo Schaefer.


Um dos maiores entraves ao investimento na região é o temor dos empresários sobre as regras locais e conflitos internos nos países. Acordo de cooperação e facilitação de investimentos vêm sendo negociados desde o ano passado pelo Mdic para ajudar a dar garantias e mais segurança aos empresários que desejam investir na região. As propostas foram apresentadas a Àfrica do Sul, Angola, Argélia, Malaui, Marrocos, Moçambique, Nigéria e Tunísia. Os acordos, contudo, ainda não foram finalizados.


Levantamento do BNDES, que criou uma diretoria dedicada à África no ano passado, mostra que a presença das empresas brasileiras nos oito países eleitos como prioritários pelo governo brasileiro ainda é "pequena" ou "incipiente" —limitada, em geral, às construtoras e à mineradora Vale.

 

Fonte: Folha

 

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Quem ganha e quem perde com a queda do preço do petróleo?

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Quem ganha e quem perde com a queda do preço do petróleo?
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O momento de queda no preço do petróleo leva alguns exportadores do produto a se prepararem para uma significativa queda de receitas. Ao mesmo tempo, países importadores da commodity podem se beneficiar, já que o preço tende a cair para seus consumidores.


Os exemplos ilustram vencedores e perdedores da atual redução no preço do petróleo, que até recentemente se mantinha estável a cerca de US$ 110/barril.


Uma fraca demanda, somada a mudanças significativas na produção energética dos EUA, tem forçado o preço do Brent (referência do mercado) a cair 30% desde junho, chegando a US$ 83/barril.


Nesta sexta, o preço teve leve alta, mas está no patamar dos US$ 86.


Nesse cenário, quem mais se beneficia e quem é prejudicado?

 

Venezuela:Inflação e escassez

 

A Venezuela é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, mas enfrentava dificuldades antes mesmo da atual queda de preços. Críticos atribuem esses problemas à má gestão dos recursos.

 

Na semana passada, o chanceler do país, Rafael Ramírez, pediu uma reunião emergencial da Opec (organização de países exportadores de petróleo) para elevar o preço acima dos US$ 100/barril. Alguns acreditam, porém, que a Venezuela precisaria de preços a US$ 120/barril para seguir financiando os elevados custos de seus programas sociais.


O país já vive inflação galopante (ao redor de 50%), estimulada pelo controle cambial exercido pelo governo, o qual criou um forte mercado negro e provocou a escassez de diversos produtos em supermercados.


O presidente Nicolás Maduro insiste, porém, que a queda de preços não prejudicará a economia venezuelana.
"O preço vai chegar a seu piso e subir de novo. A Venezuela seguirá com seus projetos sociais", declarou.

 

Rússia: 'Tensionado, mas equilibrado'

 

Fortemente dependente da exportação de petróleo e gás, a Rússia perde cerca de US$ 2 bilhões em receita para cada redução de US$ 1 no preço do barril. A atual queda deve fazer com que os lucros com a venda da commodity cheguem ao nível mais baixo desde dezembro de 2010, disse um conselheiro da Chancelaria russa à Bloomberg.


Nesta semana, o presidente Vladimir Putin disse que o país poderá ter que cortar gastos, agregando que o orçamento russo está "tensionado mas equilibrado e totalmente realista".


No início do mês, o FMI reduziu sua perspectiva de crescimento para a Rússia de 1% a 0,5%. E o banco estatal Sberbank defende que o preço do petróleo precisa estar acima dos US$ 104 para que haja equilíbrio orçamentário.


O rublo russo caiu fortemente neste ano, atrelado ao petróleo e estimulado pelo conflito com a Ucrânia e pelas sanções impostas pelo Ocidente na Rússia.

 

Arábia Saudita: Preço x fatia de mercado

 

A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo e mais influente membro da Opec, poderia promover a retomada dos preços se cortasse sua própria produção - de forma a reduzir a oferta de petróleo disponível no mercado. Mas, até agora, o país não deu sinais de que fará isso.


Por enquanto, o governo saudita indica que "está feliz em deixar os preços caírem um pouco mais", avalia Jason Bordoff, do Centro de Políticas Energéticas Globais da Universidade Columbia.


Pode haver duas razões para isso: tentar impor algum tipo de disciplina entre outros países da Opec ou, talvez, pressionar a competitividade da crescente indústria americana de gás e de xisto.


Apesar de um aumento de preços beneficiar a Arábia Saudita, o país tem uma reserva monetária estimada em US$ 700 bilhões - ou seja, consegue sustentar-se com preços menores por algum tempo.


"Em termos de produção e precificação do petróleo pelos produtores do Oriente Médio, eles começam a reconhecer o desafio (representado pela) produção americana", diz Robin Mills, da consultoria energética Manaar. "Eles têm de precificar seu petróleo corretamente e, às vezes, com descontos consideráveis para conseguir entrar no mercado americano."


Se a baixa no preço levar à falência de algumas produtoras, talvez a Arábia Saudita se veja forçada a defender a retomada do mercado no longo prazo.

 

Opec: Nem todos são iguais

 

Alguns países produtores do golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos e Kuait, também acumularam reservas consideráveis de moeda estrangeira que lhes dão fôlego em momentos de queda de preço.


Mas outros, como Irã, Iraque e Nigéria, com grandes demandas orçamentárias domésticas - por conta de sua grande população relativamente ao tamanho de suas reservas -, têm margem de manobra menor.


Na Síria e no Iraque, combatentes do grupo autodenominado "Estado Islâmico" tomaram o controle de poços de petróleo. Mas, segundo a Agência Internacional de Energia, os ataques aéreos contra o grupo reduziram a produção de petróleo ali.

 

Estados Unidos: o avanço do xisto

 

O país tem vivenciado uma forte produção energética, puxada pelo crescimento da polêmica exploração de gás e petróleo de xisto - e isso tem forçado a baixa dos preços no mercado mundial.


Além disso, o petróleo de xisto é mais barato, ou seja, a guerra de preços tende a ser vencida pelos EUA no longo prazo.


"O xisto basicamente alterou o elo entre as turbulências geopolíticas no Oriente Médio e os preços do petróleo", explica Seth Kleinman, chefe de estratégia energética no banco Citi.

 

Europa e Ásia: impactos econômicos

 

Com crescimento e inflação baixos em vários países europeus, além de temores de inflação, a queda nos preços será bem-vinda por vários deles.


Algumas estimativas indicam que uma queda de 10% no preço do petróleo levaria a 0,1% de aumento na produção econômica. Mas mercados financeiros têm sentido os efeitos da queda dos preços das ações de empresas energéticas.


A China, que deve se tornar o maior importador de petróleo, tende a se beneficiar dos preços mais baixos. Mas isso não deve ser o bastante para compensar os efeitos da desaceleração econômica do país.


O Japão importa praticamente todo o petróleo que consome. Mas preços mais baixos têm prós e contras: uma alta forçaria mais inflação, algo crucial no plano do governo para conter a deflação em curso atualmente.

 

Petrobras: perda de um lado, ganho do outro

 

Ainda não está claro qual será o impacto total da mudança no patamar de preços do petróleo no mercado internacional para a Petrobras.


Por um lado, a queda beneficia a empresa uma vez que zera o subsídio implícito na importação e venda de combustível no mercado interno, fazendo com que deixe de ter prejuízo nessa operação. Segundo um estudo do Credit Suisse, por exemplo, a gasolina vendida pela estatal no mercado doméstico já estaria 1% mais cara que a média dos preços no mercado externo. Em setembro, era quase 25% mais barata.


"Havia defasagem e agora não há defasagem. Agora é em benefício da Petrobras. O preço da gasolina está mais alto (no mercado interno), então a Petrobras está ganhando com isso", disse recentemente o ministro da Fazenda Guido Mantega, acrescentando que isso não significa que a estatal não aumentará os preços do combustível para o mercado doméstico. "Isso é uma decisão da empresa."


Por outro lado, a mudança pode prejudicar tanto a receita com exportações da Petrobras quanto os planos de investimento da estatal no pré-sal. Isso porque os custos para se extrair petróleo das reservas do pré-sal são mais altos do que os de reservas tradicionais.

 

Se os preços do produto final caírem demais, pode não valer a pena explorar alguns poços. Pelo Plano de Negócios da Petrobrás para os próximos quatro anos a cotação prevista para o petróleo tipo Brent é de US$ 105 neste ano e US$ 100 até 2017. Hoje a cotação está na faixa dos US$ 86.

 

Fonte: Uol

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Empresas em crise são alvo de fundos

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Empresas em crise são alvo de fundos
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Empresas em crise são um filão para fundos especializados em investimentos de altíssimo risco. No Brasil, instituições financeiras como Opus, Jive, Blackwood e o banco Brasil Plural são alguns dos gestores que têm visto oportunidade em negócios provenientes de massas falidas.

 

O banco de investimentos Brasil Plural, por exemplo, está estruturando um fundo que deve levantar de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões para colocar no mercado recursos para empresas em reestruturação ou em recuperação judicial. Esse fundo terá como âncora o braço do Banco Mundial, o IFC (International Finance Corporation), que deverá colocar R$ 50 milhões, afirmaram ao Estado Warley Pimentel e Fábio Vassel, executivos do banco.

 

Os fundos Jive, Blackwood e Opus não retornaram os pedidos de entrevista.Os recursos desse fundo poderão ser destinados para compra de "equities" (ações) ou dívida de empresas de pequeno e médio portes, informou Pimentel.

 

A expectativa é de que a operação esteja estruturada até o fim do ano. "O diferencial do nosso fundo é que buscaremos ter o controle ou uma fatia relevante das empresas nas quais o fundo fará o aporte", disse Pimentel.Os executivos acreditam que a demanda por esse tipo de recurso tem potencial de crescimento no Brasil, uma vez que o cenário atual macroeconômico é de desaceleração e empresas em busca de assessoria para reestruturação financeira.Há 14 meses, o Brasil Plural decidiu criar sua própria área de reestruturação financeira de olho em empresas em crise.

 

"O Brasil tem um vácuo nessa área, hoje ocupado por bancos de investimentos ou butiques. Hoje, os principais bancos são também credores dessas empresas", afirmou Vassel, que é responsável por esse negócio.

 

O banco tem em mãos um dos casos mais emblemáticos de processo de recuperação judicial, que é o do Grupo Inepar. A empresa paranaense de máquinas e equipamentos entrou com pedido de recuperação no fim de agosto e tem hoje uma dívida acumulada em R$ 2 bilhões. Na esteira da Inepar, outras empresas estão indo para o mesmo caminho e a expectativa é de que os números avancem até o fim do ano, segundo especialistas ouvidos pelo Estado.

 

Recuperação. Dados da Serasa Experian mostram que, em setembro, 90 empresas pediram recuperação judicial, alta de 38,5% ante agosto, quando foram realizadas 65 solicitações, e 20% acima do mesmo mês de 2013. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial com 49 pedidos, seguidas pelas médias, com 25, e pelas grandes, com 16.Já os pedidos de falências cresceram 21,5% em setembro ante agosto, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações.

 

No mês passado, foram feitos 181 pedidos em todo o País, contra 149 requerimentos em agosto. Em termos absolutos, este é o pior resultado do ano e o número mais alto para meses de setembro em quatro anos, destacou a instituição.

 

Na comparação com o mesmo mês de 2013, o acréscimo foi de 16%.De acordo com a Serasa Experian, dos pedidos feitos no mês passado, 91 foram efetuados por micro e pequenas empresas, 39 por médias e 51 por grandes empresas. Segundo a instituição, o aumento dos pedidos de recuperação judicial e falência reflete a deterioração do quadro conjuntural doméstico.Confiança abalada. Luiz O. Muniz, sócio e diretor das operações do banco Rothschild para América Latina, afirmou ao Estado que o ano de 2014 registrou importantes casos de empresas que entraram em recuperação judicial. Em sua avaliação, havia uma expectativa de crescimento econômico para o ano, que não se materializou.

 

"Cada caso (de empresa em recuperação) é um caso", disse.Segundo Muniz, o baixo crescimento da economia minou a confiança do empresariado de modo geral. Muitas empresas estão com baixas margens operacionais.

 

O pedido de recuperação judicial, segundo Muniz, não é necessariamente o fim da linha para essas empresas. "Nos Estados Unidos, usa-se a terminologia 'proteção contra credores' para demonstrar que o 'Chapter 11' (equivalente à nossa recuperação judicial) existe para que a empresa continue a operar enquanto trabalha num plano de reestruturação da dívida sem ter de lidar diariamente com pressão por caixa dos credores", afirmou o executivo.Neste ano, o Rothschild assessorou importantes companhias que entraram em recuperação.

 

Foram os casos do grupo de energia Rede e da companhia de lácteos LBR, que teve parte de seus ativos vendidos para a francesa Lactalis. O banco também assessorou os credores da OGX, petroleira do empresário Eike Batista, e a mineradora Mirabela Nickel.Surpresa.

 

"Geralmente, o empresário que entra em crise (na maioria empresas familiares e pouco profissionalizadas) não tem domínio sobre os dados da empresa", afirmou Luís Paiva, sócio da Corporate Consulting. "É uma surpresa para todo mundo.

 

Eles só percebem a gravidade do problema quando se dão conta de que não têm dinheiro em caixa para pagar contas do dia a dia."Na maioria desses casos, toda a gestão tem de ser revista, com cortes profundos de custos e do quadro de funcionários, além da necessidade de remodelar toda a operação. O objetivo é buscar um caminho para que o patrimônio e a história de uma empresa não seja reduzida a pó.

 

Fonte: Estadão

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Economistas elevam projeção de IPCA a 6,45% em 2014, próximo do teto da meta

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Economistas elevam projeção de IPCA a 6,45% em 2014, próximo do teto da meta
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SÃO PAULO (Reuters) - Diante de sinais de maior pressão da alta dos preços, economistas de instituições financeiras voltaram a ver a inflação muito perto do teto da meta do governo neste ano, ao mesmo tempo em que mantiveram a perspectiva de novo aperto monetário em 2015.


De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a estimativa de alta do IPCA neste ano subiu a 6,45 por cento, contra 6,32 por cento anteriormente. A meta do governo é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.


O salto aconteceu após a divulgação, na semana passada, de que a inflação oficial brasileira surpreendeu em setembro e atingiu em 12 meses o maior nível em quase três anos, de 6,75 por cento.


Em relação a 2015, os especialistas consultados no Focus mantiveram a perspectiva de que o IPCA subirá 6,30 por cento. Para os próximos 12 meses, a perspectiva para a inflação na pesquisa permaneceu em 6,38 por cento.

 

Já o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê estouro da meta neste ano com o IPCA a 6,51 por cento, alta de 0,2 ponto percentual sobre a estimativa anterior. Para 2015, entretanto, o grupo reduziu sua projeção em 0,02 ponto, a 6,38 por cento.

 

SELIC


Apesar de verem a inflação maior neste ano, os analistas consultados pelo BC não mudaram suas contas sobre a Selic, vendo novo aperto monetário apenas no próximo ano.


A taxa básica de juros deve encerrar este ano no atual patamar de 11 por cento, e também não alteraram a perspectiva para 2015 de 11,88 por cento na mediana das projeções.


O BC começou a elevar a Selic em abril do ano passado, tirando a taxa da mínima histórica de 7,25 por cento para o atual nível. A autoridade monetária tem dado sinais de que não deve mexer tão cedo na taxa, mas já deixou aberta a porta para novas elevações.


Essa foi a primeira pesquisa Focus em que os analistas forneceram suas projeções após a definição da disputa do segundo turno das eleições presidenciais, entre a presidente Dilma Rousseff, do PT, e o candidato do PSDB, Aécio Neves.


Pesquisas eleitorais vêm ditando o ritmo dos mercados, com o candidato tucano sendo o preferido dos investidores já que promete uma postura mais ortodoxa, enquanto a política econômica do atual governo é criticada.


Sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, a projeção no Focus subiu a 0,28 por cento por cento, contra 0,24 por cento na semana anterior e interrompendo 19 semanas seguidas de queda nas contas. Já para 2015, a estimativa para o crescimento do PIB continuou em 1,0 por cento.

 

Fonte: Uol - Reuters

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Com maior volatilidade do juro futuro, crescem suspensões do Tesouro Direto

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Com maior volatilidade do juro futuro, crescem suspensões do Tesouro Direto
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A especulação sobre a corrida presidencial não afetou somente Bolsa e dólar: respingou também no Tesouro Direto. Em agosto e setembro, as taxas de compra dos títulos públicos sofreram com a volatilidade dos juros futuros. O cenário foi influenciado pelas reviravoltas na disputa à Presidência, além dos mercados interno e externo.

 

A suspensão temporária da venda dos títulos no Tesouro Direto, que é feita quando as taxas futuras oscilam muito, ocorreu em nove ocasiões durante setembro - o maior número em um ano.

 

Como as taxas de compra são atualizadas somente três vezes ao dia, quando o mercado secundário de títulos públicos apresenta muita volatilidade, o Tesouro Direto é obrigado a interromper suas negociações para que o preço do título não fique defasado."É raro esse tipo de interrupção, isso não ocorre durante períodos mais calmos para o mercado", afirma Fabrício Tota, gerente de home broker da corretora Socopa.

 

Segundo Roberto Indech, analista da corretora Rico, as suspensões têm sido mais frequentes no período da manhã. "Só por volta das 11h30, após a abertura dos mercados no Brasil e nos Estados Unidos, é que se consegue ter uma visibilidade maior das taxas para negociação no Tesouro Direto", diz.O cenário eleitoral não influencia esse mercado sozinho.

 

No dia 9 de setembro, a agência de classificação de risco Moody's revisou a perspectiva da nota de crédito brasileira de estável para negativa. Isso significa que a agência pode cortar a classificação da dívida brasileira, caso o cenário econômico continue a se deteriorar no próximo governo.

 

Em geral, a visão do mercado nos últimos meses foi de que a vitória de Dilma Rousseff nas urnas significaria juros e inflação mais altos nos próximos anos. Já a vitória da candidata Marina Silva teria o efeito inverso. Com essas expectativas, as taxas de juros futuros oscilaram e, com elas, a taxa de compra no Tesouro Direto.

 

No início de agosto, a taxa de compra da NTN-B Principal com vencimento em 2019 era 5,73%. Subiu para 5,98% em setembro. O Tesouro paga ao investidor desse título um juro fixo (a taxa de compra) mais a inflação acumulada no período contratado. A NTN-B Principal é o título mais negociado pelo Tesouro Direto.

 

Volatilidade

 

Em tempos de volatilidade na taxa de juros futuros, a renda fixa ganha um pouco da emoção encontrada no mercado de ações ou de câmbio. Na corretora Rico, um informe com recomendações de compra sobre o Tesouro Direto passou a ser enviado semanalmente aos clientes.

 

Segundo Indech, em momentos de mais estabilidade essa comunicação não é tão frequente. "Antes ocorria volatilidade na espera das reuniões do Copom. Atualmente, essa oscilação ocorre mais em função de um sentimento de confiança ou não do investidor perante o mercado", afirma.

 

Qualquer que seja o título público, no entanto, é recomendada cautela ao investidor. "Ano que vem espera-se muita reforma econômica, então recomendamos uma postura conservadora para os investidores", afirma Renata Generoso, coordenadora comercial da corretora Spinelli.

 

Quem precisar vender o título antes do vencimento vai encontrar muita oscilação. Os papéis com prazo mais longo acabam sofrendo mais em tempos de incerteza, pois entre a compra e o vencimento, muito pode ocorrer. Mas, com a definição do próximo governo, as taxas tendem a se acalmar.

 

Fonte: Estadão

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Mesmo com greve dos bancários, consumidor deve pagar as contas em dia

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Mesmo com greve dos bancários, consumidor deve pagar as contas em dia
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Os bancários entraram em greve em todo o país nesta terça-feira (30), por tempo indeterminado. A paralisação, no entanto, não tira do consumidor a obrigação de pagar as contas em dia, segundo o Procon de São Paulo.


A orientação do órgão é que os consumidores procurem as empresas que emitiram as faturas para pedir outras opções de pagamento.


O comparecimento à sede da empresa e o pagamento em lotéricas ou pela internet também são opções.
O órgão diz que o consumidor deve documentar o pedido feito às empresas, enviando um e-mail ou anotando um número de protocolo de atendimento telefônico.


Esse comprovante pode evitar que ele tenha de arcar com multas e outros encargos por atraso no pagamento, caso a empresa não atenda o seu pedido. Se pagar os encargos indevidamente, a recomendação é que ele procure o Procon.


Caso a empresa dê ao consumidor outra opção de pagamento e, mesmo assim, a fatura não seja quitada em dia, ele poderá ter de pagar multa e encargos.


É importante lembrar que há vários serviços alternativos que não são afetados pela greve, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.


Os pagamentos também podem ser feitos por meio de cheque, cartão e Débito Direto Autorizado (DDA).

 

Caixas eletrônicos

 

Os caixas que estão dentro das agências bancárias funcionam até as 22h. Em locais de grande circulação, como em lojas de conveniência, funcionam durante 24 horas. Os saques noturnos são limitados a R$ 300,00 e o valor para saque diurno varia conforme o banco. Os serviços disponíveis são:


Pagamento de contas (não vencidas); agendamento de pagamentos e DOC; pagamento de cartão de crédito.

 

Saques / retirada de folha de cheque; depósitos em dinheiro ou cheque; consulta e retirada de saldo/extrato; transferências; saques de benefícios sociais (INSS, PIS/Abono Salarial, FGTS, etc).

 

Bloqueio de cartão; empréstimo pessoal (CDC); resgate de investimento e solicitação de débito automático.

 

Lotéricas, Correias, supermercados e comércio 

 

Os correspondentes são lugares alternativos aos bancos, como supermercados, casas lotéricas e postos dos Correios. Os serviços disponíveis são:


Água; luz; telefone – com ou sem fatura; tributos municipais e estaduais; boletos de bancos; carnês; INSS / GPS; FGTS-GRF / GRRF / GRDE (com código de barras) e Contribuição sindical (em dinheiro).

 

Bolsa família; INSS; FGTS; Seguro desemprego; PIS; com cartão magnético – limitado à R$ 1000,00 ou três transações diárias.

 

Em conta corrente ou em conta poupança. Operação limitada à R$ 1.000 ou em até três transações por dia.

 

Consulta de saldos e extratos de contas correntes e poupanças; fazer Declaração Anual de Isento (Imposto de Renda); entrega de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados, pensionistas do INSS, empregados de empresas conveniadas e recarga de celular pré-pago.

 

Banco pela internet

 

Os serviços disponíveis são:


Saldo; extrato; lançamentos futuros; extrato de compras com cartões de débito; informe de rendimentos; investimento; poupança; aplicações e transações agendadas.

 

Débito Direto Autorizado (DDA); agendamento de pagamento de contas (água, luz, telefone e gás); bloqueto de cobrança; DARF / DARF Simples; DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional; GFIP – FGTS; GPS – INSS; IPVA; DPVAT; IPTU/ISS; GRCS; ISS; licenciamento de veículos; e recarga de celular.

 

Entre outros bancos; TED e DOC eletrônico.

 

Solicitação e desbloqueio de talão de cheques; solicitação, consulta e cancelamento de débito automático; empréstimos e outros.

 

Banco por aplicativo no smartphone

 

Para ter acesso a esse serviço, o cliente deve baixar o aplicativo da instituição diretamente no celular, a partir do site do banco e das lojas virtuais de aplicativos. O serviço varia de acordo com cada instituição. São eles:


Consultar saldos, verificar extratos, contas de investimentos, home broker (compra e venda de ações) e pagar títulos via Débito Direto Autorizado (DDA).

 

Banco pelo telefone

 

Todos os bancos oferecem um serviço telefônico por meio do qual o cliente pode tirar dúvidas sobre serviços e realizar transações financeiras. Os serviços disponíveis são:


Pagamento de boleto a vencer da mesma instituição e de outras, pagamento de conta de consumo (água, luz, telefone, gás) e pagamento de imposto e taxas.

 

Consulta de saldo, fatura do cartão de crédito, entre outros.

 

Agências bancárias

 

Se for indispensável ir até uma agência bancária, o cliente pode consultar o site BuscaBanco da Febraban. No site, é possível localizar o endereço de agências bancárias e postos de atendimento, além do número de telefone, que os clientes podem usar para saber se o seu banco está em funcionamento.

 

Fonte: Uol 

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Saiba como planejar o futuro das finanças de acordo com a sua idade

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Saiba como planejar o futuro das finanças de acordo com a sua idade
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É possível fazer um planejamento financeiro adequado para cada idade? Sim. Segundo Reinaldo Domingos, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros) e da DSOP Educação Financeira, os objetivos financeiros vão se definindo de acordo com a idade e a realidade em que a pessoa vive.


"Esses objetivos são mutáveis. O que vai definir o sucesso ou o insucesso de uma pessoa será a maneira como ela elabora seu projeto de vida: seus sonhos e desejos, tanto pessoais quanto profissionais. Nesse projeto, o dinheiro pode ser um aliado ou um inimigo, depende de como a pessoa lida com ele."

 

Faça uma reserva de emergência

 

Para o planejador financeiro Valter Police, do IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), independentemente da idade, há duas providências recomendáveis a seguir.


A primeira é manter uma reserva de emergência, cujo montante vai variar de acordo com a estabilidade da renda. Um profissional com renda mais assegurada, como um funcionário público, pode guardar três vezes o valor de suas despesas.


Já um profissional que não sabe quanto irá receber a cada mês, como um autônomo, deve juntar 12 vezes o valor de suas despesas mensais.

 

Planeje sua aposentadoria

 

A outra providência é se preocupar, desde muito jovem, com a hora de se aposentar. A ideia é alongar o esforço de poupança no tempo para que ele seja menor.


Alguém que comece a poupar desde os 20 anos para a aposentadoria pode dedicar 10% da sua renda para este fim.

 

Já uma pessoa que só pense na aposentadoria aos 50 anos, terá de fazer um esforço enorme de poupança, guardando mais de 30% da renda, além de diminuir os gastos e se conformar em adotar um padrão menor do que o que tem ao se aposentar.

 

Fonte: Uol

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Turista deve antecipar compra de dólar.

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Turista deve antecipar compra de dólar.
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A escalada da cotação do dólar nos últimos dias ameaça frustrar o orçamento dos turistas brasileiros que pretendem viajar ao exterior nos próximos meses.


Comprar a divisa nesse momento é a recomendação de analistas, mas, ficando atento às oscilações, é possível parcelar a aquisição, fazendo uma média de cotações.


As perspectivas são as de que o dólar apresente uma tendência de valorização no longo prazo, devido ao fortalecimento da economia norte-americana –que eleva as perspectivas para alta de juros nos EUA– e, no Brasil, ao sobe e desce eleitoral, que acirra as oscilações.


Adquirir a moeda agora é a opção para quem quer previsibilidade e deseja saber quanto vai gastar na viagem.

 

E, para o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme, este é o melhor momento para adquirir a moeda. "Essa alta vai ficar e, se houver uma mudança na política monetária americana, ela [a cotação do dólar] vai mais acima. Não dá mais para pensar em dólar a R$ 2,20."


Apenas em setembro, o dólar à vista, referência nas operações do mercado financeiro, subiu 8,2% ante o real e fechou o último pregão da Bolsa cotado a R$ 2,42. Entre abril e julho, período de baixa da moeda, ela valia, em média, R$ 2,23.


Um outro ponto que pode afetar o comportamento da moeda é se o Banco Central mudar a força da sua intervenção no mercado de câmbio, como fez na semana passada, em que elevou o valor ofertado diariamente ao mercado, dificultando as previsões para o comportamento do dólar até o fim do ano.


Alguns economistas, contudo, acreditam que a moeda ainda pode ceder um pouco ante o real até o final do ano, apesar do viés de valorização.
No boletim Focus da semana passada, os analistas econômicos ouvidos estimavam que a moeda vá terminar o ano cotada em R$ 2,34.


Caso decida arriscar, o ideal é que o turista faça um planejamento para comprar a moeda ao longo dos próximos meses, de maneira parcelada, a fim de diluir eventuais perdas com o câmbio.


"Se for viajar no fim do ano, faça uma média e vá comprando aos poucos, para poder se resguardar com relação a uma alta ou uma queda brusca", afirma Mauriciano Cavalcante, diretor de operações de câmbio da corretora Câmbio Rápido.

 

Fonte: Fonte

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Consumidor da Grande SP tem mais dívida imobiliária que média nacional

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Consumidor da Grande SP tem mais dívida imobiliária que média nacional
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Os consumidores da Grande São Paulo têm um percentual maior de dívidas imobiliárias e no cartão de crédito do que a média nacional.


É o que mostra levantamento inédito do Banco Central sobre o crédito à pessoa física em diversas regiões do país, que passa a ser divulgado a partir deste mês.
O crédito com desconto em folha, usado principalmente por aposentados e funcionários públicos, por outro lado, tem participação menor nos financiamentos da região do que no resto do país.


O financiamento habitacional responde por 40% das operações na Grande São Paulo, acima da média nacional (29%). Essa linha se destaca, principalmente, nas zonas oeste e sul da capital e nas cidades do ABC paulista, nas quais tem participação acima da média.


As dívidas no cartão de crédito e no consignado correspondem, cada uma, a 14% do estoque total de financiamentos. No primeiro caso, o percentual está acima da média nacional (10%). No segundo, abaixo do verificado no restante do país (18%).


A região, que reúne 10% da população nacional, segundo o IBGE, responde por 14% do crédito para pessoa física no país e pela metade dos financiamentos no Estado de São Paulo.
O valor médio da dívida da população da região é de R$ 8.574, quantia que está 32% acima da média nacional.

 

ATRASO


O percentual de dívidas com prestações atrasadas há mais de 15 dias é o mesmo da média nacional, 3% das operações, o que representaR$ 256,62 por pessoa.


"São Paulo tem essa característica, é um cliente com uma renda maior e mais capacidade para tomada de crédito", diz Adilson da Costa Cruvinel, gerente executivo da Diretoria de Distribuição do Banco do Brasil no Estado, se referindo à capital.


O banco tem uma rede de agências Estilo, de atendimento especial a clientes de renda mais alta, maior na capital, que concentra cerca de 50% das unidades no Estado.

 

O levantamento do Banco Central tem como base dados de junho fornecidos pelas instituições financeiras.
Abrange operações de clientes com dívidas acima de R$ 1.000, divididas por sub-região (conjunto de bairros e/ou cidades que compartilham os dois primeiros dígitos do CEP).


Apesar de o consignado ter participação menor no estoque de crédito da região do que no restante do país, essa linha fica acima da média da Grande São Paulo (15%) nas cidades entre o norte e o leste da capital (cerca de 20%), como Franco da Rocha, Guarulhos e Mogi das Cruzes.

 

VEÍCULOS


Já os financiamentos de veículos se destacam em praticamente todas as cidades ao redor da capital paulista, no qual representam cerca de 20% do crédito.


A exceção são os municípios do ABC paulista, que ficam na média do restante da região (15%).

 

Fonte: Folha

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Consumidor deve pesquisar taxas antes de migrar dívida

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Consumidor deve pesquisar taxas antes de migrar dívida
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Com a portabilidade, é possível buscar taxas melhores e tentar trocar o crédito. Antes de migrar a dívida, no entanto, é importante pesquisar.


"Se a instituição em que ele tem crédito não for a mais barata, vale conversar com o gerente", afirma Edson Silva, fundador do site Negocie com seu banco, especializado em comparação de juros.


É a mesma orientação de Fernando Cosenza, diretor de sustentabilidade da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). "Às vezes, o banco em que você não tem conta pode oferecer uma condição melhor para conquistá-lo", afirma.


A taxa de juros não deve ser o único item avaliado antes de migrar a dívida, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor.


"Tem que saber exatamente o serviço que está contratando e pedir o custo efetivo total do empréstimos", diz. Nele são incluídos encargos e taxas cobradas pelas instituições financeiras.


Os bancos também não podem condicionar a migração do crédito à compra de produtos, ressalta Renata Reis, supervisora da área de assuntos financeiros do Procon-SP.

 

MAIS NEGATIVAS


O momento econômico ruim fez com que as instituições financeiras fossem mais conservadoras na concessão de crédito, diz Renata. Com isso, há mais clientes com empréstimos negados.


O consumidor, porém, tem direito de saber as razões para a negativa.
"A regra que vale é a do direito básico à informação, que está no artigo sexto do código de defesa do consumidor. O cliente tem que ser informado sobre os motivos pelos quais o empréstimo foi rejeitado e o que é necessário para que seja aprovado", diz.


Para Maria Inês Dolci, da Proteste, ter essa informação em mãos é importante para que o cliente consiga saber como melhorar sua nota de crédito. "Se ele souber por que [teve o crédito negado], pode trabalhar para conseguir para aumentar sua pontuação no banco", diz.

 

Fonte: Folha

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Prévia do PIB de julho aponta recuperação da atividade econômica

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Prévia do PIB de julho aponta recuperação da atividade econômica
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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta sexta-feira, 12, aponta para recuperação do ritmo de crescimento da economia em julho em relação ao desempenho de junho. Na comparação, foi apontado pela autoridade monetária avanço de 1,50%. Trata-se da maior variação positiva em seis anos.

 

No último semestre, após dois trimestres consecutivos de retração da produção de bens e serviços da economia, ficou registrada a situação de recessão técnica da economia brasileira.

 

De acordo com dados divulgados, o número passou de 144,14 pontos em junho, na série dessazonalizada, para 146,30 pontos em julho. Esse nível é quase o mesmo de maio, quando índice ficou na altura de 146,35 pontos. O resultado ficou acima da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções (1,05%), mas dentro do intervalo das estimativas (-0,60% a +1,70%).

 

Nos 12 meses encerrados em julho de 2014, é possível observar crescimento de 1,17% na série sem ajuste. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o indicador ainda se mantém no terreno positivo, ao ficar com uma taxa de 0,07% (sem ajuste).

 

Até junho, por esse critério, ainda era verificada uma leve alta de 0,13%. Na comparação entre os meses de julho de 2014 e de 2013, houve retração de 0,23% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, julho terminou com IBC-Br em 150,09 pontos.

 

O indicador de julho de 2014 ante o mesmo mês de 2013 mostrou queda menor do que a mediana (-0,90%), mas também ficou dentro das previsões (-2% a +0,10%) dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os componentes do indicador estão a Pesquisa Industrial Mensal e a Pesquisa Mensal de Comércio. (Com Reuters)

 

Fote: Estadão

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Ministério Público denuncia Eike Batista e pede bloqueio de R$ 1,5 bilhão

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Ministério Público denuncia Eike Batista e pede bloqueio de R$ 1,5 bilhão
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O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) denunciou Eike Batista por dois crimes contra o mercado de capitais e pediu o bloqueio de R$ 1,5 bilhão do empresário. A informação foi divulgada neste sábado (13) e a íntegra da denúncia pode ser consultada no site do MPF.

 

O MPF acusa o empresário de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada no caso da petroleira OGX (atual Óleo e Gás Participações).


Se considerado culpado, ele pode ser condenado a até 13 anos de prisão.
Ao UOL, o advogado Sérgio Bermudes, que representa o empresário, disse que ainda não recebeu a denúncia, e que, se houve o pedido de bloqueio de bens, "não se trata de uma medida cabível" já que não há tentativa de Eike de "escamotear os bens ou fugir".

 

Bloqueio incluiria bens transferidos para os filhos

 

O pedido de bloqueio de bens inclui ativos financeiros (como ações, por exemplo), além de imóveis e outros bens, como carros, barcos e aeronaves, inclusive os que foram doados pelo empresário as filhos Thor e Olin (do casamento com Luma de Oliveira), e para a mulher, Flávia Sampaio.
Segundo os promotores, as doações foram feitas "após a data dos delitos cometidos" e constituem uma "manobra fraudulenta".


Eike doou para o filho Thor a casa onde moram, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, além de uma propriedade em Angra dos Reis aos dois filhos mais velhos (Thor e Olin). Segundo MPF, os imóveis são avaliados em R$ 10 milhões cada. Reportagem da "Folha" informa que eles têm valor declarado de R$ 15 milhões e R$ 3,7 milhões, respectivamente, mas que, na verdade, valem ao menos R$ 50 milhões, juntas.


O empresário também doou um apartamento em Ipanema, Rio de Janeiro, no valor de R$ 5 milhões para a mulher, Flávia Sampaio, segundo o MPF.


Manipulação de preço das ações e uso de informação privilegiadaUm dos crimes financeiros denunciado pelo MP é a manipulação do preço de ações na Bolsa de Valores. Segundo a denúncia, em outubro de 2010, Eike simulou "maliciosamente" a injeção de até US$ 1 bilhão na OGX, "de forma a iludir o público investidor".


A operação feita pelo empresário é conhecida no mercado como "put". Funciona da seguinte forma: Eike concedeu o direito à OGX de exigir a subscrição de ações da companhia até o limite máximo equivalente a US$ 1 bilhão, ou seja, ele se comprometeu a comprar ações da OGX por R$ 6,30 cada, no momento em que a companhia quisesse, até 30 de abril de 2014, data do vencimento do contrato.


Na época, as ações da petroleira estavam valendo R$ 4,63; agora, valem R$ 0,17. Eike disse que estava fazendo isso como sinal de confiança nas ações da OGX e no futuro da companhia.
A pena para esse crime é de até oito anos de prisão.


A segunda acusação é sobre uso de informação privilegiada, ou "insider trading". Eike teria feito isso por duas vezes, tendo obtido lucro de R$ 236 milhões, segundo o MPF.
A pena para esse crime é de até cinco anos de prisão.

 

Ministério Público de SP investiga omissão da Bolsa e ex-ministros

 

O Ministério Público Federal de São Paulo deve investigar se houve omissão da BM&FBovespa em relação às irregularidades cometidas pela petroleira OGX, de Eike.


Também será investigada o envolvimento de ex-conselheiros da empresa. Entre eles, estão os ex-ministros Pedro Malan, Ellen Gracie e Rodolpho Tourinho.


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também investiga suposta manipulação de preços e suposta utilização de informação ainda não divulgada ao mercado, mas o julgamento deve ficar para 2015.

 

Fonte: Uol

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Cartões pré-pagos avançam no mercado

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Cartões pré-pagos avançam no mercado
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Comprar pela internet, realizar transferências de dinheiro ou mesmo compras por débito são operações que há alguns anos já não estão mais associadas necessariamente ao uso de uma conta corrente de banco, com cartões de débito e crédito. O modelo de contas e cartões pré-pagos em reais - de instituições que podem ou não ser bancos - vem se expandindo no País na tentativa de incluir 55 milhões de brasileiros ainda fora do sistema bancário. 

 

Segundo o mercado, os pré-pagos já existem há mais de três anos, mas desde o fim de 2013 quando o Banco Central começou a acompanhar mais de perto a questão, o volume de depósitos e de usuários vem crescendo mais fortemente. Não há dados consolidados do setor, mas na ContaSuper, por exemplo, eram 100 mil contas e 120 mil cartões em janeiro, número estava em 180 mil contas e 238 mil cartões em agosto.

 

O Zuum possui 290 mil usuários. Na Agillitas, são mais 100 mil pré-pagos em reais ativos entre pessoas físicas. A previsão para o ano é que os cartões movimentem R$ 100 milhões na empresa. "A perspectiva de crescimento do segmento está em torno de 30% ao ano", diz o CEO da Agillitas, Roger Ades.O aumento dos pré-pagos está associado à facilidade do produto, parecido com o conhecido cartão de viagens (travel money) só que com cargas em reais.

 

Após o fornecimento de dados simples como nome e Cadastro de Pessoa Física (CPF), o consumidor consegue adquirir um cartão em algum emissor ou mesmo em redes de varejos e pontos de recarga de celular, como farmácias e supermercados.Depois de realizar uma carga, o meio de pagamento já pode ser utilizado como se fosse um cartão de débito. Em alguns casos, como na Zuum e na ContaSuper, a pessoa na verdade abre uma conta pré-paga, por meio da qual pode realizar transferências e pagamentos via celular ou site. Para realizar compras em lojas físicas e online, o usuário acaba ganhando cartões pré-pagos, associados à conta.

 

Benefícios. Os públicos interessados são diversos. Entre os não-bancarizados, o benefício é a inclusão financeira. A baixa renda passa a ter acesso à compras online mesmo sem ter cartão de crédito e ganha em segurança, pois não precisa andar com o dinheiro no bolso. "Neste mês, estamos também introduzindo a recarga do bilhete único", diz o vice-presidente da ContaSuper, Luiz Almeida.Para os endividados, é um meio de controlar as despesas, já que só é possível gastar o saldo que estiver na conta ou no cartão.

 

Se a dívida for em cheque especial, fazendo com que todo o dinheiro que caia na conta bancária seja corroído pelo juro, no pré-pago o consumidor pode separar os recursos para as despesas correntes. "Para o público A e B, serve como um instrumento de conveniência em compras pela internet, também por controlar melhor o que se gasta", comenta o presidente de desenvolvimento de negócios da MasterCard, Alexandre Magnani. Em compras online, o mercado considera o pré-pago mais seguro porque se for clonado ou hackeado limita as perdas ao dinheiro que está depositado nele.

 

Na Agillitas, 10% das compras com pré-pago já são pela internet.Na alta renda e em empresas, o pré-pago serve para pagar funcionários terceirizados e empregados domésticos que não possuem conta bancária, sem a necessidade de ter de emitir cheques ou pagar em dinheiro vivo. Além disso, pode-se controlar despesas da casa, deixando um cartão carregado com os empregados para as compras no mercado e outras despesas. "Acaba sendo um instrumento no qual a população não-bancarizada se conecta à bancarizada. Mesmo que a pessoa não possua conta bancária recebe salário e faz pagamentos tudo eletronicamente", afirma o presidente da Zuum, Marcos Etchegoyen.Custos.

 

Apesar das facilidades que o pré-pago traz para a vida do consumidor e empregador, ainda há barrerias. Uma delas é o custo. Por ser um produto que concorre com os bancos, para realizar saques em caixas eletrônicos as instituições cobram de R$ 2,90 a R$ 7,90."A tendência, mesmo em outros países, é começar a expandir os canais de distribuição, fazendo com que o cliente possa fazer saques mesmo fora do ambiente financeiro", diz o diretor de produtos pré- pagos da Visa para América Latina e Caribe, José Coronel. Neste sentido, a ideia barra na segurança. "O medo do varejista é de ser assaltado", afirma Ades.

 

Na Agillitas, 40% dos recursos são sacados. Para cobrir a despesa, alguns empregadores depositam um dinheiro extra que cobre o custo do saque.Além do saque, há os mais diferentes custos, de acordo com o emissor. No Zuum, cobra-se R$ 2,90 no saque, R$ 2,90 no pagamento de contas e R$ 0,90 na transferência de dinheiro para outros bancos.

 

A emissão do cartão custa R$ 14,90, mas não há mensalidade ou anuidade.Já na ContaSuper, não é cobrada a emissão, mas há mensalidade básica de R$ 4,90 ou a de R$ 9,90 na qual o usuário ganha uma recarga de R$ 10 no celular pré-pago, compensando se você utiliza esse tipo de serviço. O saque custa R$ 7,90 e transferências para contas de bancos, R$ 5,90. Se forem entre contas da empresa, como de um empregador para um empregado, não há cobrança.

 

Na Agillitas, o saque custa R$ 7, a mensalidade R$ 5 e a recarga R$ 3. "Desafios de custo há em todo o mundo, mas o inimigo em comum é o dinheiro em espécie, a proposta mais cara para o consumidor", lembra Coronel. Segundo o diretor da Visa, além do fato de ele poder perder o dinheiro que carrega ou ser roubado, não há benefícios de desconto oferecidos em alguns cartões e acesso às compras online. "Há muitos custos não identificáveis quando se usa o dinheiro em espécie", afirma. "O produto começou a ser mais divulgado, mas ainda existe um grande passo para evoluir na questão cultural de saber o que é um pré-pago e como ele funciona", diz Magnani, da MasterCard.

 

BC ainda estuda uma regra

 

Em 2013, o Banco Central emitiu uma circular com regras básicas dos pré-pagos, como a identificação do usuário. Para o Sindicato Nacional dos Fiscais do BC, algumas questões deveriam ser consideradas.

 

Os pré-pagos podem, por exemplo, estimular a lavagem de dinheiro e servir a pessoas interessadas em fugir da Justiça. Um pai que paga pensão para a ex-mulher poderia receber pagamentos sem passar pela conta salário. Os depósitos também ficam fora da fiscalização do BC e estão isentos do compulsório cobrado dos bancos. Segundo o presidente do sindicato, Daro Piffer, o BC já estuda uma regulamentação para sanar os problemas.

 

Fonte: Estadão

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Para pagar dívida, Santo Antônio Energia recebe R$ 850 milhões

CCFácil
Para pagar dívida, Santo Antônio Energia recebe R$ 850 milhões
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A Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela usina hidrelétrica de mesmo nome no rio Madeira (RO), receberá uma injeção de R$ 850 milhões para arcar com prejuízos no mercado de curto prazo.


A companhia deve depositar o valor na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) até segunda-feira (8). Caso não obtivesse os recursos necessários, a concessionária poderia perder a licença de operação.
A injeção foi acordada nesta sexta-feira (5) entre os cinco acionistas: Furnas (que detém 39% das ações), Odebrecht (28,7%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e FI-FGTS (9,9%).


O valor é suficiente para cobrir o prejuízo atribuído à Santo Antônio por não gerar energia suficiente para cumprir seus contratos de fornecimento entre abril e junho deste ano.

 

Isso aconteceu porque a entrega das primeiras 32 turbinas da usina atrasaram, segundo o cronograma válido para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Até o início de agosto, a concessionária detinha duas liminares que a isentavam de honrar os compromissos comerciais.


Porém, ambas foram cassadas, o que gerou o passivo milionário.
A expectativa da empresa é que recursos impetrados no STJ e na Aneel já tivessem sido julgados até esta sexta, data da assembleia que aprovou a injeção.
No entanto, a Aneel adiou o julgamento dos processos.


Um pedia a suspensão de sansões impostas à usina pelo atraso no cumprimento do cronograma de entrega da obra. O outro demandava a postergação desse cronograma em 63 dias.
Na quarta-feira, a empresa já havia tido um revés no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A corte rejeitou o recurso que tirava a responsabilidade da usina sobre os atrasos. O argumento é que atividades sindicais atrapalharam a construção da usina.


Um outro recurso será julgado apenas no dia 17, segundo a assessoria de imprensa do tribunal. Ele pede a revisão do Fator de Indisponibilidade: segundo o contrato assinado pela concessionária, a usina deve gerar 99,5% de sua capacidade durante todo o tempo. Santo Antônio não tem conseguido cumprir essa determinação.


Conforme a Folha revelou na quarta (3), Santo Antônio deve receber um investimento total de R$ 1,95 bilhão para arcar com a dívida no mercado de curto prazo e pagar o consórcio construtor, que não recebe há dois meses.
Odebrecht e Andrade Gutierrez, sócias no consórcio, cobram cerca de R$ 700 milhões pelo período inadimplente e ameaçaram com a paralisação das obras.


O consórcio já demitiu 440 funcionários, o que chamou de desmobilização do canteiro de obras.
No entanto, Valderi da Costa Braga, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, informou não saber se as demissões são fruto dos problemas financeiros do consórcio ou se fazem parte do fluxo de construção da usina, já que 90% das obras estão concluídas.


A 32ª turbina foi entregue nesta semana, segundo o consórcio. As 18 unidades que restam devem entrar em operação até 2016.
O valor restante a ser investido, de R$ 1,1 bilhão, ainda não foi aprovado porque os acionistas esperam o julgamento de recursos que estão no STJ e na Aneel.

 

Fonte: Folha

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