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Exportação cai e Brasil perde a onda do mercado africano

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Exportação cai e Brasil perde a onda do mercado africano
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As exportações brasileiras para a África, uma das regiões com maior potencial de crescimento no mundo, estão em queda pelo terceiro ano consecutivo.

 

De janeiro a setembro, o Brasil embarcou US$ 7 bilhões à região, segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). No mesmo período em 2011, foram vendidos US$ 8,7 bilhões.

A pasta exclui do cálculo o desempenho das vendas para o Oriente Médio. Mas, para lá, o resultado também cai ano após ano.

 

Após ter sido eleita pelo ex-presidente Lula como região prioritária na política comercial brasileira, as vendas para a África deram um salto a partir de 2003. Desde 2011, contudo, já no governo Dilma Rousseff, só fazem cair.

 

Não é um problema de demanda. Dados da OMC (Organização Mundial do Comércio) mostram que a África segue aumentando as importações do mundo de forma consistente nos últimos anos.

 

Apesar do peso pequeno na pauta exportadora do Brasil (apenas 5% dos produtos embarcados para o exterior rumam ao continente), trata-se de uma região estratégica.

 

A África registra crescimento médio acima de 5% nos últimos cinco anos e é onde a população mais cresce no mundo, segundo dados compilados pelo BNDES.

 

Somente na Nigéria, a maior economia da região, o número de famílias de classe média cresceu 600% em 10 anos e alcançou 4,1 milhões, de acordo com o Standard Bank, da África do Sul.


O banco estima que a classe média de 11 países da África subsaariana saltará dos atuais 16 milhões de famílias para 40 milhões até 2030.


Dirk Van Hoomissen, diretor para o Brasil da Safmarine, empresa sulafricana de transporte, diz que essa nova classe média está demandando mais fortemente produtos nos quais o Brasil é competitivo: os alimentos. Mas, mesmo assim, as empresas brasileiras não estão conseguindo aproveitar a oportunidade.


"O continente africano está crescendo a um ritmo mais rápido que o mundo. E quem está aproveitando a onda de desenvolvimento da África são as empresas asiáticas", diz Hoomissen. Segundo ele, 27% dos contêineres que chegam ao continente africano saem da Ásia, enquanto apenas 4% chegam do Brasil.

 

Dos dez principais produtos vendidos pelo Brasil para a África, seis são alimentos. Destes, apenas a soja conseguiu aumentar as vendas este ano. No caso do açúcar, que responde por cerca de 30% das vendas totais do país para a região, há retração nas exportações desde 2011.

 

PRESENÇA INCIPIENTE


O governo lembra que houve queda nos preços este ano. Mas as quantidades vendidas também diminuíram.


Na avaliação do Mdic, falta interesse das empresas em investir na região. "Elas estão esperando que o governo faça esse esforço. Temos de fazer, porque a África é complicada mesmo. É preciso um esforço de diplomacia, mas elas podiam ter participado da licitação ampla que o governo nigeriano fez no setor elétrico, por exemplo. Nenhuma empresa brasileira participou", disse à Folha em agosto o secretário-executivo do Mdic, Ricardo Schaefer.


Um dos maiores entraves ao investimento na região é o temor dos empresários sobre as regras locais e conflitos internos nos países. Acordo de cooperação e facilitação de investimentos vêm sendo negociados desde o ano passado pelo Mdic para ajudar a dar garantias e mais segurança aos empresários que desejam investir na região. As propostas foram apresentadas a Àfrica do Sul, Angola, Argélia, Malaui, Marrocos, Moçambique, Nigéria e Tunísia. Os acordos, contudo, ainda não foram finalizados.


Levantamento do BNDES, que criou uma diretoria dedicada à África no ano passado, mostra que a presença das empresas brasileiras nos oito países eleitos como prioritários pelo governo brasileiro ainda é "pequena" ou "incipiente" —limitada, em geral, às construtoras e à mineradora Vale.

 

Fonte: Folha

 

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Quem ganha e quem perde com a queda do preço do petróleo?

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Quem ganha e quem perde com a queda do preço do petróleo?
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O momento de queda no preço do petróleo leva alguns exportadores do produto a se prepararem para uma significativa queda de receitas. Ao mesmo tempo, países importadores da commodity podem se beneficiar, já que o preço tende a cair para seus consumidores.


Os exemplos ilustram vencedores e perdedores da atual redução no preço do petróleo, que até recentemente se mantinha estável a cerca de US$ 110/barril.


Uma fraca demanda, somada a mudanças significativas na produção energética dos EUA, tem forçado o preço do Brent (referência do mercado) a cair 30% desde junho, chegando a US$ 83/barril.


Nesta sexta, o preço teve leve alta, mas está no patamar dos US$ 86.


Nesse cenário, quem mais se beneficia e quem é prejudicado?

 

Venezuela:Inflação e escassez

 

A Venezuela é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, mas enfrentava dificuldades antes mesmo da atual queda de preços. Críticos atribuem esses problemas à má gestão dos recursos.

 

Na semana passada, o chanceler do país, Rafael Ramírez, pediu uma reunião emergencial da Opec (organização de países exportadores de petróleo) para elevar o preço acima dos US$ 100/barril. Alguns acreditam, porém, que a Venezuela precisaria de preços a US$ 120/barril para seguir financiando os elevados custos de seus programas sociais.


O país já vive inflação galopante (ao redor de 50%), estimulada pelo controle cambial exercido pelo governo, o qual criou um forte mercado negro e provocou a escassez de diversos produtos em supermercados.


O presidente Nicolás Maduro insiste, porém, que a queda de preços não prejudicará a economia venezuelana.
"O preço vai chegar a seu piso e subir de novo. A Venezuela seguirá com seus projetos sociais", declarou.

 

Rússia: 'Tensionado, mas equilibrado'

 

Fortemente dependente da exportação de petróleo e gás, a Rússia perde cerca de US$ 2 bilhões em receita para cada redução de US$ 1 no preço do barril. A atual queda deve fazer com que os lucros com a venda da commodity cheguem ao nível mais baixo desde dezembro de 2010, disse um conselheiro da Chancelaria russa à Bloomberg.


Nesta semana, o presidente Vladimir Putin disse que o país poderá ter que cortar gastos, agregando que o orçamento russo está "tensionado mas equilibrado e totalmente realista".


No início do mês, o FMI reduziu sua perspectiva de crescimento para a Rússia de 1% a 0,5%. E o banco estatal Sberbank defende que o preço do petróleo precisa estar acima dos US$ 104 para que haja equilíbrio orçamentário.


O rublo russo caiu fortemente neste ano, atrelado ao petróleo e estimulado pelo conflito com a Ucrânia e pelas sanções impostas pelo Ocidente na Rússia.

 

Arábia Saudita: Preço x fatia de mercado

 

A Arábia Saudita, maior exportadora de petróleo do mundo e mais influente membro da Opec, poderia promover a retomada dos preços se cortasse sua própria produção - de forma a reduzir a oferta de petróleo disponível no mercado. Mas, até agora, o país não deu sinais de que fará isso.


Por enquanto, o governo saudita indica que "está feliz em deixar os preços caírem um pouco mais", avalia Jason Bordoff, do Centro de Políticas Energéticas Globais da Universidade Columbia.


Pode haver duas razões para isso: tentar impor algum tipo de disciplina entre outros países da Opec ou, talvez, pressionar a competitividade da crescente indústria americana de gás e de xisto.


Apesar de um aumento de preços beneficiar a Arábia Saudita, o país tem uma reserva monetária estimada em US$ 700 bilhões - ou seja, consegue sustentar-se com preços menores por algum tempo.


"Em termos de produção e precificação do petróleo pelos produtores do Oriente Médio, eles começam a reconhecer o desafio (representado pela) produção americana", diz Robin Mills, da consultoria energética Manaar. "Eles têm de precificar seu petróleo corretamente e, às vezes, com descontos consideráveis para conseguir entrar no mercado americano."


Se a baixa no preço levar à falência de algumas produtoras, talvez a Arábia Saudita se veja forçada a defender a retomada do mercado no longo prazo.

 

Opec: Nem todos são iguais

 

Alguns países produtores do golfo Pérsico, como Emirados Árabes Unidos e Kuait, também acumularam reservas consideráveis de moeda estrangeira que lhes dão fôlego em momentos de queda de preço.


Mas outros, como Irã, Iraque e Nigéria, com grandes demandas orçamentárias domésticas - por conta de sua grande população relativamente ao tamanho de suas reservas -, têm margem de manobra menor.


Na Síria e no Iraque, combatentes do grupo autodenominado "Estado Islâmico" tomaram o controle de poços de petróleo. Mas, segundo a Agência Internacional de Energia, os ataques aéreos contra o grupo reduziram a produção de petróleo ali.

 

Estados Unidos: o avanço do xisto

 

O país tem vivenciado uma forte produção energética, puxada pelo crescimento da polêmica exploração de gás e petróleo de xisto - e isso tem forçado a baixa dos preços no mercado mundial.


Além disso, o petróleo de xisto é mais barato, ou seja, a guerra de preços tende a ser vencida pelos EUA no longo prazo.


"O xisto basicamente alterou o elo entre as turbulências geopolíticas no Oriente Médio e os preços do petróleo", explica Seth Kleinman, chefe de estratégia energética no banco Citi.

 

Europa e Ásia: impactos econômicos

 

Com crescimento e inflação baixos em vários países europeus, além de temores de inflação, a queda nos preços será bem-vinda por vários deles.


Algumas estimativas indicam que uma queda de 10% no preço do petróleo levaria a 0,1% de aumento na produção econômica. Mas mercados financeiros têm sentido os efeitos da queda dos preços das ações de empresas energéticas.


A China, que deve se tornar o maior importador de petróleo, tende a se beneficiar dos preços mais baixos. Mas isso não deve ser o bastante para compensar os efeitos da desaceleração econômica do país.


O Japão importa praticamente todo o petróleo que consome. Mas preços mais baixos têm prós e contras: uma alta forçaria mais inflação, algo crucial no plano do governo para conter a deflação em curso atualmente.

 

Petrobras: perda de um lado, ganho do outro

 

Ainda não está claro qual será o impacto total da mudança no patamar de preços do petróleo no mercado internacional para a Petrobras.


Por um lado, a queda beneficia a empresa uma vez que zera o subsídio implícito na importação e venda de combustível no mercado interno, fazendo com que deixe de ter prejuízo nessa operação. Segundo um estudo do Credit Suisse, por exemplo, a gasolina vendida pela estatal no mercado doméstico já estaria 1% mais cara que a média dos preços no mercado externo. Em setembro, era quase 25% mais barata.


"Havia defasagem e agora não há defasagem. Agora é em benefício da Petrobras. O preço da gasolina está mais alto (no mercado interno), então a Petrobras está ganhando com isso", disse recentemente o ministro da Fazenda Guido Mantega, acrescentando que isso não significa que a estatal não aumentará os preços do combustível para o mercado doméstico. "Isso é uma decisão da empresa."


Por outro lado, a mudança pode prejudicar tanto a receita com exportações da Petrobras quanto os planos de investimento da estatal no pré-sal. Isso porque os custos para se extrair petróleo das reservas do pré-sal são mais altos do que os de reservas tradicionais.

 

Se os preços do produto final caírem demais, pode não valer a pena explorar alguns poços. Pelo Plano de Negócios da Petrobrás para os próximos quatro anos a cotação prevista para o petróleo tipo Brent é de US$ 105 neste ano e US$ 100 até 2017. Hoje a cotação está na faixa dos US$ 86.

 

Fonte: Uol

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Empresas em crise são alvo de fundos

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Empresas em crise são alvo de fundos
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Empresas em crise são um filão para fundos especializados em investimentos de altíssimo risco. No Brasil, instituições financeiras como Opus, Jive, Blackwood e o banco Brasil Plural são alguns dos gestores que têm visto oportunidade em negócios provenientes de massas falidas.

 

O banco de investimentos Brasil Plural, por exemplo, está estruturando um fundo que deve levantar de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões para colocar no mercado recursos para empresas em reestruturação ou em recuperação judicial. Esse fundo terá como âncora o braço do Banco Mundial, o IFC (International Finance Corporation), que deverá colocar R$ 50 milhões, afirmaram ao Estado Warley Pimentel e Fábio Vassel, executivos do banco.

 

Os fundos Jive, Blackwood e Opus não retornaram os pedidos de entrevista.Os recursos desse fundo poderão ser destinados para compra de "equities" (ações) ou dívida de empresas de pequeno e médio portes, informou Pimentel.

 

A expectativa é de que a operação esteja estruturada até o fim do ano. "O diferencial do nosso fundo é que buscaremos ter o controle ou uma fatia relevante das empresas nas quais o fundo fará o aporte", disse Pimentel.Os executivos acreditam que a demanda por esse tipo de recurso tem potencial de crescimento no Brasil, uma vez que o cenário atual macroeconômico é de desaceleração e empresas em busca de assessoria para reestruturação financeira.Há 14 meses, o Brasil Plural decidiu criar sua própria área de reestruturação financeira de olho em empresas em crise.

 

"O Brasil tem um vácuo nessa área, hoje ocupado por bancos de investimentos ou butiques. Hoje, os principais bancos são também credores dessas empresas", afirmou Vassel, que é responsável por esse negócio.

 

O banco tem em mãos um dos casos mais emblemáticos de processo de recuperação judicial, que é o do Grupo Inepar. A empresa paranaense de máquinas e equipamentos entrou com pedido de recuperação no fim de agosto e tem hoje uma dívida acumulada em R$ 2 bilhões. Na esteira da Inepar, outras empresas estão indo para o mesmo caminho e a expectativa é de que os números avancem até o fim do ano, segundo especialistas ouvidos pelo Estado.

 

Recuperação. Dados da Serasa Experian mostram que, em setembro, 90 empresas pediram recuperação judicial, alta de 38,5% ante agosto, quando foram realizadas 65 solicitações, e 20% acima do mesmo mês de 2013. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial com 49 pedidos, seguidas pelas médias, com 25, e pelas grandes, com 16.Já os pedidos de falências cresceram 21,5% em setembro ante agosto, de acordo com o Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações.

 

No mês passado, foram feitos 181 pedidos em todo o País, contra 149 requerimentos em agosto. Em termos absolutos, este é o pior resultado do ano e o número mais alto para meses de setembro em quatro anos, destacou a instituição.

 

Na comparação com o mesmo mês de 2013, o acréscimo foi de 16%.De acordo com a Serasa Experian, dos pedidos feitos no mês passado, 91 foram efetuados por micro e pequenas empresas, 39 por médias e 51 por grandes empresas. Segundo a instituição, o aumento dos pedidos de recuperação judicial e falência reflete a deterioração do quadro conjuntural doméstico.Confiança abalada. Luiz O. Muniz, sócio e diretor das operações do banco Rothschild para América Latina, afirmou ao Estado que o ano de 2014 registrou importantes casos de empresas que entraram em recuperação judicial. Em sua avaliação, havia uma expectativa de crescimento econômico para o ano, que não se materializou.

 

"Cada caso (de empresa em recuperação) é um caso", disse.Segundo Muniz, o baixo crescimento da economia minou a confiança do empresariado de modo geral. Muitas empresas estão com baixas margens operacionais.

 

O pedido de recuperação judicial, segundo Muniz, não é necessariamente o fim da linha para essas empresas. "Nos Estados Unidos, usa-se a terminologia 'proteção contra credores' para demonstrar que o 'Chapter 11' (equivalente à nossa recuperação judicial) existe para que a empresa continue a operar enquanto trabalha num plano de reestruturação da dívida sem ter de lidar diariamente com pressão por caixa dos credores", afirmou o executivo.Neste ano, o Rothschild assessorou importantes companhias que entraram em recuperação.

 

Foram os casos do grupo de energia Rede e da companhia de lácteos LBR, que teve parte de seus ativos vendidos para a francesa Lactalis. O banco também assessorou os credores da OGX, petroleira do empresário Eike Batista, e a mineradora Mirabela Nickel.Surpresa.

 

"Geralmente, o empresário que entra em crise (na maioria empresas familiares e pouco profissionalizadas) não tem domínio sobre os dados da empresa", afirmou Luís Paiva, sócio da Corporate Consulting. "É uma surpresa para todo mundo.

 

Eles só percebem a gravidade do problema quando se dão conta de que não têm dinheiro em caixa para pagar contas do dia a dia."Na maioria desses casos, toda a gestão tem de ser revista, com cortes profundos de custos e do quadro de funcionários, além da necessidade de remodelar toda a operação. O objetivo é buscar um caminho para que o patrimônio e a história de uma empresa não seja reduzida a pó.

 

Fonte: Estadão

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Economistas elevam projeção de IPCA a 6,45% em 2014, próximo do teto da meta

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Economistas elevam projeção de IPCA a 6,45% em 2014, próximo do teto da meta
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SÃO PAULO (Reuters) - Diante de sinais de maior pressão da alta dos preços, economistas de instituições financeiras voltaram a ver a inflação muito perto do teto da meta do governo neste ano, ao mesmo tempo em que mantiveram a perspectiva de novo aperto monetário em 2015.


De acordo com a pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, a estimativa de alta do IPCA neste ano subiu a 6,45 por cento, contra 6,32 por cento anteriormente. A meta do governo é de 4,5 por cento, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou menos.


O salto aconteceu após a divulgação, na semana passada, de que a inflação oficial brasileira surpreendeu em setembro e atingiu em 12 meses o maior nível em quase três anos, de 6,75 por cento.


Em relação a 2015, os especialistas consultados no Focus mantiveram a perspectiva de que o IPCA subirá 6,30 por cento. Para os próximos 12 meses, a perspectiva para a inflação na pesquisa permaneceu em 6,38 por cento.

 

Já o Top-5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, vê estouro da meta neste ano com o IPCA a 6,51 por cento, alta de 0,2 ponto percentual sobre a estimativa anterior. Para 2015, entretanto, o grupo reduziu sua projeção em 0,02 ponto, a 6,38 por cento.

 

SELIC


Apesar de verem a inflação maior neste ano, os analistas consultados pelo BC não mudaram suas contas sobre a Selic, vendo novo aperto monetário apenas no próximo ano.


A taxa básica de juros deve encerrar este ano no atual patamar de 11 por cento, e também não alteraram a perspectiva para 2015 de 11,88 por cento na mediana das projeções.


O BC começou a elevar a Selic em abril do ano passado, tirando a taxa da mínima histórica de 7,25 por cento para o atual nível. A autoridade monetária tem dado sinais de que não deve mexer tão cedo na taxa, mas já deixou aberta a porta para novas elevações.


Essa foi a primeira pesquisa Focus em que os analistas forneceram suas projeções após a definição da disputa do segundo turno das eleições presidenciais, entre a presidente Dilma Rousseff, do PT, e o candidato do PSDB, Aécio Neves.


Pesquisas eleitorais vêm ditando o ritmo dos mercados, com o candidato tucano sendo o preferido dos investidores já que promete uma postura mais ortodoxa, enquanto a política econômica do atual governo é criticada.


Sobre a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, a projeção no Focus subiu a 0,28 por cento por cento, contra 0,24 por cento na semana anterior e interrompendo 19 semanas seguidas de queda nas contas. Já para 2015, a estimativa para o crescimento do PIB continuou em 1,0 por cento.

 

Fonte: Uol - Reuters

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Com maior volatilidade do juro futuro, crescem suspensões do Tesouro Direto

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Com maior volatilidade do juro futuro, crescem suspensões do Tesouro Direto
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A especulação sobre a corrida presidencial não afetou somente Bolsa e dólar: respingou também no Tesouro Direto. Em agosto e setembro, as taxas de compra dos títulos públicos sofreram com a volatilidade dos juros futuros. O cenário foi influenciado pelas reviravoltas na disputa à Presidência, além dos mercados interno e externo.

 

A suspensão temporária da venda dos títulos no Tesouro Direto, que é feita quando as taxas futuras oscilam muito, ocorreu em nove ocasiões durante setembro - o maior número em um ano.

 

Como as taxas de compra são atualizadas somente três vezes ao dia, quando o mercado secundário de títulos públicos apresenta muita volatilidade, o Tesouro Direto é obrigado a interromper suas negociações para que o preço do título não fique defasado."É raro esse tipo de interrupção, isso não ocorre durante períodos mais calmos para o mercado", afirma Fabrício Tota, gerente de home broker da corretora Socopa.

 

Segundo Roberto Indech, analista da corretora Rico, as suspensões têm sido mais frequentes no período da manhã. "Só por volta das 11h30, após a abertura dos mercados no Brasil e nos Estados Unidos, é que se consegue ter uma visibilidade maior das taxas para negociação no Tesouro Direto", diz.O cenário eleitoral não influencia esse mercado sozinho.

 

No dia 9 de setembro, a agência de classificação de risco Moody's revisou a perspectiva da nota de crédito brasileira de estável para negativa. Isso significa que a agência pode cortar a classificação da dívida brasileira, caso o cenário econômico continue a se deteriorar no próximo governo.

 

Em geral, a visão do mercado nos últimos meses foi de que a vitória de Dilma Rousseff nas urnas significaria juros e inflação mais altos nos próximos anos. Já a vitória da candidata Marina Silva teria o efeito inverso. Com essas expectativas, as taxas de juros futuros oscilaram e, com elas, a taxa de compra no Tesouro Direto.

 

No início de agosto, a taxa de compra da NTN-B Principal com vencimento em 2019 era 5,73%. Subiu para 5,98% em setembro. O Tesouro paga ao investidor desse título um juro fixo (a taxa de compra) mais a inflação acumulada no período contratado. A NTN-B Principal é o título mais negociado pelo Tesouro Direto.

 

Volatilidade

 

Em tempos de volatilidade na taxa de juros futuros, a renda fixa ganha um pouco da emoção encontrada no mercado de ações ou de câmbio. Na corretora Rico, um informe com recomendações de compra sobre o Tesouro Direto passou a ser enviado semanalmente aos clientes.

 

Segundo Indech, em momentos de mais estabilidade essa comunicação não é tão frequente. "Antes ocorria volatilidade na espera das reuniões do Copom. Atualmente, essa oscilação ocorre mais em função de um sentimento de confiança ou não do investidor perante o mercado", afirma.

 

Qualquer que seja o título público, no entanto, é recomendada cautela ao investidor. "Ano que vem espera-se muita reforma econômica, então recomendamos uma postura conservadora para os investidores", afirma Renata Generoso, coordenadora comercial da corretora Spinelli.

 

Quem precisar vender o título antes do vencimento vai encontrar muita oscilação. Os papéis com prazo mais longo acabam sofrendo mais em tempos de incerteza, pois entre a compra e o vencimento, muito pode ocorrer. Mas, com a definição do próximo governo, as taxas tendem a se acalmar.

 

Fonte: Estadão

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Mesmo com greve dos bancários, consumidor deve pagar as contas em dia

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Mesmo com greve dos bancários, consumidor deve pagar as contas em dia
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Os bancários entraram em greve em todo o país nesta terça-feira (30), por tempo indeterminado. A paralisação, no entanto, não tira do consumidor a obrigação de pagar as contas em dia, segundo o Procon de São Paulo.


A orientação do órgão é que os consumidores procurem as empresas que emitiram as faturas para pedir outras opções de pagamento.


O comparecimento à sede da empresa e o pagamento em lotéricas ou pela internet também são opções.
O órgão diz que o consumidor deve documentar o pedido feito às empresas, enviando um e-mail ou anotando um número de protocolo de atendimento telefônico.


Esse comprovante pode evitar que ele tenha de arcar com multas e outros encargos por atraso no pagamento, caso a empresa não atenda o seu pedido. Se pagar os encargos indevidamente, a recomendação é que ele procure o Procon.


Caso a empresa dê ao consumidor outra opção de pagamento e, mesmo assim, a fatura não seja quitada em dia, ele poderá ter de pagar multa e encargos.


É importante lembrar que há vários serviços alternativos que não são afetados pela greve, como caixas eletrônicos, internet banking, aplicativo do banco no celular (mobile banking), operações bancárias por telefone e também pelos correspondentes, que são casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.


Os pagamentos também podem ser feitos por meio de cheque, cartão e Débito Direto Autorizado (DDA).

 

Caixas eletrônicos

 

Os caixas que estão dentro das agências bancárias funcionam até as 22h. Em locais de grande circulação, como em lojas de conveniência, funcionam durante 24 horas. Os saques noturnos são limitados a R$ 300,00 e o valor para saque diurno varia conforme o banco. Os serviços disponíveis são:


Pagamento de contas (não vencidas); agendamento de pagamentos e DOC; pagamento de cartão de crédito.

 

Saques / retirada de folha de cheque; depósitos em dinheiro ou cheque; consulta e retirada de saldo/extrato; transferências; saques de benefícios sociais (INSS, PIS/Abono Salarial, FGTS, etc).

 

Bloqueio de cartão; empréstimo pessoal (CDC); resgate de investimento e solicitação de débito automático.

 

Lotéricas, Correias, supermercados e comércio 

 

Os correspondentes são lugares alternativos aos bancos, como supermercados, casas lotéricas e postos dos Correios. Os serviços disponíveis são:


Água; luz; telefone – com ou sem fatura; tributos municipais e estaduais; boletos de bancos; carnês; INSS / GPS; FGTS-GRF / GRRF / GRDE (com código de barras) e Contribuição sindical (em dinheiro).

 

Bolsa família; INSS; FGTS; Seguro desemprego; PIS; com cartão magnético – limitado à R$ 1000,00 ou três transações diárias.

 

Em conta corrente ou em conta poupança. Operação limitada à R$ 1.000 ou em até três transações por dia.

 

Consulta de saldos e extratos de contas correntes e poupanças; fazer Declaração Anual de Isento (Imposto de Renda); entrega de propostas de cartão de crédito, conta corrente, cheque especial e empréstimo por consignação para aposentados, pensionistas do INSS, empregados de empresas conveniadas e recarga de celular pré-pago.

 

Banco pela internet

 

Os serviços disponíveis são:


Saldo; extrato; lançamentos futuros; extrato de compras com cartões de débito; informe de rendimentos; investimento; poupança; aplicações e transações agendadas.

 

Débito Direto Autorizado (DDA); agendamento de pagamento de contas (água, luz, telefone e gás); bloqueto de cobrança; DARF / DARF Simples; DAS - Documento de Arrecadação do Simples Nacional; GFIP – FGTS; GPS – INSS; IPVA; DPVAT; IPTU/ISS; GRCS; ISS; licenciamento de veículos; e recarga de celular.

 

Entre outros bancos; TED e DOC eletrônico.

 

Solicitação e desbloqueio de talão de cheques; solicitação, consulta e cancelamento de débito automático; empréstimos e outros.

 

Banco por aplicativo no smartphone

 

Para ter acesso a esse serviço, o cliente deve baixar o aplicativo da instituição diretamente no celular, a partir do site do banco e das lojas virtuais de aplicativos. O serviço varia de acordo com cada instituição. São eles:


Consultar saldos, verificar extratos, contas de investimentos, home broker (compra e venda de ações) e pagar títulos via Débito Direto Autorizado (DDA).

 

Banco pelo telefone

 

Todos os bancos oferecem um serviço telefônico por meio do qual o cliente pode tirar dúvidas sobre serviços e realizar transações financeiras. Os serviços disponíveis são:


Pagamento de boleto a vencer da mesma instituição e de outras, pagamento de conta de consumo (água, luz, telefone, gás) e pagamento de imposto e taxas.

 

Consulta de saldo, fatura do cartão de crédito, entre outros.

 

Agências bancárias

 

Se for indispensável ir até uma agência bancária, o cliente pode consultar o site BuscaBanco da Febraban. No site, é possível localizar o endereço de agências bancárias e postos de atendimento, além do número de telefone, que os clientes podem usar para saber se o seu banco está em funcionamento.

 

Fonte: Uol 

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Saiba como planejar o futuro das finanças de acordo com a sua idade

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Saiba como planejar o futuro das finanças de acordo com a sua idade
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É possível fazer um planejamento financeiro adequado para cada idade? Sim. Segundo Reinaldo Domingos, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros) e da DSOP Educação Financeira, os objetivos financeiros vão se definindo de acordo com a idade e a realidade em que a pessoa vive.


"Esses objetivos são mutáveis. O que vai definir o sucesso ou o insucesso de uma pessoa será a maneira como ela elabora seu projeto de vida: seus sonhos e desejos, tanto pessoais quanto profissionais. Nesse projeto, o dinheiro pode ser um aliado ou um inimigo, depende de como a pessoa lida com ele."

 

Faça uma reserva de emergência

 

Para o planejador financeiro Valter Police, do IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros), independentemente da idade, há duas providências recomendáveis a seguir.


A primeira é manter uma reserva de emergência, cujo montante vai variar de acordo com a estabilidade da renda. Um profissional com renda mais assegurada, como um funcionário público, pode guardar três vezes o valor de suas despesas.


Já um profissional que não sabe quanto irá receber a cada mês, como um autônomo, deve juntar 12 vezes o valor de suas despesas mensais.

 

Planeje sua aposentadoria

 

A outra providência é se preocupar, desde muito jovem, com a hora de se aposentar. A ideia é alongar o esforço de poupança no tempo para que ele seja menor.


Alguém que comece a poupar desde os 20 anos para a aposentadoria pode dedicar 10% da sua renda para este fim.

 

Já uma pessoa que só pense na aposentadoria aos 50 anos, terá de fazer um esforço enorme de poupança, guardando mais de 30% da renda, além de diminuir os gastos e se conformar em adotar um padrão menor do que o que tem ao se aposentar.

 

Fonte: Uol

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Turista deve antecipar compra de dólar.

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Turista deve antecipar compra de dólar.
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A escalada da cotação do dólar nos últimos dias ameaça frustrar o orçamento dos turistas brasileiros que pretendem viajar ao exterior nos próximos meses.


Comprar a divisa nesse momento é a recomendação de analistas, mas, ficando atento às oscilações, é possível parcelar a aquisição, fazendo uma média de cotações.


As perspectivas são as de que o dólar apresente uma tendência de valorização no longo prazo, devido ao fortalecimento da economia norte-americana –que eleva as perspectivas para alta de juros nos EUA– e, no Brasil, ao sobe e desce eleitoral, que acirra as oscilações.


Adquirir a moeda agora é a opção para quem quer previsibilidade e deseja saber quanto vai gastar na viagem.

 

E, para o diretor da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Nehme, este é o melhor momento para adquirir a moeda. "Essa alta vai ficar e, se houver uma mudança na política monetária americana, ela [a cotação do dólar] vai mais acima. Não dá mais para pensar em dólar a R$ 2,20."


Apenas em setembro, o dólar à vista, referência nas operações do mercado financeiro, subiu 8,2% ante o real e fechou o último pregão da Bolsa cotado a R$ 2,42. Entre abril e julho, período de baixa da moeda, ela valia, em média, R$ 2,23.


Um outro ponto que pode afetar o comportamento da moeda é se o Banco Central mudar a força da sua intervenção no mercado de câmbio, como fez na semana passada, em que elevou o valor ofertado diariamente ao mercado, dificultando as previsões para o comportamento do dólar até o fim do ano.


Alguns economistas, contudo, acreditam que a moeda ainda pode ceder um pouco ante o real até o final do ano, apesar do viés de valorização.
No boletim Focus da semana passada, os analistas econômicos ouvidos estimavam que a moeda vá terminar o ano cotada em R$ 2,34.


Caso decida arriscar, o ideal é que o turista faça um planejamento para comprar a moeda ao longo dos próximos meses, de maneira parcelada, a fim de diluir eventuais perdas com o câmbio.


"Se for viajar no fim do ano, faça uma média e vá comprando aos poucos, para poder se resguardar com relação a uma alta ou uma queda brusca", afirma Mauriciano Cavalcante, diretor de operações de câmbio da corretora Câmbio Rápido.

 

Fonte: Fonte

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Consumidor da Grande SP tem mais dívida imobiliária que média nacional

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Consumidor da Grande SP tem mais dívida imobiliária que média nacional
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Os consumidores da Grande São Paulo têm um percentual maior de dívidas imobiliárias e no cartão de crédito do que a média nacional.


É o que mostra levantamento inédito do Banco Central sobre o crédito à pessoa física em diversas regiões do país, que passa a ser divulgado a partir deste mês.
O crédito com desconto em folha, usado principalmente por aposentados e funcionários públicos, por outro lado, tem participação menor nos financiamentos da região do que no resto do país.


O financiamento habitacional responde por 40% das operações na Grande São Paulo, acima da média nacional (29%). Essa linha se destaca, principalmente, nas zonas oeste e sul da capital e nas cidades do ABC paulista, nas quais tem participação acima da média.


As dívidas no cartão de crédito e no consignado correspondem, cada uma, a 14% do estoque total de financiamentos. No primeiro caso, o percentual está acima da média nacional (10%). No segundo, abaixo do verificado no restante do país (18%).


A região, que reúne 10% da população nacional, segundo o IBGE, responde por 14% do crédito para pessoa física no país e pela metade dos financiamentos no Estado de São Paulo.
O valor médio da dívida da população da região é de R$ 8.574, quantia que está 32% acima da média nacional.

 

ATRASO


O percentual de dívidas com prestações atrasadas há mais de 15 dias é o mesmo da média nacional, 3% das operações, o que representaR$ 256,62 por pessoa.


"São Paulo tem essa característica, é um cliente com uma renda maior e mais capacidade para tomada de crédito", diz Adilson da Costa Cruvinel, gerente executivo da Diretoria de Distribuição do Banco do Brasil no Estado, se referindo à capital.


O banco tem uma rede de agências Estilo, de atendimento especial a clientes de renda mais alta, maior na capital, que concentra cerca de 50% das unidades no Estado.

 

O levantamento do Banco Central tem como base dados de junho fornecidos pelas instituições financeiras.
Abrange operações de clientes com dívidas acima de R$ 1.000, divididas por sub-região (conjunto de bairros e/ou cidades que compartilham os dois primeiros dígitos do CEP).


Apesar de o consignado ter participação menor no estoque de crédito da região do que no restante do país, essa linha fica acima da média da Grande São Paulo (15%) nas cidades entre o norte e o leste da capital (cerca de 20%), como Franco da Rocha, Guarulhos e Mogi das Cruzes.

 

VEÍCULOS


Já os financiamentos de veículos se destacam em praticamente todas as cidades ao redor da capital paulista, no qual representam cerca de 20% do crédito.


A exceção são os municípios do ABC paulista, que ficam na média do restante da região (15%).

 

Fonte: Folha

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Consumidor deve pesquisar taxas antes de migrar dívida

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Consumidor deve pesquisar taxas antes de migrar dívida
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Com a portabilidade, é possível buscar taxas melhores e tentar trocar o crédito. Antes de migrar a dívida, no entanto, é importante pesquisar.


"Se a instituição em que ele tem crédito não for a mais barata, vale conversar com o gerente", afirma Edson Silva, fundador do site Negocie com seu banco, especializado em comparação de juros.


É a mesma orientação de Fernando Cosenza, diretor de sustentabilidade da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). "Às vezes, o banco em que você não tem conta pode oferecer uma condição melhor para conquistá-lo", afirma.


A taxa de juros não deve ser o único item avaliado antes de migrar a dívida, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste, associação de defesa do consumidor.


"Tem que saber exatamente o serviço que está contratando e pedir o custo efetivo total do empréstimos", diz. Nele são incluídos encargos e taxas cobradas pelas instituições financeiras.


Os bancos também não podem condicionar a migração do crédito à compra de produtos, ressalta Renata Reis, supervisora da área de assuntos financeiros do Procon-SP.

 

MAIS NEGATIVAS


O momento econômico ruim fez com que as instituições financeiras fossem mais conservadoras na concessão de crédito, diz Renata. Com isso, há mais clientes com empréstimos negados.


O consumidor, porém, tem direito de saber as razões para a negativa.
"A regra que vale é a do direito básico à informação, que está no artigo sexto do código de defesa do consumidor. O cliente tem que ser informado sobre os motivos pelos quais o empréstimo foi rejeitado e o que é necessário para que seja aprovado", diz.


Para Maria Inês Dolci, da Proteste, ter essa informação em mãos é importante para que o cliente consiga saber como melhorar sua nota de crédito. "Se ele souber por que [teve o crédito negado], pode trabalhar para conseguir para aumentar sua pontuação no banco", diz.

 

Fonte: Folha

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Prévia do PIB de julho aponta recuperação da atividade econômica

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Prévia do PIB de julho aponta recuperação da atividade econômica
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O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) divulgado nesta sexta-feira, 12, aponta para recuperação do ritmo de crescimento da economia em julho em relação ao desempenho de junho. Na comparação, foi apontado pela autoridade monetária avanço de 1,50%. Trata-se da maior variação positiva em seis anos.

 

No último semestre, após dois trimestres consecutivos de retração da produção de bens e serviços da economia, ficou registrada a situação de recessão técnica da economia brasileira.

 

De acordo com dados divulgados, o número passou de 144,14 pontos em junho, na série dessazonalizada, para 146,30 pontos em julho. Esse nível é quase o mesmo de maio, quando índice ficou na altura de 146,35 pontos. O resultado ficou acima da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções (1,05%), mas dentro do intervalo das estimativas (-0,60% a +1,70%).

 

Nos 12 meses encerrados em julho de 2014, é possível observar crescimento de 1,17% na série sem ajuste. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o indicador ainda se mantém no terreno positivo, ao ficar com uma taxa de 0,07% (sem ajuste).

 

Até junho, por esse critério, ainda era verificada uma leve alta de 0,13%. Na comparação entre os meses de julho de 2014 e de 2013, houve retração de 0,23% também na série sem ajustes sazonais. Na série observada, julho terminou com IBC-Br em 150,09 pontos.

 

O indicador de julho de 2014 ante o mesmo mês de 2013 mostrou queda menor do que a mediana (-0,90%), mas também ficou dentro das previsões (-2% a +0,10%) dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Entre os componentes do indicador estão a Pesquisa Industrial Mensal e a Pesquisa Mensal de Comércio. (Com Reuters)

 

Fote: Estadão

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Ministério Público denuncia Eike Batista e pede bloqueio de R$ 1,5 bilhão

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Ministério Público denuncia Eike Batista e pede bloqueio de R$ 1,5 bilhão
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O Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro (RJ) denunciou Eike Batista por dois crimes contra o mercado de capitais e pediu o bloqueio de R$ 1,5 bilhão do empresário. A informação foi divulgada neste sábado (13) e a íntegra da denúncia pode ser consultada no site do MPF.

 

O MPF acusa o empresário de manipulação do mercado e uso indevido de informação privilegiada no caso da petroleira OGX (atual Óleo e Gás Participações).


Se considerado culpado, ele pode ser condenado a até 13 anos de prisão.
Ao UOL, o advogado Sérgio Bermudes, que representa o empresário, disse que ainda não recebeu a denúncia, e que, se houve o pedido de bloqueio de bens, "não se trata de uma medida cabível" já que não há tentativa de Eike de "escamotear os bens ou fugir".

 

Bloqueio incluiria bens transferidos para os filhos

 

O pedido de bloqueio de bens inclui ativos financeiros (como ações, por exemplo), além de imóveis e outros bens, como carros, barcos e aeronaves, inclusive os que foram doados pelo empresário as filhos Thor e Olin (do casamento com Luma de Oliveira), e para a mulher, Flávia Sampaio.
Segundo os promotores, as doações foram feitas "após a data dos delitos cometidos" e constituem uma "manobra fraudulenta".


Eike doou para o filho Thor a casa onde moram, no Jardim Botânico, Rio de Janeiro, além de uma propriedade em Angra dos Reis aos dois filhos mais velhos (Thor e Olin). Segundo MPF, os imóveis são avaliados em R$ 10 milhões cada. Reportagem da "Folha" informa que eles têm valor declarado de R$ 15 milhões e R$ 3,7 milhões, respectivamente, mas que, na verdade, valem ao menos R$ 50 milhões, juntas.


O empresário também doou um apartamento em Ipanema, Rio de Janeiro, no valor de R$ 5 milhões para a mulher, Flávia Sampaio, segundo o MPF.


Manipulação de preço das ações e uso de informação privilegiadaUm dos crimes financeiros denunciado pelo MP é a manipulação do preço de ações na Bolsa de Valores. Segundo a denúncia, em outubro de 2010, Eike simulou "maliciosamente" a injeção de até US$ 1 bilhão na OGX, "de forma a iludir o público investidor".


A operação feita pelo empresário é conhecida no mercado como "put". Funciona da seguinte forma: Eike concedeu o direito à OGX de exigir a subscrição de ações da companhia até o limite máximo equivalente a US$ 1 bilhão, ou seja, ele se comprometeu a comprar ações da OGX por R$ 6,30 cada, no momento em que a companhia quisesse, até 30 de abril de 2014, data do vencimento do contrato.


Na época, as ações da petroleira estavam valendo R$ 4,63; agora, valem R$ 0,17. Eike disse que estava fazendo isso como sinal de confiança nas ações da OGX e no futuro da companhia.
A pena para esse crime é de até oito anos de prisão.


A segunda acusação é sobre uso de informação privilegiada, ou "insider trading". Eike teria feito isso por duas vezes, tendo obtido lucro de R$ 236 milhões, segundo o MPF.
A pena para esse crime é de até cinco anos de prisão.

 

Ministério Público de SP investiga omissão da Bolsa e ex-ministros

 

O Ministério Público Federal de São Paulo deve investigar se houve omissão da BM&FBovespa em relação às irregularidades cometidas pela petroleira OGX, de Eike.


Também será investigada o envolvimento de ex-conselheiros da empresa. Entre eles, estão os ex-ministros Pedro Malan, Ellen Gracie e Rodolpho Tourinho.


A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também investiga suposta manipulação de preços e suposta utilização de informação ainda não divulgada ao mercado, mas o julgamento deve ficar para 2015.

 

Fonte: Uol

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Cartões pré-pagos avançam no mercado

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Cartões pré-pagos avançam no mercado
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Comprar pela internet, realizar transferências de dinheiro ou mesmo compras por débito são operações que há alguns anos já não estão mais associadas necessariamente ao uso de uma conta corrente de banco, com cartões de débito e crédito. O modelo de contas e cartões pré-pagos em reais - de instituições que podem ou não ser bancos - vem se expandindo no País na tentativa de incluir 55 milhões de brasileiros ainda fora do sistema bancário. 

 

Segundo o mercado, os pré-pagos já existem há mais de três anos, mas desde o fim de 2013 quando o Banco Central começou a acompanhar mais de perto a questão, o volume de depósitos e de usuários vem crescendo mais fortemente. Não há dados consolidados do setor, mas na ContaSuper, por exemplo, eram 100 mil contas e 120 mil cartões em janeiro, número estava em 180 mil contas e 238 mil cartões em agosto.

 

O Zuum possui 290 mil usuários. Na Agillitas, são mais 100 mil pré-pagos em reais ativos entre pessoas físicas. A previsão para o ano é que os cartões movimentem R$ 100 milhões na empresa. "A perspectiva de crescimento do segmento está em torno de 30% ao ano", diz o CEO da Agillitas, Roger Ades.O aumento dos pré-pagos está associado à facilidade do produto, parecido com o conhecido cartão de viagens (travel money) só que com cargas em reais.

 

Após o fornecimento de dados simples como nome e Cadastro de Pessoa Física (CPF), o consumidor consegue adquirir um cartão em algum emissor ou mesmo em redes de varejos e pontos de recarga de celular, como farmácias e supermercados.Depois de realizar uma carga, o meio de pagamento já pode ser utilizado como se fosse um cartão de débito. Em alguns casos, como na Zuum e na ContaSuper, a pessoa na verdade abre uma conta pré-paga, por meio da qual pode realizar transferências e pagamentos via celular ou site. Para realizar compras em lojas físicas e online, o usuário acaba ganhando cartões pré-pagos, associados à conta.

 

Benefícios. Os públicos interessados são diversos. Entre os não-bancarizados, o benefício é a inclusão financeira. A baixa renda passa a ter acesso à compras online mesmo sem ter cartão de crédito e ganha em segurança, pois não precisa andar com o dinheiro no bolso. "Neste mês, estamos também introduzindo a recarga do bilhete único", diz o vice-presidente da ContaSuper, Luiz Almeida.Para os endividados, é um meio de controlar as despesas, já que só é possível gastar o saldo que estiver na conta ou no cartão.

 

Se a dívida for em cheque especial, fazendo com que todo o dinheiro que caia na conta bancária seja corroído pelo juro, no pré-pago o consumidor pode separar os recursos para as despesas correntes. "Para o público A e B, serve como um instrumento de conveniência em compras pela internet, também por controlar melhor o que se gasta", comenta o presidente de desenvolvimento de negócios da MasterCard, Alexandre Magnani. Em compras online, o mercado considera o pré-pago mais seguro porque se for clonado ou hackeado limita as perdas ao dinheiro que está depositado nele.

 

Na Agillitas, 10% das compras com pré-pago já são pela internet.Na alta renda e em empresas, o pré-pago serve para pagar funcionários terceirizados e empregados domésticos que não possuem conta bancária, sem a necessidade de ter de emitir cheques ou pagar em dinheiro vivo. Além disso, pode-se controlar despesas da casa, deixando um cartão carregado com os empregados para as compras no mercado e outras despesas. "Acaba sendo um instrumento no qual a população não-bancarizada se conecta à bancarizada. Mesmo que a pessoa não possua conta bancária recebe salário e faz pagamentos tudo eletronicamente", afirma o presidente da Zuum, Marcos Etchegoyen.Custos.

 

Apesar das facilidades que o pré-pago traz para a vida do consumidor e empregador, ainda há barrerias. Uma delas é o custo. Por ser um produto que concorre com os bancos, para realizar saques em caixas eletrônicos as instituições cobram de R$ 2,90 a R$ 7,90."A tendência, mesmo em outros países, é começar a expandir os canais de distribuição, fazendo com que o cliente possa fazer saques mesmo fora do ambiente financeiro", diz o diretor de produtos pré- pagos da Visa para América Latina e Caribe, José Coronel. Neste sentido, a ideia barra na segurança. "O medo do varejista é de ser assaltado", afirma Ades.

 

Na Agillitas, 40% dos recursos são sacados. Para cobrir a despesa, alguns empregadores depositam um dinheiro extra que cobre o custo do saque.Além do saque, há os mais diferentes custos, de acordo com o emissor. No Zuum, cobra-se R$ 2,90 no saque, R$ 2,90 no pagamento de contas e R$ 0,90 na transferência de dinheiro para outros bancos.

 

A emissão do cartão custa R$ 14,90, mas não há mensalidade ou anuidade.Já na ContaSuper, não é cobrada a emissão, mas há mensalidade básica de R$ 4,90 ou a de R$ 9,90 na qual o usuário ganha uma recarga de R$ 10 no celular pré-pago, compensando se você utiliza esse tipo de serviço. O saque custa R$ 7,90 e transferências para contas de bancos, R$ 5,90. Se forem entre contas da empresa, como de um empregador para um empregado, não há cobrança.

 

Na Agillitas, o saque custa R$ 7, a mensalidade R$ 5 e a recarga R$ 3. "Desafios de custo há em todo o mundo, mas o inimigo em comum é o dinheiro em espécie, a proposta mais cara para o consumidor", lembra Coronel. Segundo o diretor da Visa, além do fato de ele poder perder o dinheiro que carrega ou ser roubado, não há benefícios de desconto oferecidos em alguns cartões e acesso às compras online. "Há muitos custos não identificáveis quando se usa o dinheiro em espécie", afirma. "O produto começou a ser mais divulgado, mas ainda existe um grande passo para evoluir na questão cultural de saber o que é um pré-pago e como ele funciona", diz Magnani, da MasterCard.

 

BC ainda estuda uma regra

 

Em 2013, o Banco Central emitiu uma circular com regras básicas dos pré-pagos, como a identificação do usuário. Para o Sindicato Nacional dos Fiscais do BC, algumas questões deveriam ser consideradas.

 

Os pré-pagos podem, por exemplo, estimular a lavagem de dinheiro e servir a pessoas interessadas em fugir da Justiça. Um pai que paga pensão para a ex-mulher poderia receber pagamentos sem passar pela conta salário. Os depósitos também ficam fora da fiscalização do BC e estão isentos do compulsório cobrado dos bancos. Segundo o presidente do sindicato, Daro Piffer, o BC já estuda uma regulamentação para sanar os problemas.

 

Fonte: Estadão

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Para pagar dívida, Santo Antônio Energia recebe R$ 850 milhões

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Para pagar dívida, Santo Antônio Energia recebe R$ 850 milhões
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A Santo Antônio Energia, concessionária responsável pela usina hidrelétrica de mesmo nome no rio Madeira (RO), receberá uma injeção de R$ 850 milhões para arcar com prejuízos no mercado de curto prazo.


A companhia deve depositar o valor na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) até segunda-feira (8). Caso não obtivesse os recursos necessários, a concessionária poderia perder a licença de operação.
A injeção foi acordada nesta sexta-feira (5) entre os cinco acionistas: Furnas (que detém 39% das ações), Odebrecht (28,7%), Andrade Gutierrez (12,4%), Cemig (10%) e FI-FGTS (9,9%).


O valor é suficiente para cobrir o prejuízo atribuído à Santo Antônio por não gerar energia suficiente para cumprir seus contratos de fornecimento entre abril e junho deste ano.

 

Isso aconteceu porque a entrega das primeiras 32 turbinas da usina atrasaram, segundo o cronograma válido para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Até o início de agosto, a concessionária detinha duas liminares que a isentavam de honrar os compromissos comerciais.


Porém, ambas foram cassadas, o que gerou o passivo milionário.
A expectativa da empresa é que recursos impetrados no STJ e na Aneel já tivessem sido julgados até esta sexta, data da assembleia que aprovou a injeção.
No entanto, a Aneel adiou o julgamento dos processos.


Um pedia a suspensão de sansões impostas à usina pelo atraso no cumprimento do cronograma de entrega da obra. O outro demandava a postergação desse cronograma em 63 dias.
Na quarta-feira, a empresa já havia tido um revés no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A corte rejeitou o recurso que tirava a responsabilidade da usina sobre os atrasos. O argumento é que atividades sindicais atrapalharam a construção da usina.


Um outro recurso será julgado apenas no dia 17, segundo a assessoria de imprensa do tribunal. Ele pede a revisão do Fator de Indisponibilidade: segundo o contrato assinado pela concessionária, a usina deve gerar 99,5% de sua capacidade durante todo o tempo. Santo Antônio não tem conseguido cumprir essa determinação.


Conforme a Folha revelou na quarta (3), Santo Antônio deve receber um investimento total de R$ 1,95 bilhão para arcar com a dívida no mercado de curto prazo e pagar o consórcio construtor, que não recebe há dois meses.
Odebrecht e Andrade Gutierrez, sócias no consórcio, cobram cerca de R$ 700 milhões pelo período inadimplente e ameaçaram com a paralisação das obras.


O consórcio já demitiu 440 funcionários, o que chamou de desmobilização do canteiro de obras.
No entanto, Valderi da Costa Braga, diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil de Rondônia, informou não saber se as demissões são fruto dos problemas financeiros do consórcio ou se fazem parte do fluxo de construção da usina, já que 90% das obras estão concluídas.


A 32ª turbina foi entregue nesta semana, segundo o consórcio. As 18 unidades que restam devem entrar em operação até 2016.
O valor restante a ser investido, de R$ 1,1 bilhão, ainda não foi aprovado porque os acionistas esperam o julgamento de recursos que estão no STJ e na Aneel.

 

Fonte: Folha

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Saiba como evitar golpe em caixa eletrônico

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Saiba como evitar golpe em caixa eletrônico
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O alto grau de sofisticação das fraudes bancárias em caixas eletrônicos, que tem forçado as instituições a investir cada vez mais em segurança, também faz com que consumidores redobrem a atenção para não cair em golpes.

De 2003 a 2013, houve alta de 200% nos recursos destinados a ampliar a segurança de caixas eletrônicos e do internet banking. No ano passado, a cifra foi de R$ 9 bilhões, segundo a Febraban.

 

Os golpes a caixas eletrônicos levaram duas das maiores fabricantes de equipamentos, a Diebold e a Wincor Nixdorf, a criar uma associação no mês passado para combater fraudes, trocando informações para melhorar a segurança dos caixas.

"A evolução desse crime é mais rápida do que a criação de meios para detê-lo. Os criminosos estão muito bem preparados", diz Luiz Carlos Roque da Silva, diretor da Wincor Nixdorf.

 

As fraudes mais comuns são roubos de senhas e clonagens de cartões, afirma Marcelo Neves, diretor de segurança da Unisys Brasil.
Uma das táticas é instalar painéis falsos nos equipamentos, que imitam um monitor –com teclado, leitor de cartão e código de barras etc.–, mas roubam os dados.


Em alguns casos, os criminosos chegam a instalar telefones ao lado dos caixas para que o cliente pense que está falando com a central de atendimento, enquanto o aparelho faz conexão com a organização criminosa.
Por isso, é importante observar as condições do equipamento antes de usá-lo. "O cliente deve desconfiar de caixas com avarias e evitar usá-los", diz Silva.


Os golpistas também usam um dispositivo instalado no caixa eletrônico que funciona como uma tampa da gaveta que libera as notas, impedindo a saída do dinheiro.
O usuário pensa que as cédulas não saíram, mas apenas ficaram presas. Posteriormente, os criminosos retiram a quantia do terminal.


Para minimizar o risco, os bancos desenvolveram sensores que identificam materiais estranhos aos terminais.
Os chamados chupa-cabras coletam as informações magnéticas do cartão. Acima do teclado é instalada uma microcâmera que captura a senha. A orientação é consultar com frequência o extrato da conta e avisar a instituição em caso de movimentações atípicas –nem sempre é possível identificar que o equipamento está fraudado.


Há também a "pescaria": os golpistas usam fio e fita adesiva, encaixados na caixa que recebe os envelopes de depósito. Quando o cliente deposita, o papel fica retido e, mais tarde, o criminoso consegue retirar o conteúdo.
Nesse caso, geralmente o comprovante do depósito não é liberado. Se isso ocorrer, pode ser sinal de fraude. A recomendação é que o cliente entre em contato com o banco.


Há pessoas infiltradas nas agências para observar os clientes efetuando operações. "Idosos são os principais alvos", afirma Wilson Justo, diretor da Sorocred.
Uma das formas desse ataque é o criminoso se aproximar de um cliente com dificuldades no uso da máquina.
Ele oferece ajuda, enquanto observa a senha e outros dados sendo digitados. De maneira rápida, troca o cartão que tem nas mãos pelo do cliente. Aqui, a recomendação é sempre conferir se o cartão que leva é o seu.


O ambiente da agência pode dar pistas de fraudes. Se no local há três caixas, por exemplo, e dois estão danificados, isso pode sinalizar que o equipamento que funciona está modificado para um golpe. Em muitos casos as avarias nas demais máquinas são feitas pelos próprios criminosos para forçar o cliente a usar o terminal fraudado.


Muitas vezes são atos grosseiros, como inserir chiclete no dispositivo para colocar o cartão, o que impede a leitura do produto e pode deixar o caixa fora de operação.

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20 dicas para ensinar crianças e adolescentes a lidar com dinheiro

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20 dicas para ensinar crianças e adolescentes a lidar com dinheiro
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1 Dê mesada

 

A mesada serve para ensinar a criança a administrar o dinheiro. Isso evita que o jovem fique perdido quando tiver um salário pela primeira vez

 

2 Ensine a criança a anotar seus gastos

 

Estimule a criança a anotar quanto gastou da mesada e se conseguiu economizar. É um aprendizado para o futuro

 

3 Incentive a ter objetivos

 

A criança deve ser estimulada a ter objetivos para o dinheiro. Por exemplo, comprar uma bicicleta ou um ingresso para um parque. Quando o dinheiro for suficiente, deixe que a criança pague

 

4 Estimule a poupança

 

É possível ajudar o filho com motivações do tipo: se você conseguir juntar R$ 100, eu te recompenso com mais R$ 50

 

5 Ensine a importância do consumo consciente

 

Não adianta ter dinheiro para comprar se não existir o bem à disposição. É preciso economizar os recursos naturais, como a água ou a energia, para o futuro

 

6 Dê o exemplo

 

Não adianta falar para o filho não ser um gastador, se o pai ou a mãe se comportar como um consumidor compulsivo. Só compre algo se for realmente necessário e não por impulso. Controle-se também

 

7 Cuidado com o shopping

 

Não acostume seu filho a passear no shopping e sair de lá carregado de sacolas. Prefira lugares como parques, teatros, bibliotecas. Procure passeios gratuitos

 

8 Ir ao supermercado pode ser uma boa aula

 

Ir ao supermercado com crianças normalmente não é recomendado. Mas, se o objetivo for uma aula de economia, pode ser uma boa ideia. Ensine a escolher os produtos em promoção e os alimentos de época, que são mais baratos. Vá com uma lista e não saia dela

 

9 Ensine a generosidade

 

Doe o que não for mais necessário. Antes de épocas como Natal, aniversário ou Dia das Crianças, faça uma triagem nos brinquedos e roupas e encaminhe para doação

 

10 Ensine a cultura da prosperidade

 

Ensine o filho a não acumular coisas desnecessárias, para abrir espaço para o novo. Ter medo do futuro é manter um pensamento de escassez. O pensamento deve ser de confiança e prosperidade

 

11 Dê tempo em vez de presentes

 

As crianças não devem ser estimuladas a trocar a companhia dos pais por presentes. Sempre que puder, passe tempo com seu filho e ensine seus valores

 

12 Respeite o valor das coisas

 

Dinheiro, comida, roupas, brinquedos, tudo deve ser respeitado. Não permita que seu filho seja displicente com as coisas que compra, como dar uma mordida em um chocolate e jogar fora, ou comprar um brinquedo e deixar encostado

 

13 Não diga que quem economiza é pão-duro

 

Estimule o filho a guardar uma parte da mesada, para que, no futuro, ele também guarde uma parte do salário. Isso ensina a criança a economizar para realizar seus objetivos e não depender de empréstimos

 

14 Ensine a moderação

 

Os recursos naturais do mundo são escassos. Ensine a consumir com moderação, para que seja possível ter "o suficiente, para todos, para sempre"

 

15 Guardar dinheiro é hábito

 

Ajude seu filho a criar o hábito da poupança para a realização dos sonhos. A partir dos 3 anos, dê um porquinho para guardar as moedas. O cofrinho pode ser marcado com o cartaz "dinheiro para a compra do carrinho ou da boneca"

 

16 Cuidado com a escolha da escola

 

Os filhos não devem ser colocados em escolas cujo padrão social dos alunos é muito superior ao da família. Das duas, uma: ou a criança estará quase sempre excluída de passeios e outras atividades, ou a família se verá tentada a gastar mais do que pode para manter esse nível

 

17 Estimule hábitos saudáveis na alimentação

 

Ensine o filho a comer de tudo e dê preferência à comida caseira. Além de mais barata, é saudável. É possível envolver a criança na preparação de alimentos também

 

18 Ensine limites

 

Seja firme no "não". Se não pode comprar, não aceite a birra do filho. Ele não vai poder se jogar no chão quando for um adulto e não tiver o que quer

 

19 Não gaste mais do que ganha

 

Não acostume seu filho a um padrão acima do que pode pagar. A família toda deve viver com o que ganha, e não com recursos de empréstimos. No primeiro "não" que o filho receber, vai achar que o pai é um fracassado

 

20 Cartão de crédito não é dinheiro

 

Os adolescentes devem aprender que o cartão de crédito não é dinheiro. Seu uso tem um custo e, se não houver dinheiro para pagar no fim do mês, haverá juros altos

 

Fonte: Uol

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Gasto de brasileiros em viagens ao exterior soma US$ 2,4 bilhões e bate recorde

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Gasto de brasileiros em viagens ao exterior soma US$ 2,4 bilhões e bate recorde
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Os brasileiros que viajaram ao exterior em julho gastaram US$ 2,415 bilhões em outros países, um valor recorde, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 22, pelo Banco Central. O maior gasto até então havia sido registrado em abril (US$ 2,344 bilhões).

 

O fim da Copa do Mundo no Brasil em julho, porém, ajudou no saldo final da conta de viagens - diferença entre o que os brasileiros gastam no exterior e os estrangeiros deixam no Brasil. Em julho, houve déficit de US$ 1,625 bilhão. Apesar do resultado negativo, o saldo foi 1,7% menor do que um ano antes. Estrangeiros gastaram US$ 789 milhões em julho.

 

Segundo o Banco Central, o resultado decorreu de elevações de 46,1% nos gastos de viajantes estrangeiros ao Brasil em relação a julho do ano passado e de 10,1% nos gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior. Vale lembrar que em junho, quando houve o começo da Copa, o gasto de turistas estrangeiros bateu recorde.

No acumulado do ano, o déficit soma US$ 10,465 bilhões. No mesmo período de 2013, o saldo era negativo em US$ 10,383 bilhões.

 

A conta de viagens faz parte do balanço de serviços e renda do País, que por sua vez integra as transações correntes do balanço de pagamento. Em julho, o País teve déficit de US$ 6 bilhões na conta corrente.

 

Fonte: Estadão

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Governo prevê elevação da oferta de energia térmica

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Governo prevê elevação da oferta de energia térmica
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No momento em que o governo foi obrigado a acionar a pleno vapor as usinas termoelétricas para enfrentar uma das piores secas da história, o planejamento estratégico para a expansão dessa fonte de energia para os próximos dez anos sofreu uma reviravolta. O governo decidiu quintuplicar a expectativa de expansão de energia proveniente de térmicas na próxima década, segundo o novo Plano Decenal de Energia para 2014-2023 obtido pelo ‘Estado’.

 

A projeção para o crescimento da matriz termo elétrica passou de 1,5 mil megawatts (MW), como constava do último plano, para 7,5 mil MW. A seca, que reduziu drasticamente os níveis dos reservatórios das hidrelétricas, reforçou a necessidade de ampliação da oferta de energia térmica, segundo estratégia traçada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

 

Na contramão das térmicas e eólicas, a participação de hidrelétricas deve cair de 69% para 61% no período. O uso das pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) ficará estável em 4%. Segundo a EPE, a eólica, junto com as hidrelétricas, não trará segurança para o sistema.

 

O aumento expressivo da energia térmica corresponde a uma capacidade maior de energia do que a que será produzida pelas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau complexo em construção no rio Madeira, em Rondônia, que prevê geração de 6,5 mil MW. Representa também mais da metade do que produz Itaipu, segunda maior usina do mundo e símbolo maior do potencial elétrico brasileiro, com capacidade de geração de 14 mil MW.

 

As projeções contidas no novo plano traçam uma fotografia da matriz energética no futuro e funcionam como uma espécie de “guia” para os novos investimentos em energia. Para agregar essa energia termoelétrica adicional ao sistema até 2023, os leilões para a contratação de novas térmicas terão de ocorrer até 2018.

Apesar do custo e do risco ambiental das térmicas serem mais elevado, o aumento é justificado no governo pela necessidade de segurança energética e pela tendência de redução da participação hidrelétrica na matriz do País. Neste ano, por causa da seca prolongada que baixou o nível do reservatório das hidrelétricas a padrões inéditos, o parque térmico foi colocado em funcionamento pleno para garantir a geração de energia para todo o sistema interligado, com um custo maior para o consumidor.

 

No cenário energético brasileiro, as térmicas têm o papel de um bateria, uma espécie de “backup de energia para o País, explica o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim. A tendência, prevê ele, é que as térmicas sejam usadas com mais frequência. O que se projeta “preferencialmente” é um aumento das térmicas a gás, mas também estão previstas térmicas movidas a carvão, apesar de mais poluentes.

 

“Está cada vez mais claro que não podemos ficar dependentes da energia hídrica ou de fontes intermitentes, como eólicas. É preciso ter esse ‘backup’ e, para isso, a térmica é fundamental”, diz Tolmasquim.

 

Racionamento. Sem as térmicas, admite o presidente da EPE, o Brasil teria enfrentado este ano problemas de racionamento de energia, como em 2001, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. As novas projeções, que levam em conta um aumento da demanda de 5% ao ano, indicam que para manter, nos próximos dez anos, a participação térmica atual de 15% na matriz, é preciso crescer mais do que o previsto. Tolmasquim destaca, no entanto, que a maior expansão virá das eólicas, que saltarãode 2% para 12% na matriz energética. O Brasil, diz, é um dos maiores mercados em expansão do mundo nessa fonte de energia.

 

Responsável pelo programa energético da campanha à reeleição da presidente Dilma, Tolmasquim argumenta que reduziu o espaço para a construção de usinas com grandes reservatórios, principalmente por razões socioambientais. Os projetos hidrelétricos com grandes reservatórios têm sido abandonados por estarem em áreas muito sensíveis, com vasta biodiversidade ou terras indígenas.

 

A consequência desse cenário é que a geração hidrelétrica na matriz brasileira fica cada vez mais dependente do ciclo de chuvas. “A água que se estocava nos reservatórios dava para passar por três anos com pouca chuva. Agora, não”, reconhece.

 

Do potencial de 260 gigawatts (GW) de energia hidrelétrica, o Brasil já utilizou um terço. Mas a EPE estima que somente 172 GW desse potencial serão explorados. A grande parte não explorada está na região Norte, onde o movimento de reação a novas empreendimentos é cada vez mais explosivo.

 

Um dos últimos grandes projetos hidrelétricos que serão montados é o de São Luiz de Tapajós, com potencial de 8 mil MW e leilão previsto para dezembro. Para o presidente da Associação Brasileira de Carvão Mineral, Fernando Luiz Zancan, os projetos para novas térmicas estão prontos aguardando os leilões. “Temos projetos prontos para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina”, afirma. A última usina a carvão do País, Candiota III (RS), entrou em operação em 2011.

 

Por causa do período eleitoral, a Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas (Abraget) não quis comentar as novas previsões. O conselho diretor da entidade decidiu que quaisquer comentários referentes ao atual momento do setor elétrico serão encaminhados diretamente aos órgãos competentes do governo com base em conceitos puramente técnicos, sem cunho político.

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Renda encosta na dívida e risco de calote cresce

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Renda encosta na dívida e risco de calote cresce
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O brasileiro está no fio da navalha: não tem folga no orçamento para ampliar as compras financiadas de itens de maior valor, como carro e eletrônicos, e corre maior risco de ficar inadimplente. É que a renda do trabalhador com carteira assinada cresce no mesmo ritmo do encarecimento do crédito. Com isso, se houver alta adicional no juro, poderá faltar renda para bancar a prestação, revela estudo da Confederação Nacional do Comércio (CNC).

 

Segundo o estudo, a prestação de um financiamento de R$ 1.000 assumido pelo consumidor nas condições vigentes de juros e prazos médios de junho, o último dado disponível do Banco Central (BC), foi de R$ 39,87. A cifra é 3,5% maior do que a prestação de R$ 38,54 de um empréstimo do mesmo valor contraído um ano atrás, de acordo com juros e prazos médios da época. A variação do valor da prestação desconta a inflação, medida pelo IPCA.

 

O estudo da CNC, feito com base nos dados do BC e do Cadastro de Empregados e Desempregados, mostra que a massa real de salários dos trabalhadores formais cresceu 3,6% entre junho de 2013 e junho deste ano. Foi praticamente a mesma variação da prestação.

 

“Estamos hoje no limite de uma possível pressão de aumento da inadimplência”, afirma Fábio Bentes, economista da CNC. Se juro ao consumidor, de 43% ao ano, hoje no maior nível desde abril de 2009, subir, não haverá avanço na renda do trabalho formal que dê conta do encarecimento da parcela do financiamento”, avalia ele. 

 

O calote do consumidor nos empréstimos com recursos livres estava em junho em 6,5%, segundo o BC. A previsão da CNC é que o calote feche o ano em 6,9%. “Há condições para que a inadimplência cresça porque o mercado de trabalho está perdendo força e a tendência é de encarecimento da prestação, pois o juro está subindo”, diz Bentes. Ele pondera que o calote não vai explodir, pois o ritmo de tomada de novos financiamentos está desacelerando.

 

De toda forma, pelo lado da renda, o cenário não é promissor. Em 2013, 95% das categorias profissionais analisadas pelo Sistema de Acompanhamento de Salários do Dieese conquistaram reajustes médios de 2,8% acima da inflação para os pisos salariais, a metade da correção obtida em 2013. A tendência para este ano é que as negociações possam ter um ligeiro recuo ou, na melhor das hipóteses, repitam o nível de reajuste de 2013, segundo o Dieese.

 

Desemprego.Na avaliação de Bentes, hoje o que pesa mais na queda das compras financiadas e no risco de calote é a alta dos juros, do que o avanço da inflação. Influenciado por veículos, a CNC projeta para este ano queda de 1,3% no volume de vendas de bens duráveis, ante crescimento de 4,1% em 2013.

 

“Não é os juros, mas o ambiente como todo que está freando as compras. O consumidor está inseguro com o que vem pela frente, se estará empregado”, diz o diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças e Administração, Miguel Ribeiro de Oliveira. 

 

Ele não acredita numa alta substancial do calote porque os bancos também estão mais seletivos na aprovação do crédito. “O risco que existe de alta da inadimplência do consumidor está ligado ao desemprego.”

 

Essa também é a avaliação de Érico Quirino Ferreira, presidente da Acrefi, associação que reúne as financeiras. “A grande preocupação hoje é com o desemprego.” Ele admite que houve um ligeiro aumento da inadimplência, mas a perspectiva é de um cenário estável com uma pequena alta até o fim do ano. “A situação está sob controle, mas não é nenhuma Brastemp.”

 

Fonte: Estadão

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Economia pode até recuar este ano

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Economia pode até recuar este ano
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A retração na atividade econômica no segundo trimestre, apontada pelo IBC-Br, indicador do Banco Central (BC) divulgado ontem, sugere crescimento perto de zero ou até mesmo negativo no ano, mas 2014 não está dado, diz o economista Armando Castelar. Para o professor da UFRJ e coordenador de Economia Aplicada do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), as eleições serão determinantes para a economia na segunda metade do ano. "O grande efeito será sobre as expectativas", afirma Castelar, em entrevista ao Estado, referindo-se aos rumos da política econômica a partir de 2015 e seu impacto sobre o setor privado. Até lá, segundo ele, será preciso "apertar os cintos", pois é tempo de turbulências. A seguir, os principais trechos da entrevista:

 

A Copa do Mundo teve essa influência toda na queda do índice do Banco Central em junho?

 

A Copa é uma parte da história. Em maio, já tinha havido uma queda forte e não tinha nada a ver com Copa. A Copa pode ter influído, mas não teve essa importância toda. Vemos também uma restrição de crédito e queda na confiança.

 

Anos eleitorais, em geral, não têm crescimento tão fraco. Por que neste ano foi diferente?

 

Normalmente, são anos em que o governo gasta muito. Todos os governos, os estaduais também. O governo federal está gastando muito, tanto é que está duro de atingir a meta de superávit primário (saldo positivo entre receitas e despesas públicas, sem contar gastos com juros) que ele se propôs. Acontece que a confiança caiu muito, o investimento tem um desempenho muito fraco e a inflação está alta. Isso está comprometendo a confiança de todo mundo, consumidores e empresários. Do ponto de vista dos consumidores, existe a percepção que o mercado de trabalho não está mais tão positivo quanto antes. O crédito também está indo muito mal: de um lado, os bancos estão preocupados com a alta na inadimplência, e as famílias, que já estão endividadas e olhando a perspectiva do mercado de trabalho, seguram a demanda por empréstimos. A indústria sofre da falta de demanda e da mesma insegurança que vem de uma economia que está desacelerando. Adicione-se a isso setores que estão sofrendo muito, como açúcar e álcool, setor elétrico e petróleo.

 

O baixo crescimento em 2014 está dado?

 

O resto do ano vai sentir muito a questão das eleições. O ano não está dado ainda. As eleições vão ter um efeito distinto: o grande efeito das eleições neste ano é sobre as expectativas, sobre o que vai acontecer não só em 2015, mas o que vai resultar de 2015. É possível termos um cenário ruim para o ano que vem que aponte para um cenário igualmente ruim em 2016 ou um cenário ruim que aponte para um cenário melhor (em 2016). Apertem os cintos, porque vai ser um ano de muita sensibilidade, pela influência que essa questão da confiança está tendo sobre a economia. Confiança aí diz respeito muito a que tipo de soluções teremos para os desafios, que não são pequenos. Essas soluções virão das eleições.

 

A alta na taxa básica de juros (Selic, hoje em 11% ao ano) tem peso na parada da economia? 

 

Provavelmente, teve alguma influência, mas ela não é determinante. A perda de confiança e a percepção de risco muito grande são totalmente dominantes e refletem mais a queda anterior da Selic, que era insustentável e começou a gerar todo esse tipo de intervenção para tentar segurar a inflação, como congelar preços. Estamos com uma série de remendos na economia e ninguém sabe exatamente como eles serão retirados e qual vai ser o impacto disso.

 

Economia parada com inflação a 6,5% em 12 meses significa estagflação? 

 

Estritamente falando, sim. A partir desse número de hoje (ontem) do BC, temos um PIB que cresce perto de zero, podendo até ser um pouco negativo. Obviamente, existe estagnação da atividade. Se você considerar o fato de que há preços congelados, a inflação seria possivelmente da ordem de 8% ou 8,5%. Então, dá para chamar de estagflação. É óbvio que, quando você pensa na década de 1980, parece uma inflação baixa, mas o termo estagflação surgiu nos EUA, nos anos 1970, para caracterizar situações como a do Brasil hoje.

 

A subida dos juros antecipa os ajustes necessários para 2015? 

 

É uma parte, mas tem de fazer mais coisa. A Selic atual consegue manter a inflação mais ou menos onde está. Se quisermos trazer a inflação para baixo, precisa elevar mais os juros. Agora, o quanto vai ter de subir depende de ter ajuda ou não da política fiscal. Você pode até não elevar juros se fizer um ajuste fiscal muito forte, capaz de recuperar a credibilidade, com um superávit perto de 3% do PIB, de verdade, sem contabilidades criativas.

 

Fonte: Estadão

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Emprego industrial cai 3,1% em junho, a 33º queda consecutiva

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Emprego industrial cai 3,1% em junho, a 33º queda consecutiva
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O emprego na indústria recuou 0,5% na passagem de maio para junho, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com junho do ano passado, o emprego industrial apontou uma queda de 3,1%, o 33º resultado negativo nesta base e o mais intenso desde novembro de 2009 (-3,7%). O emprego na indústria acumula queda de 2,3% no ano e retração de 1,9% em 12 meses. 

 

O emprego na indústria registrou queda de 0,9% no segundo trimestre de 2014 em relação ao período imediatamente anterior. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o recuo foi de 2,7%.

 

Também foram verificadas perdas no número de horas pagas e no valor da folha de pagamento real na passagem do primeiro para o segundo trimestre. Na série com ajuste sazonal, o número de horas pagas entre abril e junho foi 1,2% menor do que nos três primeiros meses do ano, enquanto o valor da folha de pagamento mostrou retração de 0,2% na mesma base.

 

No confronto do segundo trimestre em relação a igual período de 2013, o número de horas pagas caiu 3,6%. Já o valor da folha de pagamento real mostrou alta de 0,6%, na mesma base de comparação, informou o IBGE. 

Horas pagas. O número de horas pagas pela indústria, descontadas as influências sazonais, caiu 1,2% em junho ante maio. Em comparação com junho do ano passado, o indicador recuou 4,2%, a 13ª taxa negativa nesse tipo de confronto e a mais intensa desde outubro de 2009 (-5,3%).

 

No ano, o indicador relativo ao número de horas pagas pela indústria acumula queda de 2,9%. Em 12 meses, a retração é de 2,3%.

 

Comparando o resultado de junho com igual mês de 2013, o IBGE revelou que as taxas foram negativas em todos os 14 locais pesquisados e em 16 dos 18 ramos pesquisados. 

 

Em termos setoriais, as principais influências negativas partiram do setor de meios de transporte (-8,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-10,6%), máquinas e equipamentos (-5,8%), produtos de metal (-6,9%), calçados e couro (-8,6%), alimentos e bebidas (-1,6%), produtos têxteis (-7,5%), vestuário (-4,2%) e outros produtos da indústria de transformação (-3,8%), todas na comparação com junho de 2013. Já os impactos positivos vieram de minerais não-metálicos (0,9%) e de produtos químicos (0,7%). 

 

Folha de pagamento. O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria caiu 2,4% em junho ante maio, segundo o indicador ajustado sazonalmente. No ano até junho, o indicador ainda registra avanço de 1,3%, enquanto em 12 meses a alta é de 0,7%. 

 

Em comparação a junho de 2013, a folha de pagamento na indústria em junho deste ano recuou 0,3%, interrompendo uma sequência de cinco meses de alta nesta base. Nesse tipo de comparação, foram registradas quedas em 6 dos 14 locais pesquisados, com destaque para Minas Gerais, onde o recuo de 5,5% no valor real da folha de pagamento foi pressionado pela queda no setor de meios de transporte (-31,1%), devido à base elevada em junho do ano passado.

 

Ainda na comparação ante igual mês do ano passado, o IBGE destacou que o valor da folha de pagamento real da indústria caiu em 14 dos 18 setores investigados, com destaque para meios de transporte (-2,9%), produtos de metal (-5,1%), máquinas e equipamentos (-2,6%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-4,3%), papel e gráfica (-3,3%) e calçados e couro (-4,6%). 

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Freada na economia corta vagas no comércio

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Freada na economia corta vagas no comércio
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A desaceleração nas vendas do comércio que bateu forte no varejo especialmente na época da Copa teve impacto negativo no emprego do setor. De janeiro a junho, as lojas mais demitiram do que contrataram em todo o País. E o cenário ruim deve persistir até o final do ano, prevê o setor. O primeiro semestre fechou com um saldo de vagas formais negativo em 83,6 mil, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho.“Não foi só a indústria que demitiu mais que contratou nos últimos meses, mas o comércio também.

O varejo está devendo bastante: 83,6 mil vagas. Foi o pior resultado do saldo de postos de trabalho do setor desde 2007 para um 1º semestre”, observa Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio (CNC).Só na capital paulista, ocorreram 63,3 mil homologações no sindicato dos comerciários no 1º semestre. É um número 2,7% maior em relação ao mesmo período de 2013. “O desemprego no comércio aumentou um pouco”, diz Ricardo Patah, presidente do sindicato.

Ele pondera que entram na conta só os trabalhadores desligados com mais de uma ano de casa, portanto, esse número pode ser maior.Patah está preocupado com o desemprego. Com a forte queda nas vendas no varejo na época da Copa e o fraco desempenho em julho, a tendência é de redução de pessoal nas lojas e na indústria, uma vez que o encalhe diminui o ritmo de novas encomendas às fábricas.“Julho foi um fracasso para o comércio em termos de vendas.

Todo mundo está reclamando”, diz Patah. Levantamento da Associação Comercial de São Paulo, que dispõe de dados mais atualizados sobre o varejo, mostra que em julho o ritmo de vendas na capital paulista foi 1,6% menor do que no mesmo mês de 2013. Um executivo de uma rede varejista de móveis e eletroeletrônicos que prefere o anonimato conta que o desempenho do mês passado foi metade do esperado. “Após a eliminação do Brasil da Copa, as vendas despencaram”, diz.Correlação.

Uma análise feita por Bentes, da CNC, a partir do resultado de vendas no varejo do IBGE e o saldo da geração de empregos no comércio apontado pelo Caged, mostra que há uma correlação entre o saldo de vagas no comércio e as vendas. Entre dezembro de 2013 e maio deste ano, o último dado disponível, o volume de vendas do comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, caiu 0,4%, No mesmo período de 2013, houve crescimento de 1,1%.

Já o saldo líquido de vagas formais no varejo piorou. No 1º semestre de 2013 estava negativo em 70,9 mil postos e neste ano a retração foi de 83,6 mil vagas.“De 10 segmentos do comércio pesquisados pelo IBGE, as vendas e os saldos de postos de trabalho pioraram em quase todos”, observa Bentes. Ele ressalta que o setor de vestuário, que registrou queda de 3,8% no volume de vendas este ano na comparação com 2013, foi responsável por quase 90% do saldo negativo de vagas como um todo. Fechou o 1º semestre com saldo negativo de 73,9 mil.O impacto da queda nas vendas do setor vestuário no emprego é confirmado pelo Sindicato dos Comerciários de São Paulo.

Entre as 21 empresas que fizeram homologações no 1º semestre, o setor de vestuário predomina com cinco delas; seguido pelos supermercados, com quatro companhias e pelas revendas de veículos e autopeças, com três empresas.De acordo com o relatório do sindicato, a varejista Casas Pernambucanas, que é forte no segmento de vestuário, demitiu 375 trabalhadores na capital paulista neste semestre e a Inbrands, dona de marcas como Ellus, VR, Tommy Hilfiger, cortou 138 funcionários.A Inbrands informa que não houve nenhum movimento de redução nos quadros e que contratou no período.

A Pernambucanas diz que contratou 3.851 trabalhadores no 1º semestre.O Carrefour lidera a lista de homologações com 607 demissões, seguido no setor de supermercados pela Companhia Brasileira de Distribuição (GPA), com 442 homologações. O Carrefour informa que não há redução de postos de trabalho. O GPA diz que ampliou no País em 7 mil o número de funcionários no 1º semestre.

A empresa pondera que, com o fim da operação de lojas 24 horas, reaproveitou os funcionários, mas que houve trabalhadores que optaram por sair da companhia.Carros. Outro segmento afetado pela queda de 1,7% nas vendas neste ano, segundo o IBGE, foi o de automóveis e autopeças. A concessionária Hyundai Caoa, por exemplo, cortou 182 funcionários no 1º semestre. A empresa diz que “tem passado por um grande processo de reestruturação e novos processos internos estão sendo otimizados, o que reflete na readequação do quadro de funcionários”.

Fonte: Estadão

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Exportador brasileiro agora teme vender para a Argentina e não receber

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 Exportador brasileiro agora teme vender para a Argentina e não receber
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Entre os exportadores brasileiros, o "calote seletivo" da Argentina é a constatação de que quando algo vai mal pode ficar ainda pior. As vendas para o país vizinho já seguiam em queda. Agora, os exportadores olham para a frente e não sabem se será viável - e até financeiramente seguro - manter as vendas para o parceiro do Mercosul.


O governo de Cristina Kirchner já criava restrições burocráticas para dificultar as compras de produtos brasileiros com uma meta específica: evitar a saída de dólares. Os números explicam. Argentina tem reservas para pagar cinco meses de importações. A título de comparação, o fôlego do Brasil é de 20 meses. Com o calote, o cenário de escassez piora.

 
O argentino Leandro Gonzalez, sócio da empresa de importação e exportação Sandler & Travis, diz que já há falta de dólares. "Havia a expectativa de que no segundo semestre a situação melhoraria. Com o default não creio que vá piorar, mas não vai melhorar."Do lado de cá da fronteira, apesar de não haver alarmismo, a sensação de insegurança se espalha.


No setor automotivo, por exemplo, entre os executivos até prevalece a sensação de blindagem, porque os dois países acabaram de firmar um novo acordo, que melhora as condições para a Argentina. Ninguém acredita que o governo de Cristina Kirchner cometeria a "loucura" de intervir nos trâmites financeiros das montadoras.

 

No entanto, um executivo com alto cargo numa montadora, que prefere não ter nome revelado, diz que é preciso ter controle diário dos pagamentos porque há atrasos. "Todo dia morre um de nervoso aqui", diz o executivo. "Numa semana pinga e na outra não."A indústria automobilística sofre com a recessão. No ano passado, os argentinos compraram 970 mil automóveis.


Metade saiu do Brasil. Até junho, as vendas caíram 30%. A expectativa, após o calote, é que fiquem em 500 mil veículos - quase metade do consumo de 2013. Cautela. Em outros setores, o clima é mais sombrio. A indústria têxtil, que tem a Argentina como principal destino das exportações, redobra a cautela. "Os fabricantes têm uma dúvida: mesmo que o importador tenha dinheiro, quem garante que, após o calote, o BC não vai segurar os dólares?", pergunta Fernando Pimentel, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil. 


O dilema mexeu com as regras na Savyon, fabricante de malhas especiais. Historicamente, a empresa pede um sinal para iniciar a fabricação dos produtos, não importa se para os Estados Unidos, o Canadá ou a França. A mercadoria é embarcada após o banco do cliente enviar o comprovante de pagamento da segunda parcela."Com a Argentina também era assim, mas de um ano para cá, começamos a ter problemas", diz o diretor da Savyon, Renato Bitter.
"O cliente mandava o seu banco pagar, mas o Banco Central da Argentina atrasava o envio - uma vez, esperamos uma semana. Após o calote, não vamos enviar os produtos enquanto o dinheiro não cair na nossa conta no Brasil."

 

Em condições normais, o Banco Central argentino precisa de no máximo 48 horas para enviar o dinheiro, mas os atrasos se tornaram constantes. As indústrias de calçados vão pelo mesmo caminho. A Argentina é o segundo mercado, após Estados Unidos, mas os negócios mínguam. "Vamos embarcar neste ano menos da metade que no ano passado", diz Heitor Klein, presidente executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados. Os calçadistas endureceram.


A Bibi, fabricante de calçados infantis, pela primeira vez, em 25 anos, recusa pedidos da Argentina. Dos 120 mil pares encomendados em 2013, 8 mil ainda não tiveram autorização para cruzar a fronteira. "Calculamos e assumimos o risco de não receber, mas chegamos no limite", diz Rosnei da Silva, diretor administrativo da Bibi. "Vender agora, nas atuais condições, vai além do aceitável - seria como acelerar o carro numa estrada molhada, à noite, sob neblina."


Fonte: Estadão

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Com renda menor, brasileiro paga preços próximos aos europeus

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Com renda menor, brasileiro paga preços próximos aos europeus
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Como milhares de pessoas que desembarcaram no Brasil para a Copa, eu também tive um susto ao chegar: do preço "europeu" de tudo, do táxi ao restaurante, de uma Coca-Cola ao material de trabalho como jornalista. Há mais de uma década eu não passava um mês inteiro no Brasil e, entre as várias redescobertas, o custo de vida chamou a atenção.


Ao voltar para a Europa, decidi confrontar os preços para descobrir até que ponto o Brasil estava mesmo caro ou se eu havia tido uma impressão equivocada.

Com a ajuda da reportagem em São Paulo, vimos que o brasileiro, apesar de ter uma renda bem inferior ao que se registra na União Europeia, paga preços não tão distantes da vida de um cidadão médio em um país europeu.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, o brasileiro tem uma renda média de US$ 12,2 mil por ano, inferior à da Romênia, de Botsuana e do Suriname. A renda está muito distante dos US$ 54 mil na Noruega, US$ 53 mil nos EUA e US$ 46 mil na Suíça. A renda brasileira é um terço da média francesa e menos da metade dos US$ 29 mil na Espanha.


Mas, mesmo com a disparidade de renda, muitos preços não são tão diferentes. Para tentar fazer a comparação, visitei supermercados na França, Espanha e Genebra, uma das três cidades mais caras do planeta. Não se trata de uma pesquisa com rigor científico; é apenas a tentativa de comparar os preços de produtos das mesmas marcas e nas mesmas redes.

Algumas comparações: 12 ovos no Carrefour do Bairro do Limão em São Paulo, por exemplo, custam R$ 4,59. No Carrefour de Barcelona, a dúzia sai por R$ 3,64. Nos Estados Unidos, o preço é de R$ 4,51. Um litro de água custa em média R$ 1,40 em São Paulo. Em Barcelona, ele sai por R$ 0,79. No Dia, na França, o custo é de menos de R$ 0,50.

O preço do macarrão é mais barato na Europa que em São Paulo. Na capital paulista, um pacote de 500 gramas sai por R$ 1,79. Na Suíça, custa o equivalente a R$ 1,10, praticamente o mesmo preço da França e da Espanha.Vários outros itens, porém, mostraram que o Brasil é ainda mais barato, como no caso das carnes, frutas e açúcar, todos produtos que o País exporta.

No que se refere ao preço de automóveis, o Novo Golf 2014, motor 1.2 a gasolina sai no preço de tabela por 22,1 mil francos suíços em Genebra, cerca de R$ 55 mil. Na França, a Volkswagen aponta que o preço seria de 18 mil, ou R$ 54,5 mil, contra 17,8 mil na Espanha, cerca de R$ 53,9 mil. Já no Brasil, o valor chega a R$ 70 mil.

Um aluguel em São Paulo também não fica longe dos preços na Europa. Em média, o metro quadrado é de R$ 25 no centro de São Paulo. Segundo a entidade Observatoire Des Loyers, o valor médio das seis principais cidades francesas - excluindo Paris - é de 9,7 (R$ 29,3) por metro quadrado. Em Barcelona, uma das cidades mais baladas da Europa, a média do preço do aluguel é de 12 por metro quadrado.

Outro serviço que revela os preços elevados do Brasil é a telefonia. Segundo a União Internacional de Telecomunicações, no início de 2013, o Brasil tinha a tarifa de celular mais cara do mundo em termos absolutos. Em média, um minuto no celular em horário de pico custaria US$ 0,71 entre chamadas pelo mesmo operador. Para fazer a comparação, a UIT usou a taxa praticada em São Paulo.


O custo naquele ano era três vezes o que um americano pagava para falar ao celular. Na Espanha, sede da Telefônica, um cidadão paga pelo celular um quinto do que se paga no Brasil.

Para que uma conclusão mais definitiva fosse feita sobre os custos de vida, dezenas de outros aspectos teriam de ser incluídos: da saúde à educação, de aparelhos eletrônicos a custos de lazer, como cinema ou até futebol. Mas o levantamento parcial revela que, ainda que a Europa continue tendo um custo de vida superior ao do Brasil, os dois se aproximam em uma grande velocidade.


Fonte: Estadão

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Brasil será afetado por crise argentina

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Brasil será afetado por crise argentina
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O Brasil não deverá ficar imune à piora da economia da Argentina, independentemente da decisão dos próximos dias - com a declaração da moratória ou com o pagamento dos credores em negociação.

 

Diante da atual fragilidade externa, o governo da Argentina deverá ser obrigado a fazer um superávit comercial mais expressivo, o que tende a impactar a compra de produtos brasileiros. No primeiro semestre, as exportações da Argentina superaram as importações em apenas US$ 3,684 bilhões, uma queda de 28% na comparação com o mesmo período do ano passado. "Qualquer que seja a situação acertada nos próximos dias, a Argentina vai ter de segurar mais as importações", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).


O nó da Argentina e a necessidade de segurar as importações se dá porque as receitas de exportação deverão ser menores. Assim como o Brasil, a Argentina é uma grande exportadora de produtos básicos, como soja e milho, que estão com preços em queda no cenário internacional. A única alternativa, então, seria reduzir a compra dos produtos de outros países. A Argentina é uma das principais compradoras de produtos manufaturados das empresas brasileiras.

 

"Um superávit de US$ 7 bilhões da Argentina não é suficiente para pagar o custo de energia", afirma Castro.


Para o mercado financeiro internacional, uma economia dispõe de boa saúde financeira no comércio exterior quando as reservas são equivalentes a quatro meses de importação. Como a Argentina importou US$ 73 bilhões no ano passado, ela teria de dispor de US$ 24 bilhões. Porém, se o país tiver de pagar os credores que travam a batalha atual, as reservas financeiras recuarão para entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões - sem levar em conta novos pedidos de renegociação.

 

Recessão.

 

A balança comercial brasileira já tem enfrentado problemas por causa da crise Argentina. A economia do país vizinho está em recessão e ele já vem comprando menos do Brasil. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior mostram que a participação argentina nas vendas para o exterior corresponderam a 6,71% (US$ 7,4 bilhões) do total no primeiro semestre, abaixo dos 8,15% (US$ 9,3 bilhões) de 2013. Atualmente, a Argentina é o terceiro país que mais importa do Brasil. Mas está muito próxima da Holanda, responsável por 6,25% das compras.


"O Brasil está sendo afetado pela gestão macroeconômica da Argentina. As restrições que foram impostas para as nossas importações prejudicaram a indústria, em especial a automobilística", diz Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências.

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) estima, por exemplo, que as vendas para os argentinos deverão somar neste ano cerca de US$ 50 milhões. Em 2013, foram exportados US$ 120 milhões. "Recentemente houve uma piora para receber os valores que tínhamos embarcado", afirma Heitor Klein, presidente executivo da Abicalçados.


O setor de máquinas e equipamentos também deve ter um resultado pior nas vendas para a Argentina. Os números da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram uma redução de 23% (de US$ 882,6 milhões para US$ 682,8 milhões) nas exportações para a Argentina entre janeiro e maio deste ano ante o mesmo período de 2013. "Se ocorre um agravamento da situação financeira do País, existe obviamente uma menor demanda por investimento", afirma Klaus Curt Müller, diretor de comércio exterior da Abimaq.

 

Fonte: Estadão

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Confiança da indústria brasileira cai 3,2% em julho, 7ª queda seguida, aponta FGV

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Confiança da indústria brasileira cai 3,2% em julho, 7ª queda seguida, aponta FGV
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SÃO PAULO - O Índice de Confiança da Indústria (ICI) brasileira caiu 3,2% em julho na comparação com o final de junho, registrando a sétima queda seguida, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (29).

Com isso, o indicador foi a 84,4 pontos, menor nível desde abril de 2009 (82,2 pontos), ante 87,2 pontos no mês anterior, quando havia recuado 3,9%.

 

O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 4,8% em julho, para 85,8 pontos, influenciado principalmente pelo indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda.

 

Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,8%, a 82,9 pontos, com destaque para as expectativas quanto à tendência dos negócios nos seis meses seguintes.

 

"O resultado de julho acende uma luz amarela em relação ao terceiro trimestre. Ainda que a diminuição do número de feriados possa influenciar favoravelmente a produção, a demanda continua sendo um fator limitativo a este crescimento", disse Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

 

Ainda segundo a FGV, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada foi a 83,2% em julho, queda de 0,3 ponto percentual sobre junho, atingindo o menor patamar desde outubro de 2009 (82,6%).

 

produção industrial do Brasil recuou 0,6% em maio no terceiro mês seguido no vermelho, marcado mais uma vez pela fraqueza dos investimentos, conforme os números oficiais mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Fonte: Reuters

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De GE a JBS, empresas disputam os bilhões da iluminação pública no País

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De GE a JBS, empresas disputam os bilhões da iluminação pública no País
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Fabricantes de lâmpadas, distribuidoras de energia, investidores da área de infraestrutura e diversas outras empresas estão se preparando para entrar em um negócio novo para muitos deles: a gestão de iluminação pública. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que as prefeituras assumam a gestão desses ativos até 31 de dezembro e muitas devem fazer parcerias com a iniciativa privada - negociação que já está em curso em São Paulo.

 

As empresas querem aproveitar a mudança de gestão para vender projetos de eficiência energética, focados na adoção de tecnologia LED. O potencial de negócios com a troca da lâmpada para o LED nos cerca de 20 milhões de postes do País é estimado em R$ 40 bilhões, cifra que pode se tornar maior com a oferta de novos serviços "agregados" aos postes.


A primeira disputa por esses negócios já começou. A Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para receber propostas para modernizar sua rede de iluminação, de 561 mil postes, e recebeu 11 projetos. A Prefeitura quer que o sistema seja automatizado, capaz de identificar sozinho quando uma lâmpada não funciona e de alterar a intensidade de luz caso necessário.

 

Os estudos de viabilidade econômica são diferentes, mas apontam para investimentos de até R$ 5,5 bilhões e receitas que podem chegar a R$ 23,7 bilhões em 30 anos, segundo as maiores estimativas apresentadas.
Entre as empresas que fizeram propostas estão as fabricantes de lâmpadas General Electric (GE), Philips e Unicoba, a consultoria KPMG, as concessionárias de energia CPFL e AES Eletropaulo, a J&F Infraestrutura (do mesmo grupo do frigorífico JBS) e diversas empresas que prestam serviço de instalação, manutenção e consultoria para o setor elétrico.


O processo está em fase de consulta pública, mas algumas já fecharam parcerias e apresentaram projeções financeiras. A Philips e a AES Eletropaulo, por exemplo, querem entrar juntas no negócio e calculam receita potencial de R$ 8,13 bilhões em 30 anos. A projeção das empresas é investir R$ 2,7 bilhões no período, sendo R$ 1,2 bilhão em troca de lâmpadas.


A maioria das propostas segue um modelo parecido com outras concessões de infraestrutura, como rodovias ou aeroportos - não há referência no Brasil para PPPs de iluminação pública desse porte. Os concessionários investem nos primeiros anos e recuperam esses valores no longo prazo. No estudo do consórcio de GE, Citéluz e Engeform, por exemplo, o investimento se paga em 13 anos.

 

Além de participar da PPP de São Paulo, a GE criou uma divisão para captar projetos de iluminação em várias prefeituras. "Hoje só 2% dos postes têm iluminação LED. Vamos oferecer a solução no País inteiro", disse o presidente da GE Lighting para a América Latina, Rodrigo Martins. Segundo ele, a empresa tem "estudos avançados" para construir uma fábrica de LED no Brasil, que só depende do fechamento de contratos.


A Philips afirma que vai ampliar sua fábrica, em Varginha (MG), se fechar negócios. O argumento das fabricantes de lâmpada é que o LED trará economias de energia de cerca de 50%. Só em São Paulo, a troca gera uma economia de energia capaz de abastecer uma cidade como Florianópolis.


Apesar de apostar na tecnologia, a CFPL Energia ainda vê com ceticismo a transição. "Nem todas as prefeituras terão condições de migrar para o LED neste momento. Cada lâmpada custa cerca de oito vezes o valor da luminária de sódio", disse o diretor de engenharia da CPFL, Paulo Bombassaro. A empresa hoje faz a gestão da rede pública de 500 municípios da área de concessão, serviço que voltará às prefeituras em 2015. "O diferencial desse negócio é o serviço, e não a lâmpada. Vamos disputar todos os contratos de prefeituras que nos convidarem."

 

Serviços adicionais

 

A mudança no sistema de iluminação da capital paulista abre oportunidades de oferta de outros serviços. O consórcio formado por J&F Infraestrutura, Alusa e FM Rodrigues propõe, por exemplo, construir uma rede de fibra óptica para conectar o sistema de iluminação, que pode gerar receitas adicionais de R$ 7,4 bilhões em 30 anos. A proposta também prevê oferta de banda larga e até venda de crédito de carbono.

 

Outros projetos, como os apresentados pela KPMG e pelo consórcio Renova (formado por seis empresas), também preveem a oferta de serviços como recarga de veículos elétricos, monitoramento de tráfego e Wi-Fi grátis em locais públicos por meio dos postes.


A Secretaria de Serviços encerrou a análise das 11 propostas na semana passada e encaminhou a cinco secretários municipais. Após o parecer deles, a Prefeitura vai lançar o edital para a licitação. Aí a disputa pelo contrato começará de fato.

 

Fonte: Estadão

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Modelo alemão de ferrovias inspira Brasil

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Modelo alemão de ferrovias inspira Brasil
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Vinte anos atrás, a Alemanha estava no fundo do poço. Prejuízos bilionários, falta de qualidade e péssima gestão, que marcavam o setor, agora são parte do passado. Não, não se está falando de futebol, e sim de ferrovias, setor em que o país europeu está completando duas décadas de mudanças com motivos para comemorar.

 

A estatal de ferrovias saiu de um prejuízo bilionário –estimado em € 50 bilhões (R$ 150 bilhões) ao ano. Além disso, foram criadas mais de 300 companhias do setor que ajudaram aumentar a utilização das ferrovias, a melhorar o serviço e, principalmente, a baixar preços. As ferrovias alemãs sofriam do mesmo problema do Brasil no início da década de 1990. Davam prejuízo e perdiam ano a ano carga para outros meios de transporte.

 

O governo alemão resolveu então assumir as dívidas da companhia, como no Brasil. Mas a forma de operação escolhida foi diferente. No Brasil, as ferrovias foram concedidas à iniciativa privada, que ganhou o direito de operar com exclusividade em determinadas regiões. Na Alemanha, a mudança foi mais profunda: uma empresa estatal, com capital aberto em Bolsa, foi criada para gerir as linhas férreas e qualquer companhia poderia comprar trens para utilizá-las.

 

"Foi uma grande mudança legislativa porque foi necessário mudar a Constituição", diz Hugo Gratza, secretário de ferrovias do Ministério dos Transportes alemão. A DB (Deutsche Bahn), estatal, foi dividida em cinco empresas para gerenciar e usar as vias férreas. Tornou-se mais eficiente, com melhoria nos tempos de viagem e oferecendo melhores serviços aos passageiros e aos transportadores.

 

Mas, aos poucos, outras empresas foram aparecendo no negócio e hoje elas já têm 25% do mercado ferroviário nacional. Mais ágeis, principalmente no frete, elas conseguem oferecer velocidade na distribuição das mercadorias, o que é essencial no negócio. "A competição é o único caminho para ganhar eficiência e reduzir custos", afirma Gratza.

 

NO BRASIL

 

Desde 2011, o governo brasileiro vem alterando e criando regras específicas para que o modelo nacional passe a ser semelhante ao alemão, com várias empresas competindo no mercado.

As mudanças sofrem resistência dos atuais concessionários, que apontam que isso fere seus contratos. As alterações contam com o apoio de alguns setores produtivos, que hoje têm pouco acesso às ferrovias.

 

REGULAÇÃO

 

O secretário alemão lembra que um passo essencial na implantação desse modelo é criar condições prévias para que as empresas possam competir na utilização das linhas. Um dos aspectos complicados desse tipo de sistema -como diferentes companhias operando dentro das linhas existentes- foi resolvido com uma forte regulação do Estado. Um órgão foi criado para estabelecer regras claras e compatíveis em toda a Europa para o uso das linhas. "As regras são feitas e quem segui-las pode operar.

 

É um desafio porque temos vários países na Europa, com diferentes tipos de ferrovia. Por isso, temos que harmonizar o nosso sistema para que seja eficiente", afirma Gratza, lembrando que são cinco diferentes tipos de eletrificação na Europa, por exemplo. Gratza aponta que, na Alemanha, um fator foi fundamental para que a mudança pudesse dar certo: o investimento público em ferrovias. Segundo ele, o governo alemão continua colocando dinheiro para desenvolver e melhorar a infraestrutura existente. São € 150 mil (cerca de R$ 450 mil) por quilômetro em média ao ano.

 

Fonte: Folha

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Para driblar inflação, consumidor deve manter referência de preços

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Para driblar inflação, consumidor deve manter referência de preços
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Em tempos de inflação acumulada acima da meta e consumidores mais preocupados (a expectativa quanto à alta de preços passou de 7,2% em maio para 7,4% em junho, de acordo com medição da FGV), consultores financeiros sugerem estratégias para driblar a carestia.

Um dos principais problemas é que a inflação tende a matar as referências de preço, diz Nuno Fouto, da FIA (Fundação Instituto de Administração). "Mas é preciso tentar mantê-las e substituir os itens mais caros. Tentar fazer uma substituição com produtos que eventualmente não tenham subido tanto."

Uma das principais recomendações é elaborar um orçamento detalhado, incluindo os itens comprados em supermercados, porque a partir dele é que se podem planejar as ações mais práticas. A primeira providência, ao sair para abastecer a casa, é fazer uma lista, o que torna a compra mais objetiva e evita gastos desnecessários, seja na quantidade, seja na escolha dos produtos.

Outra recomendação é pesquisar, verificando em quais supermercados as marcas que costuma usar estão mais baratas. Mas não vale a pena fazer muitas viagens, pois o custo com combustível ou transporte pode anular a vantagem de achar um produto mais barato.

Se o preço de algum item tiver subido muito, o consumidor pode experimentar trocar por outra marca, desde que a qualidade do produto se mantenha. A dona de casa Rosângela Bosolani da Silva, 45, adota boa parte dessas táticas.
"Faço compras mensais e busco aproveitar promoções semanais em supermercados. Também compro marcas mais baratas, mas não é todo produto que compensa", diz.

Outra medida que pode ser adotada é buscar as redes atacadistas, que costumam ter produtos mais em conta. "É uma boa opção fazer estoque de itens não perecíveis em promoção. Observe a data de validade", diz Álvaro Modernell, diretor da Mais Ativos Educação Financeira.

Se não quiser estoque alto, dá para aproveitar esses preços fazendo grupos com amigos para comprar grandes quantidades, complementa. Ter dinheiro para pagar um produto à vista aumenta o poder de barganha do consumidor, afirma a planejadora financeira Annalisa Dal Zotto. "Um desconto de 10% em um cenário de inflação na casa dos 6% é vantajoso", diz.

Por esse motivo, o orçamento que é base do planejamento deve incluir uma quantia a ser poupada. Em casa, o consumidor pode reduzir o consumo de energia e água. Além de aliviar o orçamento doméstico, a medida também proporciona benefícios ambientais.

Além disso, em tempos de juros altos, só se deve tomar empréstimo se não houver alternativa.

 

PERCEPÇÃO

Nos últimos 12 meses, o IPCA, índice oficial de inflação, ficou em 6,52%, acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%.

Embora a expectativa seja de que a pressão sobre os preços, principalmente de alimentos, caia no segundo semestre, o IPCA em 12 meses deve continuar em nível mais alto até o final do ano. O índice de expectativa de inflação medido pela FGV em junho mostra que 34,1% dos brasileiros estimavam inflação entre 7% e 8% neste ano.

"Se o consumidor percebe que os preços vão subir, segura o ímpeto de consumo, concentrando-se os produtos e serviços de necessidade básica", diz Angelo Polydoro, responsável pelo indicador.

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Viajo ao exterior. Onde aplico R$ 500 por mês?

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Viajo ao exterior. Onde aplico R$ 500 por mês?
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RESPOSTA DO PROFESSOR DA PUC-RIO E CERTIFIED FINANCIAL PLANNER ALEXANDRE CANALINI

 

Uma viagem ao exterior é uma despesa que precisa ser planejada com muita antecedência. Como você só viajará no próximo ano, terá tempo para se preparar e organizar os gastos.

Minha primeira recomendação é que você faça um orçamento com as despesas previstas para a sua viagem. O planejamento deve contemplar despesas com deslocamento, alimentação, lazer, compras e uma pequena margem de 15% para gastos não previstos.

Como seus gastos serão em moeda estrangeira, você deve ficar atento ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que irá pagar. Levar moeda estrangeira para os gastos é mais barato do que usar cartões.
Concluído o orçamento, você saberá quanto irá gastar em moeda estrangeira. Sua próxima preocupação deve ser manter o poder de compra considerando uma possível variação cambial.

Tomaremos como exemplo que sua viagem será para os EUA e seu orçamento mostrou que seus gastos serão de US$ 5.000. Considerando o valor do dólar dos últimos dias, aproximadamente R$ 2,21, você teria um gasto total em reais de R$ 11.050. O maior risco para sua viagem é de o dólar se valorizar frente ao real e você ter um gasto muito superior aos R$ 11.050 previstos.

Se você pudesse colocar o custo integral da sua viagem, no nosso exemplo R$ 11.050,00, em uma aplicação vinculada à variação do dólar, seria uma boa alternativa para ficar imune à variação da moeda estrangeira.
Seria uma operação de proteção que, no mercado financeiro, é chamada de hedge. Fundos cambiais vinculados à variação do dólar são as aplicações que você encontrará com mais facilidade em bancos.

Se você não dispõe do valor integral que gastará na viagem para aplicar, a alternativa será guardar aos poucos. Procure um fundo de investimento que busque acompanhar a variação da moeda estrangeira que você usará na sua viagem.

Não será uma proteção perfeita, mas é uma forma de reduzir o impacto da variação cambial no orçamento da sua viagem.

Fonte: Folha

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