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Brasil será afetado por crise argentina

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Brasil será afetado por crise argentina
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O Brasil não deverá ficar imune à piora da economia da Argentina, independentemente da decisão dos próximos dias - com a declaração da moratória ou com o pagamento dos credores em negociação.

 

Diante da atual fragilidade externa, o governo da Argentina deverá ser obrigado a fazer um superávit comercial mais expressivo, o que tende a impactar a compra de produtos brasileiros. No primeiro semestre, as exportações da Argentina superaram as importações em apenas US$ 3,684 bilhões, uma queda de 28% na comparação com o mesmo período do ano passado. "Qualquer que seja a situação acertada nos próximos dias, a Argentina vai ter de segurar mais as importações", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).


O nó da Argentina e a necessidade de segurar as importações se dá porque as receitas de exportação deverão ser menores. Assim como o Brasil, a Argentina é uma grande exportadora de produtos básicos, como soja e milho, que estão com preços em queda no cenário internacional. A única alternativa, então, seria reduzir a compra dos produtos de outros países. A Argentina é uma das principais compradoras de produtos manufaturados das empresas brasileiras.

 

"Um superávit de US$ 7 bilhões da Argentina não é suficiente para pagar o custo de energia", afirma Castro.


Para o mercado financeiro internacional, uma economia dispõe de boa saúde financeira no comércio exterior quando as reservas são equivalentes a quatro meses de importação. Como a Argentina importou US$ 73 bilhões no ano passado, ela teria de dispor de US$ 24 bilhões. Porém, se o país tiver de pagar os credores que travam a batalha atual, as reservas financeiras recuarão para entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões - sem levar em conta novos pedidos de renegociação.

 

Recessão.

 

A balança comercial brasileira já tem enfrentado problemas por causa da crise Argentina. A economia do país vizinho está em recessão e ele já vem comprando menos do Brasil. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior mostram que a participação argentina nas vendas para o exterior corresponderam a 6,71% (US$ 7,4 bilhões) do total no primeiro semestre, abaixo dos 8,15% (US$ 9,3 bilhões) de 2013. Atualmente, a Argentina é o terceiro país que mais importa do Brasil. Mas está muito próxima da Holanda, responsável por 6,25% das compras.


"O Brasil está sendo afetado pela gestão macroeconômica da Argentina. As restrições que foram impostas para as nossas importações prejudicaram a indústria, em especial a automobilística", diz Gustavo Loyola, ex-presidente do Banco Central e sócio da consultoria Tendências.

 

A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) estima, por exemplo, que as vendas para os argentinos deverão somar neste ano cerca de US$ 50 milhões. Em 2013, foram exportados US$ 120 milhões. "Recentemente houve uma piora para receber os valores que tínhamos embarcado", afirma Heitor Klein, presidente executivo da Abicalçados.


O setor de máquinas e equipamentos também deve ter um resultado pior nas vendas para a Argentina. Os números da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mostram uma redução de 23% (de US$ 882,6 milhões para US$ 682,8 milhões) nas exportações para a Argentina entre janeiro e maio deste ano ante o mesmo período de 2013. "Se ocorre um agravamento da situação financeira do País, existe obviamente uma menor demanda por investimento", afirma Klaus Curt Müller, diretor de comércio exterior da Abimaq.

 

Fonte: Estadão

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Confiança da indústria brasileira cai 3,2% em julho, 7ª queda seguida, aponta FGV

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Confiança da indústria brasileira cai 3,2% em julho, 7ª queda seguida, aponta FGV
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SÃO PAULO - O Índice de Confiança da Indústria (ICI) brasileira caiu 3,2% em julho na comparação com o final de junho, registrando a sétima queda seguida, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira (29).

Com isso, o indicador foi a 84,4 pontos, menor nível desde abril de 2009 (82,2 pontos), ante 87,2 pontos no mês anterior, quando havia recuado 3,9%.

 

O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 4,8% em julho, para 85,8 pontos, influenciado principalmente pelo indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda.

 

Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 1,8%, a 82,9 pontos, com destaque para as expectativas quanto à tendência dos negócios nos seis meses seguintes.

 

"O resultado de julho acende uma luz amarela em relação ao terceiro trimestre. Ainda que a diminuição do número de feriados possa influenciar favoravelmente a produção, a demanda continua sendo um fator limitativo a este crescimento", disse Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto de Ciclos Econômicos da FGV/IBRE.

 

Ainda segundo a FGV, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada foi a 83,2% em julho, queda de 0,3 ponto percentual sobre junho, atingindo o menor patamar desde outubro de 2009 (82,6%).

 

produção industrial do Brasil recuou 0,6% em maio no terceiro mês seguido no vermelho, marcado mais uma vez pela fraqueza dos investimentos, conforme os números oficiais mais recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Fonte: Reuters

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De GE a JBS, empresas disputam os bilhões da iluminação pública no País

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De GE a JBS, empresas disputam os bilhões da iluminação pública no País
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Fabricantes de lâmpadas, distribuidoras de energia, investidores da área de infraestrutura e diversas outras empresas estão se preparando para entrar em um negócio novo para muitos deles: a gestão de iluminação pública. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) determinou que as prefeituras assumam a gestão desses ativos até 31 de dezembro e muitas devem fazer parcerias com a iniciativa privada - negociação que já está em curso em São Paulo.

 

As empresas querem aproveitar a mudança de gestão para vender projetos de eficiência energética, focados na adoção de tecnologia LED. O potencial de negócios com a troca da lâmpada para o LED nos cerca de 20 milhões de postes do País é estimado em R$ 40 bilhões, cifra que pode se tornar maior com a oferta de novos serviços "agregados" aos postes.


A primeira disputa por esses negócios já começou. A Prefeitura de São Paulo abriu consulta pública para receber propostas para modernizar sua rede de iluminação, de 561 mil postes, e recebeu 11 projetos. A Prefeitura quer que o sistema seja automatizado, capaz de identificar sozinho quando uma lâmpada não funciona e de alterar a intensidade de luz caso necessário.

 

Os estudos de viabilidade econômica são diferentes, mas apontam para investimentos de até R$ 5,5 bilhões e receitas que podem chegar a R$ 23,7 bilhões em 30 anos, segundo as maiores estimativas apresentadas.
Entre as empresas que fizeram propostas estão as fabricantes de lâmpadas General Electric (GE), Philips e Unicoba, a consultoria KPMG, as concessionárias de energia CPFL e AES Eletropaulo, a J&F Infraestrutura (do mesmo grupo do frigorífico JBS) e diversas empresas que prestam serviço de instalação, manutenção e consultoria para o setor elétrico.


O processo está em fase de consulta pública, mas algumas já fecharam parcerias e apresentaram projeções financeiras. A Philips e a AES Eletropaulo, por exemplo, querem entrar juntas no negócio e calculam receita potencial de R$ 8,13 bilhões em 30 anos. A projeção das empresas é investir R$ 2,7 bilhões no período, sendo R$ 1,2 bilhão em troca de lâmpadas.


A maioria das propostas segue um modelo parecido com outras concessões de infraestrutura, como rodovias ou aeroportos - não há referência no Brasil para PPPs de iluminação pública desse porte. Os concessionários investem nos primeiros anos e recuperam esses valores no longo prazo. No estudo do consórcio de GE, Citéluz e Engeform, por exemplo, o investimento se paga em 13 anos.

 

Além de participar da PPP de São Paulo, a GE criou uma divisão para captar projetos de iluminação em várias prefeituras. "Hoje só 2% dos postes têm iluminação LED. Vamos oferecer a solução no País inteiro", disse o presidente da GE Lighting para a América Latina, Rodrigo Martins. Segundo ele, a empresa tem "estudos avançados" para construir uma fábrica de LED no Brasil, que só depende do fechamento de contratos.


A Philips afirma que vai ampliar sua fábrica, em Varginha (MG), se fechar negócios. O argumento das fabricantes de lâmpada é que o LED trará economias de energia de cerca de 50%. Só em São Paulo, a troca gera uma economia de energia capaz de abastecer uma cidade como Florianópolis.


Apesar de apostar na tecnologia, a CFPL Energia ainda vê com ceticismo a transição. "Nem todas as prefeituras terão condições de migrar para o LED neste momento. Cada lâmpada custa cerca de oito vezes o valor da luminária de sódio", disse o diretor de engenharia da CPFL, Paulo Bombassaro. A empresa hoje faz a gestão da rede pública de 500 municípios da área de concessão, serviço que voltará às prefeituras em 2015. "O diferencial desse negócio é o serviço, e não a lâmpada. Vamos disputar todos os contratos de prefeituras que nos convidarem."

 

Serviços adicionais

 

A mudança no sistema de iluminação da capital paulista abre oportunidades de oferta de outros serviços. O consórcio formado por J&F Infraestrutura, Alusa e FM Rodrigues propõe, por exemplo, construir uma rede de fibra óptica para conectar o sistema de iluminação, que pode gerar receitas adicionais de R$ 7,4 bilhões em 30 anos. A proposta também prevê oferta de banda larga e até venda de crédito de carbono.

 

Outros projetos, como os apresentados pela KPMG e pelo consórcio Renova (formado por seis empresas), também preveem a oferta de serviços como recarga de veículos elétricos, monitoramento de tráfego e Wi-Fi grátis em locais públicos por meio dos postes.


A Secretaria de Serviços encerrou a análise das 11 propostas na semana passada e encaminhou a cinco secretários municipais. Após o parecer deles, a Prefeitura vai lançar o edital para a licitação. Aí a disputa pelo contrato começará de fato.

 

Fonte: Estadão

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Modelo alemão de ferrovias inspira Brasil

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Modelo alemão de ferrovias inspira Brasil
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Vinte anos atrás, a Alemanha estava no fundo do poço. Prejuízos bilionários, falta de qualidade e péssima gestão, que marcavam o setor, agora são parte do passado. Não, não se está falando de futebol, e sim de ferrovias, setor em que o país europeu está completando duas décadas de mudanças com motivos para comemorar.

 

A estatal de ferrovias saiu de um prejuízo bilionário –estimado em € 50 bilhões (R$ 150 bilhões) ao ano. Além disso, foram criadas mais de 300 companhias do setor que ajudaram aumentar a utilização das ferrovias, a melhorar o serviço e, principalmente, a baixar preços. As ferrovias alemãs sofriam do mesmo problema do Brasil no início da década de 1990. Davam prejuízo e perdiam ano a ano carga para outros meios de transporte.

 

O governo alemão resolveu então assumir as dívidas da companhia, como no Brasil. Mas a forma de operação escolhida foi diferente. No Brasil, as ferrovias foram concedidas à iniciativa privada, que ganhou o direito de operar com exclusividade em determinadas regiões. Na Alemanha, a mudança foi mais profunda: uma empresa estatal, com capital aberto em Bolsa, foi criada para gerir as linhas férreas e qualquer companhia poderia comprar trens para utilizá-las.

 

"Foi uma grande mudança legislativa porque foi necessário mudar a Constituição", diz Hugo Gratza, secretário de ferrovias do Ministério dos Transportes alemão. A DB (Deutsche Bahn), estatal, foi dividida em cinco empresas para gerenciar e usar as vias férreas. Tornou-se mais eficiente, com melhoria nos tempos de viagem e oferecendo melhores serviços aos passageiros e aos transportadores.

 

Mas, aos poucos, outras empresas foram aparecendo no negócio e hoje elas já têm 25% do mercado ferroviário nacional. Mais ágeis, principalmente no frete, elas conseguem oferecer velocidade na distribuição das mercadorias, o que é essencial no negócio. "A competição é o único caminho para ganhar eficiência e reduzir custos", afirma Gratza.

 

NO BRASIL

 

Desde 2011, o governo brasileiro vem alterando e criando regras específicas para que o modelo nacional passe a ser semelhante ao alemão, com várias empresas competindo no mercado.

As mudanças sofrem resistência dos atuais concessionários, que apontam que isso fere seus contratos. As alterações contam com o apoio de alguns setores produtivos, que hoje têm pouco acesso às ferrovias.

 

REGULAÇÃO

 

O secretário alemão lembra que um passo essencial na implantação desse modelo é criar condições prévias para que as empresas possam competir na utilização das linhas. Um dos aspectos complicados desse tipo de sistema -como diferentes companhias operando dentro das linhas existentes- foi resolvido com uma forte regulação do Estado. Um órgão foi criado para estabelecer regras claras e compatíveis em toda a Europa para o uso das linhas. "As regras são feitas e quem segui-las pode operar.

 

É um desafio porque temos vários países na Europa, com diferentes tipos de ferrovia. Por isso, temos que harmonizar o nosso sistema para que seja eficiente", afirma Gratza, lembrando que são cinco diferentes tipos de eletrificação na Europa, por exemplo. Gratza aponta que, na Alemanha, um fator foi fundamental para que a mudança pudesse dar certo: o investimento público em ferrovias. Segundo ele, o governo alemão continua colocando dinheiro para desenvolver e melhorar a infraestrutura existente. São € 150 mil (cerca de R$ 450 mil) por quilômetro em média ao ano.

 

Fonte: Folha

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Para driblar inflação, consumidor deve manter referência de preços

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Para driblar inflação, consumidor deve manter referência de preços
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Em tempos de inflação acumulada acima da meta e consumidores mais preocupados (a expectativa quanto à alta de preços passou de 7,2% em maio para 7,4% em junho, de acordo com medição da FGV), consultores financeiros sugerem estratégias para driblar a carestia.

Um dos principais problemas é que a inflação tende a matar as referências de preço, diz Nuno Fouto, da FIA (Fundação Instituto de Administração). "Mas é preciso tentar mantê-las e substituir os itens mais caros. Tentar fazer uma substituição com produtos que eventualmente não tenham subido tanto."

Uma das principais recomendações é elaborar um orçamento detalhado, incluindo os itens comprados em supermercados, porque a partir dele é que se podem planejar as ações mais práticas. A primeira providência, ao sair para abastecer a casa, é fazer uma lista, o que torna a compra mais objetiva e evita gastos desnecessários, seja na quantidade, seja na escolha dos produtos.

Outra recomendação é pesquisar, verificando em quais supermercados as marcas que costuma usar estão mais baratas. Mas não vale a pena fazer muitas viagens, pois o custo com combustível ou transporte pode anular a vantagem de achar um produto mais barato.

Se o preço de algum item tiver subido muito, o consumidor pode experimentar trocar por outra marca, desde que a qualidade do produto se mantenha. A dona de casa Rosângela Bosolani da Silva, 45, adota boa parte dessas táticas.
"Faço compras mensais e busco aproveitar promoções semanais em supermercados. Também compro marcas mais baratas, mas não é todo produto que compensa", diz.

Outra medida que pode ser adotada é buscar as redes atacadistas, que costumam ter produtos mais em conta. "É uma boa opção fazer estoque de itens não perecíveis em promoção. Observe a data de validade", diz Álvaro Modernell, diretor da Mais Ativos Educação Financeira.

Se não quiser estoque alto, dá para aproveitar esses preços fazendo grupos com amigos para comprar grandes quantidades, complementa. Ter dinheiro para pagar um produto à vista aumenta o poder de barganha do consumidor, afirma a planejadora financeira Annalisa Dal Zotto. "Um desconto de 10% em um cenário de inflação na casa dos 6% é vantajoso", diz.

Por esse motivo, o orçamento que é base do planejamento deve incluir uma quantia a ser poupada. Em casa, o consumidor pode reduzir o consumo de energia e água. Além de aliviar o orçamento doméstico, a medida também proporciona benefícios ambientais.

Além disso, em tempos de juros altos, só se deve tomar empréstimo se não houver alternativa.

 

PERCEPÇÃO

Nos últimos 12 meses, o IPCA, índice oficial de inflação, ficou em 6,52%, acima do teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%.

Embora a expectativa seja de que a pressão sobre os preços, principalmente de alimentos, caia no segundo semestre, o IPCA em 12 meses deve continuar em nível mais alto até o final do ano. O índice de expectativa de inflação medido pela FGV em junho mostra que 34,1% dos brasileiros estimavam inflação entre 7% e 8% neste ano.

"Se o consumidor percebe que os preços vão subir, segura o ímpeto de consumo, concentrando-se os produtos e serviços de necessidade básica", diz Angelo Polydoro, responsável pelo indicador.

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Viajo ao exterior. Onde aplico R$ 500 por mês?

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Viajo ao exterior. Onde aplico R$ 500 por mês?
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RESPOSTA DO PROFESSOR DA PUC-RIO E CERTIFIED FINANCIAL PLANNER ALEXANDRE CANALINI

 

Uma viagem ao exterior é uma despesa que precisa ser planejada com muita antecedência. Como você só viajará no próximo ano, terá tempo para se preparar e organizar os gastos.

Minha primeira recomendação é que você faça um orçamento com as despesas previstas para a sua viagem. O planejamento deve contemplar despesas com deslocamento, alimentação, lazer, compras e uma pequena margem de 15% para gastos não previstos.

Como seus gastos serão em moeda estrangeira, você deve ficar atento ao IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) que irá pagar. Levar moeda estrangeira para os gastos é mais barato do que usar cartões.
Concluído o orçamento, você saberá quanto irá gastar em moeda estrangeira. Sua próxima preocupação deve ser manter o poder de compra considerando uma possível variação cambial.

Tomaremos como exemplo que sua viagem será para os EUA e seu orçamento mostrou que seus gastos serão de US$ 5.000. Considerando o valor do dólar dos últimos dias, aproximadamente R$ 2,21, você teria um gasto total em reais de R$ 11.050. O maior risco para sua viagem é de o dólar se valorizar frente ao real e você ter um gasto muito superior aos R$ 11.050 previstos.

Se você pudesse colocar o custo integral da sua viagem, no nosso exemplo R$ 11.050,00, em uma aplicação vinculada à variação do dólar, seria uma boa alternativa para ficar imune à variação da moeda estrangeira.
Seria uma operação de proteção que, no mercado financeiro, é chamada de hedge. Fundos cambiais vinculados à variação do dólar são as aplicações que você encontrará com mais facilidade em bancos.

Se você não dispõe do valor integral que gastará na viagem para aplicar, a alternativa será guardar aos poucos. Procure um fundo de investimento que busque acompanhar a variação da moeda estrangeira que você usará na sua viagem.

Não será uma proteção perfeita, mas é uma forma de reduzir o impacto da variação cambial no orçamento da sua viagem.

Fonte: Folha

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Petrobrás está sob pressão para elevar produção

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Petrobrás está sob pressão para elevar produção
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Com alto endividamento, sem capitalização ou reajuste de preços, a Petrobrás enfrenta seu momento de maior pressão por ganhos de produção, tida como a única saída para aliviar seu caixa. A meta repetida como um mantra dentro da empresa é crescer 7,5% neste ano. Passado cinco meses, contudo, a média não passa de 0,1% no período.

Mantido o ritmo, a Petrobrás só alcançaria o volume projetado - e imprescindível para seu plano de negócios - em 2019.Uma cena prosaica descrita pela presidente da estatal, Graça Foster, retrata como uma das 20 mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista Forbes, sente o peso de sua posição.

De seu apartamento na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, a executiva observa um morador de rua dormindo, alta madrugada, sobre a calçada. "Eu, com aquela cama boa, não consigo dormir. É a responsabilidade." Atrás da sua mesa, na cobertura do edifício sede, um imenso painel atualiza os dados de produção da companhia.

Os cálculos que tiram o sono da executiva indicam que nos últimos três anos, no governo Dilma, a média da produção é de queda de 1,5%, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). "Ainda que seja alcançada, a meta só retoma o nível de 2010.

Minha percepção é que a empresa não cresce mais do que 5% e já pode soltar foguete", avalia o diretor do CBIE, Adriano Pires, também consultor da candidatura presidencial tucana. "Mais é inviável, a performance é muito ruim." A queda nos últimos anos decorre de paradas de manutenção das plataformas, associada a um declínio nos campos maduros acima do previsto pela empresa.

A situação é mais crítica na Bacia de Campos, que responde por 80% da produção do País. Segundo o diretor de exploração e produção da companhia, José Formigli, o declínio chega a 200 mil barris por dia, em média. Na opinião do professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Edmar de Almeida, a empresa foi "negligente" com as áreas maduras ao não prever a real dimensão da queda na produtividade. Almeida avalia que crescer é "factível", mas não é a principal questão da empresa.

"O que alivia o caixa é reajuste. Antes das eleições, isso dificilmente vai acontecer, mas depois, o governo deve discutir o alinhamento. Desde 2011, os preços aqui se distanciam do valor internacional." Para o professor, a meta estabelecida tem efeito "simbólico". "O aumento de produção é importante para dar confiança ao mercado, a empresa está sob escrutínio do mundo.

"Um exemplo foi o evento da última terça-feira, cinco dias antes do início da campanha eleitoral, para marcar a produção de 520 mil barris por dia no pré-sal, parte em poços de outras empresas. "Essa marca é natural do desenvolvimento das áreas. Se toda marca houver essa enorme propaganda, vira extravagância, um ufanismo sem fundamento", avalia o ex-diretor da estatal e consultor Wagner Freire. "O que deveria ser feito é o óbvio, vender combustível a preço de mercado. Ela tem assumido compromissos sem ter recursos para projetos já em curso. É lamentável." 

Alternativas.

A pressão pelo crescimento também parte do mercado. Relatório do Itaú BBA diz que há "incerteza" sobre se a Petrobrás "será efetivamente capaz de transformar esses barris em adição líquida à sua produção". Para o analista Pedro Galdi, da corretora SLW, a empresa não tem escolha. "Ela só tem essa saída: aumentar de forma rápida a produção de petróleo de baixo custo. Assim, exporta mais e alivia o caixa.

"A essa altura, para alcançar o volume projetado para este ano, é necessário adicionar uma média de 48 mil barris por dia até dezembro - uma média de crescimento de 2,45% ao mês. Em maio, segundo a Petrobrás, houve alta de 2,2% puxada pelo início da operação da plataforma P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos. A operação ainda está abaixo da capacidade. 

Outra unidade prevista para este ano, a P-61, também em Campos, teve o primeiro óleo adiado para o segundo semestre. Em abril, a P-62 sofreu com atrasos por problemas nas vistorias e licenciamentos. "Esse atraso já faz parte da rotina da empresa. Não há problema estrutural no curto prazo", avalia o professor Edmar de Almeida, da UFRJ. "Acelerar a entrada das unidades gera uma pressão sobre procedimentos. Se forçar demais, o risco é altíssimo. Se houver qualquer derramamento ou acidente o impacto é muito pior que um atraso".

Fonte: Estadão

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Empresas não conseguem pagar a conta de luz e param de produzir

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Empresas não conseguem pagar a conta de luz e param de produzir
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O elevado preço da eletricidade no mercado à vista, por causa do baixo nível dos reservatórios, tem criado uma série de distorções no setor elétrico e na economia. Para algumas empresas, que tinham contrato de suprimento de eletricidade direto com as geradoras, ficou mais lucrativo deixar de produzir, importar o produto e vender a energia no mercado à vista. Por outro lado, há companhias que não aguentaram o custo alto da conta, ficaram inadimplentes e tiveram a energia cortada.

Numa situação normal, com reservatórios cheios e chuvas na média, o preço do mercado à vista, também chamado de PLD, pode ficar meses abaixo dos R$ 100 o MWh. Em janeiro de 2012, por exemplo, estava em R$ 12. Mas quando há um stress no clima e o volume de chuva fica abaixo do esperado, o preço explode. Em quase todo o primeiro semestre deste ano, o PLD, ficou em R$ 822 o MWh, o limite máximo estabelecido. Nas últimas semanas, o preço recuou um pouco - para entre R$ 356 e R$ 547 -, mas continua em patamar alto
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Com esse preço, empresas que tinham energia comprada em contratos de longo prazo, por menos de R$ 100, fecharam as portas e embolsaram o valor do PLD, vendendo a energia no mercado à vista.

No primeiro semestre, por exemplo, a diferença foi de R$ 722 por MWh. Segundo fontes, várias unidades do setor de ferro-ligas preferiram reduzir a produção e receber pela energia não consumida.No setor de alumínio, a história foi diferente, mas com resultado semelhante. Com os altos custos do País e o enorme estoque mundial, as empresas fecharam linhas de produção e reduziram o volume fabricado.

 

Para abastecer o mercado interno, que continua em alta, o setor teve de importar alumínio. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, de janeiro a maio, as importações de alumínio bruto cresceram 888% em relação a igual período de 2013. O mesmo ocorreu com ligas de alumínio, com avanço de 193%. Nesse mesmo período, a produção caiu 16,1%. “Desde 2010, estamos avisando que o preço da energia está muito alto para produzir no Brasil”, diz o presidente da Associação Brasileira do Alumínio (Abal), Adjarma Azevedo.

Dos 28% de queda na conta de luz, promovida pela MP 579, que renovou as concessões de geração e transmissão de eletricidade, a indústria de alumínio só conseguiu 5,6%. Consequentemente, ao reduzir a produção, sobrou energia para essas empresas, que lucraram com o preço alto.

O PLD também baliza o preço da energia negociada nos contratos bilaterais de longo prazo. Hoje, quem quiser comprar energia por um ano a partir de 2015 terá de pagar mais de R$ 300 o MWh. O problema é que muitas empresas tinham contratos de dez anos, por exemplo, vencendo este ano, com custo de R$ 60 o MWh.

Com a explosão dos preços, elas ficaram sem contratos e sem condição de pagar a nova conta de luz com base no PLD. Até este mês, oito empresas foram desligadas da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) este ano por descumprimento de obrigações. Em 2013, foram 19. Há ainda aquelas que continuam no mercado por decisão judicial, como é o caso da indústria têxtil Teka.

PARA ENTENDER

CCEE funciona como bolsa

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) viabiliza a compra e venda de eletricidade no mercado de energia brasileiro. A CCEE faz a contabilização e a liquidação financeira das operações no mercado de curto prazo. As regras e os procedimentos de comercialização na CCEE são aprovados pela Aneel.


Fonte: Estadão

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Chineses usam feira para avançar no país

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Chineses usam feira para avançar no país
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O mercado brasileiro tornou-se uma das maiores apostas dos produtores chineses no exterior, para desespero da indústria nacional, que reclama da invasão de importados -em especial do país asiático.

No ano passado, as mercadorias produzidas na China representaram 15,6% das importações brasileiras, um recorde histórico e mais que o triplo de dez anos antes.

O país tornou-se o principal fornecedor de produtos estrangeiros para o Brasil, e os chineses não querem correr o risco de perder esse filão.
Em julho, trarão ao Brasil duas feiras de negócios com foco em equipamentos elétricos, máquinas e autopeças.
Serão 435 fornecedores e mais de 2.500 produtos, que serão exibidos em São Paulo. Haverá ainda expositores de móveis, têxteis e iluminação.

Dentre os Brics, grupo de economias emergentes que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, os chineses consideram o Brasil o país mais promissor para o aumento de suas exportações nesses segmentos.

"Há ainda muito espaço para ser ocupado. As exportações da China para o Brasil estão crescendo. Isso significa que alguém está comprando aqui, que existe demanda", diz Binu Pillai, empresário indiano responsável pelas feiras, que são itinerantes e já passaram por sete países.

A intenção é ampliar a fatia dos chineses aqui e fugir do estereótipo de que o "made in China" não tem qualidade e design próprio.

"Não estamos falando de produtos baratos. Existe um estigma de que negócio da China é barato. Essa não é uma feira de consumo, é de negócios, para quem entende do assunto", diz Anselmo Carvalho, responsável por trazer os eventos ao país.

 

DESCONFIANÇA

A indústria nacional vê o movimento com desconfiança. Feiras com objetivos similares organizadas anteriormente não tiveram sucesso de público, afirma José Velloso, presidente-executivo da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos).

Segundo ele, falta confiança na qualidade dos produtos. "Se fosse uma feira alemã ou suíça, acreditaria [na qualidade]. Mas chinesa, não. O chinês se diferencia única e exclusivamente pelo preço. Não por tecnologia e inovação do produto", diz.

O setor que Velloso representa vem sendo fortemente atacado pela invasão de produtos chineses.
Hoje, apenas 30% do maquinário comprado pelos brasileiros vem da indústria nacional e, entre os importados, os chineses são os que mais avançaram nos últimos anos.

Atualmente, perdem para os Estados Unidos, mas a diferença nunca foi tão pequena. Se em 2007 tinham 8% do mercado, hoje detêm 20%, ante 25% dos americanos.

 

"A indústria nacional vive uma crise. Então, o industrial brasileiro quando precisa comprar uma máquina nova, acaba comprando o chinês, que é muito mais barato", afirma Velloso.
Os chineses contam com a demanda interna para fechar negócios e levar os brasileiros a gastar um pouco mais com o produto feito na Ásia.

"O fato é que a China produz para o mundo inteiro. Muitos produtos, mesmo aqueles vindos dos EUA, como os iPhones, são produzidos na China. Alguns empresários tiveram experiências ruins em negócios com a China, eu concordo, mas essa percepção não é a realidade", afirma Pillai.

A expectativa é que 6.000 potenciais compradores circulem pelos estandes das feiras e que sejam fechados contratos de US$ 800 milhões nos três dias de evento.


Fonte: Folha

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Estabilização trazida pelo Plano Real alonga prazo de aplicações

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Estabilização trazida pelo Plano Real alonga prazo de aplicações
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A estabilização da economia trazida pelo Plano Real provocou transformações na forma de investir. O controle da inflação permitiu que o horizonte de investimento ficasse mais longo, as aplicações pagassem juros "menores" e o investidor tivesse mais opções para diversificar, além de acesso a crédito.

E justamente a inflação é apontada como a principal responsável pelas mudanças. Antes, o investidor buscava basicamente proteger seu poder de compra, diante de uma inflação que chegou a acumular, em junho de 1994, alta de 4.922% em 12 meses. "Quem recebia o salário procurava colocar o dinheiro na poupança ou então consumir o quanto antes. Por isso se viam filas enormes no supermercado. Caso contrário, o dinheiro derreteria na sua mão", diz Jurandir Macedo, professor da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e consultor de finanças pessoais do Itaú.

Outra estratégia comum à época era guardar dólares em uma tentativa de manter o poder de compra. "O dólar era e ainda é considerado um investimento seguro, pois o risco de calote da principal economia do mundo [os EUA] é baixo", afirma Simão Silber, professor da FEA-USP. OVERNIGHT Para minimizar as perdas provocadas pelo aumento de preços, os investidores deixavam o dinheiro em aplicações com correção diária, remuneradas pela taxa de juros 'overnight' –mesas de gerentes de banco tinham até listas com a conta e o valor a ser aplicado, de tão comum.

Investimentos atrelados às ORTN (Obrigações Reajustáveis do Tesouro Nacional), que deram lugar às OTN (Obrigações do Tesouro Nacional) e aos BTN (Bônus do Tesouro Nacional), que tentavam corrigir a inflação, também eram comuns. Além de investimentos, os índices indexavam contratos. A estabilização econômica ampliou o horizonte de tempo para os investidores.

"Antes do real sempre se privilegiou o curtíssimo prazo", diz Silvio Paixão, professor de economia da Fipecafi, fundação de pesquisa. Com inflação menor, o mercado passou a desenhar produtos com prazo mais estendido e remuneração mais condizente à nova realidade, principalmente após a ofensiva do governo contra os spreads bancários, que forçou redução dos juros após sucessivos cortes da taxa básica da economia (Selic).

JUROS MAIS BAIXOS

Juros nominais -sem descontar a inflação- altíssimos deram lugar a uma remuneração de dois dígitos, lembra Michael Viriato, professor do Insper, instituto de ensino. Isso fez com que as pessoas tivessem que procurar alternativas mais rentáveis, afirma.

"O desenvolvimento do mercado financeiro proporcionou a entrada de uma série de recursos que naquela época não existiam. Houve uma educação financeira da população de uma forma generalizada", diz. Outro mercado que se desenvolveu foi o de crédito, que ficou mais acessível e com linhas mais longas.

Em um cenário de inflação elevada não é possível trabalhar com taxas prefixadas, como ocorre hoje. No mês seguinte os juros já estarão desatualizados e o credor pode ter perdas em relação à inflação. Mas uma coisa não mudou: hoje, como antes, a caderneta de poupança é a aplicação preferida dos brasileiros.

Fonte: Folha

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Após alta da Bolsa, comprar ações requer mais cautela

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Após alta da Bolsa, comprar ações requer mais cautela
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Depois de subir 21,5% desde o seu pior momento neste ano, em março, a Bolsa brasileira passou a ser avaliada como cara pelos gestores de investimentos, com poucas chances de ganhos adicionais em um cenário de menor crescimento econômico e de mais turbulência eleitoral.

"A Bolsa subiu e a economia emburacou", afirma Marcos Peixoto, gestor de renda variável da XP Gestão.

Um dos indicadores mais usados, que denota a perda de atratividade da Bolsa ante o retorno que pode proporcionar ao investidor, é o P/L (preço médio das ações das empresas que compõem o Ibovespa, proporcionalmente, dividido por seu lucro).

Segundo Peixoto, esse indicador da Bolsa brasileira costuma oscilar entre 8 e 12. Atualmente está em 11, o que revela que os ativos brasileiros ficaram caros para uma previsão de retorno modesta.

Para José Eduardo Martins, sócio do private bank suíço Julius Baer/GPS, a Bolsa esteve mais atrativa no início do ano. "A economia continua desacelerando, com custos em alta, incertezas macroeconômicas e margens [de lucro das empresas] sob pressão", diz.

A perspectiva de menor crescimento neste ano e em 2015 ganhou força desde a divulgação do PIB do primeiro trimestre, que mostrou uma expansão pequena —de 0,2% ante os últimos três meses de 2013. A previsão dos analistas é que o país crescerá menos em 2014 (1,2%), o que limita os lucros das empresas.

Esse foi um dos motivos que levou Andrew Campbell, estrategista-chefe da corretora do Credit Suisse, a sugerir a clientes manter a exposição à Bolsa do Brasil, de acordo com o tamanho do país.

"No início do ano recomendamos o aumento da exposição a Brasil, o que foi considerado polêmico", diz.

Naquele momento, a expectativa era que o dólar disparasse, na esteira da recuperação dos EUA. Isso provocou uma queda das ações no Brasil, o que favorecia a compra.

 

Mas a economia dos EUA se recupera devagar, fazendo investidores voltarem aos emergentes, inflando as Bolsas.

"Agora, o preço subiu e voltou à média histórica, mas a perspectiva de resultado das empresas, não", afirma.

 

ELEIÇÃO

Para Peixoto, a alta da Bolsa brasileira também se deveu à corrida eleitoral.

O avanço da oposição nas pesquisas fez investidores valorizarem ações de estatais, como Petrobras. O papel preferencial da empresa, que já valeu R$ 13, em março, chegou a R$ 18 na sexta-feira.

Em um cenário volátil, com a reação de investidores a cada pesquisa eleitoral, a recomendação de Campbell e de Peixoto é investir em ações de empresas com chances de ganho além das urnas.

Os setores sugeridos são financeiro, educacional e construção para a baixa renda.

 

Peixoto afirma que há possibilidade de ganho nas ações sensíveis às eleições. Mas é preciso muita atenção ao mercado. "Não recomendo a pessoas físicas", diz.

A voz dissonante é a de Raphael Juan, gestor da BBT Asset, que ainda acredita na valorização dos papéis brasileiros. Ele afirma que as ações continuam desvalorizadas em relação a emergentes como Colômbia e México.

"É um caso binário: se a oposição vencer, a Bolsa está barata porque o cenário é melhor para as empresas, para fazer negócios. Se ficar como está, a Bolsa já está cara", resume Frederico Sampaio, da gestora de investimentos Franklin Templeton.

Fonte: Folha

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Abono para quem ganha até 2 salários mínimos começa a ser pago em julho

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Abono para quem ganha até 2 salários mínimos começa a ser pago em julho
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Os trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos terão um dinheiro extra a partir de julho. O Diário Oficial da União publicou nesta segunda-feira (23) o cronograma de pagamento do abono do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep).

 

Quem não retirar o dinheiro até 30 de junho de 2015 perde o benefício. Têm direito a receber o abono os empregados cadastrados no PIS-Pasep há pelo menos cinco anos que tenham recebido, em média, até dois salários mínimos nos meses trabalhados. Para sacar, o trabalhador deve apresentar carteira de identidade, carteira de trabalho ou o cartão do PIS-Pasep.

 

Os empregados da iniciativa privada que fazem aniversário em julho, agosto e setembro começam a receber o PIS mês que vem. O pagamento será feito nos dias 15, 22 e 31 de julho, respectivamente. Para os nascidos em outubro, novembro e dezembro, o abono será pago em 14, 21 e 28 de agosto.

Quem nasceu em janeiro, fevereiro e março receberá em 16, 23 e 30 de setembro. O quarto lote, para quem faz aniversário em abril, maio e junho, será pago em 14, 21 e 31 de outubro. O abono, que vale um salário mínimo, poderá ser sacado nas agências da Caixa Econômica Federal.

Os correntistas da Caixa terão uma vantagem. O benefício será depositado na conta-corrente em 15 de julho (para os nascidos em julho, agosto e setembro), 14 de agosto (nascidos em outubro, novembro e dezembro), 16 de setembro (nascidos em janeiro, fevereiro e março) e 14 de outubro (nascidos em abril, maio e junho).

Pago apenas aos servidores públicos concursados, o Pasep poderá ser sacado nas agências do Banco do Brasil. O pagamento será feito em 15 de julho para os beneficiários com final de inscrição 0 e 1, 14 de agosto (finais 2 e 3), 16 de setembro (finais 4 e 5) e 14 de outubro (finais 6, 7, 8 e 9). Os clientes do banco terão o benefício depositado automaticamente.

 

Fonte: Uol

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Analistas derrubam previsão para o PIB pela terceira semana seguida

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Analistas derrubam previsão para o PIB pela terceira semana seguida
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Os analistas pioraram pela terceira semana seguida a perspectiva de crescimento da economia brasileira em 2014 após novos sinais de fraqueza da atividade, mantendo a expectativa de que o Banco Central não voltará a elevar a Selic, a taxa básica de juros, neste ano.

A pesquisa Focus do BC, feita com economistas de cerca de cem instituições financeiras, apontou nesta semana que a expectativa para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) neste ano agora é de 1,24%, contra 1,44% na semana anterior.

Há um mês, a projeção estava em 1,62%. A expectativa para 2015 também se deteriorou e a mediana passou de 1,80% para 1,73% de expansão.

Em mais um sinal de dificuldade da atividade econômica brasileira em se recuperar após o resultado ruim do primeiro trimestre, as vendas no varejo recuaram 0,4% em abril sobre março, apontando que a fraqueza do consumo se estendeu para o início do segundo trimestre.

Mesmo com o avanço da concessão de crédito –que impulsionou a venda de veículos–, o varejo ampliado, que inclui automóveis e material de construção, ficou aquém do previsto e subiu 1,6%.

Com isso, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) subiuapenas 0,12% no mês, mostrando atividade econômica fraca no início do segundo trimestre, em um cenário de inflação alta e confiança estremecida.

Com a mesma expectativa de economia andando de lado, o Banco Mundial reduziu de 2,4% para 1,5% a projeção de crescimento da economia brasileira este ano.

Os economistas consultados no Focus também pioraram pela terceira vez seguida a estimativa de expansão da indústria em 2014, projetando agora crescimento de apenas 0,51%, quase metade do previsto na semana anterior (0,96%).

Para 2015, a projeção seguiu em ampliação de 2,25%.

INFLAÇÃO

Em relação à inflação, no Focus os economistas ajustaram a projeção para o IPCA este ano a 6,46%, 0,01 ponto percentual a menos que antes. Nos próximos 12 meses, a estimativa passou a 5,91%, frente a 6,01% anteriormente.

Já o Top 5 de médio prazo, com as instituições que mais acertam as projeções, manteve a perspectiva de que o IPCA terminará 2014 com uma alta de 6,30%.

Em maio, o IPCA desacelerou a alta a 0,46% ante o mês anterior e chegou em 12 meses a 6,37%.

Agora, os analistas esperam a divulgação na quarta-feira dos números de junho do IPCA-15, em meio à deflação dos preços no atacado e à desaceleração da alta dos alimentos ao consumidor registrada pelos Índices Gerais de Preços da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A previsão referente a 2015 saiu de 6,03% para 6,08%, e de junho seguiu em 0,34%.

Os economistas ainda mantiveram a perspectiva de que a Selic não voltará a ser elevada este ano, encerrando 2014 no atual patamar de 11%.

Nova elevação da taxa básica deve ocorrer, segundo eles, apenas em janeiro, de 0,50%, mesma perspectiva da pesquisa anterior.

Já o Top 5 de médio prazo vê a Selic a 11,25% este ano, mesma projeção da semana anterior.

Fonte: Folha

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Receita Federal deposita primeiro lote de restituições do IR 2014

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Receita Federal deposita primeiro lote de restituições do IR 2014
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A Receita Federal deposita nesta segunda-feira (16) o primeiro lote de restituições do Imposto de Renda de 2014 (ano-base 2013). O pagamento vai para a agência bancária indicada pelo contribuinte ao fazer a declaração.

O valor é corrigido pela Selic (taxa básica de juros), mas, após cair na conta, não recebe nenhuma atualização. Se deixar o dinheiro lá, ele não vai render e se desvalorizará.

No total, 1.361.028 contribuintes vão receber a restituição desta vez. Eles vão ganhar, juntos, R$ 2 bilhões.

Para saber se teve a restituição liberada, o contribuinte pode acessar o site da Receita Federal ou ligar para o Receitafone, no número 146. Se estiver na lista dos contemplados, precisa conferir o seu extrato bancário para ver se foi mesmo o depósito. 

 

Veja o calendário das restituições de IR 2014

1 - 16 de junho 
2 - 15 de julho 
3 - 15 de agosto 
4 - 15 de setembro 
5 - 15 de outubro 
6 - 17 de novembro 
7 - 15 de dezembro 

Lotes de 2014 serão pagos até dezembro

O pagamento das restituições de 2014 será feito em sete lotes mensais. O último será pago em dezembro. Para receber as restituições por este calendário, o contribuinte não pode ter caído na malha fina, ou seja, a declaração deve estar regular.

A distribuição vai ser feita dando prioridade para pessoas com mais de 60 anos. Em seguida, a restituição será paga seguindo o critério de ordem de entrega.

O fato de não receber a restituição agora não significa necessariamente ter ficado retido na malha fina. Mas existe essa possibilidade. A Receita tem um sistema para verificar se a declaração está com algum problema e oferece oportunidade de corrigi-lo.


Fonte: Uol.

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Após decisão do BC, saiba escolher as melhores aplicações de renda fixa

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Após decisão do BC, saiba escolher as melhores aplicações de renda fixa
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Depois que o Banco Central decidiu interromper o ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic, mantendo-a em 11% ao ano, alguns títulos do Tesouro Direto tendem a continuar com rendimento acima de diversas outras modalidades de aplicações de renda fixa.

 

O CDB (Certificado de Depósito Bancário) também segue como um bom negócio, mas apenas para quem consegue uma taxa perto de 90% do CDI, ou superior.

 

Já a poupança e os fundos DI devem apresentar uma rentabilidade menor do que a do Tesouro e do CDB.

A conclusão é de um estudo do economista Pedro Raffy Vartanian, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, feito a pedido do blog Achados Econômicos.

 

As projeções do gráfico acima consideram a rentabilidade líquida de impostos e taxas de administração, com resgate após 12 meses. Elas foram feitas a partir da média que cada uma dessas aplicações teve desde que o BC aumentou a taxa básica de juros para 11% ao ano, em 3 de abril.

 

Em relação à poupança, a rentabilidade é mais previsível porque é definida por lei. Enquanto a taxa básica de juros se mantiver no atual patamar, a caderneta tende a render 7,1% anuais.

 

No caso das LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), que são títulos do Tesouro Direto, a chance de erro de uma projeção também é pequena, pois esses papéis são indexados à taxa Selic. Eles devem render 8,75% anuais enquanto o juro básico continuar em 11%.

 

Já para os demais títulos do Tesouro, não vale a pena fazer uma previsão porque eles variam muito ao longo do ano, conforme as expectativas dos investidores. Como foi dito neste blog, as NTN-B (Notas do Tesouro Nacional B), por exemplo, chegaram a subir 11% em apenas 30 dias, depois de caírem mais de 20% em meses anteriores.

 

A expectativa em relação aos fundos DI foi feita com base na média desta categoria encontrada nos cinco maiores bancos. No caso dos fundos da categoria Renda Fixa, Raffy considerou prudente não fazer uma previsão porque eles tiveram perdas acentuadas no ano passado e podem ter ganhos atípicos este ano, como parte da recuperação, o que os torna menos previsíveis. O mais provável é que eles tenham melhores resultados em 2014.

 

A boa notícia é que, diferentemente do ano passado, em 2014 as quatro modalidades de investimento aqui estudadas devem render acima do índice oficial de inflação. A projeção mediana de analistas é de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) avance em torno de 6% nos próximos 12 meses.

Como escolher

A escolha da melhor aplicação depende não apenas da rentabilidade apresentada, mas também do prazo desejado pelo investidor.

Para quem tem certeza de que não vai precisar usar o dinheiro em menos de dois anos, uma boa aplicação é o Tesouro Direto, em que não há taxa de administração, como ocorre com os fundos de investimento.

Existe somente uma taxa de custódia, de apenas 0,3% ao ano, e a corretagem, que varia de zero a 2% ao ano, mas normalmente fica em torno de 0,5% (veja aqui quanto o seu banco cobra).

A vantagem do Tesouro Direto é a boa rentabilidade. A NTN-B com vencimento em maio de 2019, por exemplo, hoje está pagando inflação mais 5,89%. A desvantagem é o prazo: para obter esse rendimento, o investidor tem que aguardar cinco anos sem mexer no dinheiro. Se retirar antes, corre o risco de ter uma rentabilidade nula ou até negativa.

 

Quem vai precisar do dinheiro nos próximos meses pode investir em um título pós-fixado, como a Letra Financeira do Tesouro. O risco desse papel é de o Banco Central reduzir a taxa básica de juros. Se isso ocorrer, o investidor ganha menos. Porém, não há perspectiva de que isso ocorra nos próximos 12 meses. Ao contrário, analistas consultados pelo BC acreditam que o juro básico suba de 11% para 11,25% ainda em 2014 e atinja 12% no final do ano que vem.

 

Para quem quer mais segurança, a poupança se tornou uma opção razoável, pois deve pagar 7,1% nos próximos 12 meses, ou seja, ficará acima do índice oficial de inflação. A desvantagem é que o rendimento é mensal, não diário, como nos fundos de investimento. O poupador só ganha a cada mês completado.

 

Os fundos de investimento ainda não vêm apresentando uma boa performance. Perderam muito no ano passado e recuperaram apenas parte. No caso dos fundos DI, a projeção do economista Pedro Vartanian é de uma alta média de apenas 6,8% em 12 meses (já descontado o IR), a menor das quatro modalidades estudadas.

 

Fonte: Uol

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Impostômetro atinge R$ 700 bi hoje, três dias mais cedo do que em 2013

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Impostômetro atinge R$ 700 bi hoje, três dias mais cedo do que em 2013
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O impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que estima o total de impostos federais, estaduais e municipais pagos pelos brasileiros ao longo do ano, chega à marca de R$ 700 bilhões por volta das 10h30 desta segunda-feira (9).

No ano passado, a mesma marca foi alcançada no dia 12 de junho, ou seja, três dias mais tarde. Isso demonstra, segundo a Associação Comercial, o aumento da carga tributária no país.

"Mesmo com a desaceleração da economia, a arrecadação do governo federal vem crescendo acima da inflação, e apesar das desonerações ainda existentes", diz, em nota, Rogério Amato, presidente da ACSP.

No site do impostômetro, é possível descobrir o que dá para fazer com todo o dinheiro arrecadado. O portal também possibilita o levantamento dos valores que as populações de cada Estado e município brasileiro pagaram em tributos.

Fonte: Uol

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É hora de fugir do crédito

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É hora de fugir do crédito
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Com as parcelas dos empréstimos pesando mais no bolso do consumidor, especialistas recomendam evitar a tomada de crédito.
De acordo com dados do Banco Central, entre abril do ano passado e o mesmo mês de 2014, a taxa média de juros cobrados no crédito pessoal ficou 46% mais cara.
Na prática, isso significa que um consumidor que contratasse um empréstimo de R$ 1.000 em abril do ano passado pagaria, ao final de 12 meses, R$ 1.678,44. No mesmo exemplo hoje, a pessoa desembolsaria R$ 1.991,79.

 

Parte dessa alta é explicada pelo movimento de elevação da taxa básica da economia, a Selic, que passou de 7,25% ao ano em março de 2013 para os atuais 11%.

"O crédito tem acompanhado basicamente o aumento da Selic. Agora, deve começar a ter uma interrupção nesse encarecimento, porque a taxa parou de aumentar", afirma Nicolas Tingas, economista-chefe da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento).

Mas não é apenas esse componente que conta. A inadimplência também pesa.

"O crescimento da renda diminuiu. Com o aumento da inflação, mais pessoas deixam de pagar as contas", diz Alexandre Chaia, professor do curso de planejamento financeiro do Insper, instituto de ensino.

Para Chaia, diante desse cenário de encarecimento do crédito, o consumidor deve ficar mais seletivo na hora de contratar um empréstimo.

LINHAS "FÁCEIS"

A principal orientação é ponderar se realmente o crédito é necessário. Muitas vezes o consumidor entra no cheque especial, por exemplo, para comprar produtos supérfluos, que poderiam ser adquiridos posteriormente.

"Às vezes as pessoas estão tão acostumadas a contar com o limite do cheque especial que não consideram essa modalidade como uma dívida", diz Erasmo Vieira, consultor da Planilhar Planejamento Financeiro.

Isso ocorre, segundo Vieira, porque o cheque especial e o limite do cartão de crédito são linhas "de fácil acesso", que acabaram caindo no gosto dos brasileiros.

"Muitos consumidores têm recursos aplicados na poupança e hesitam em sacar o dinheiro para pagar dívidas. É um erro clássico", diz.

"Não há aplicação de renda fixa cujo rendimento supere os juros cobrados pelo cheque especial ou pelo rotativo do cartão de crédito."

A urgência de cada caso vai definir se o crédito saiu barato ou caro, afirma José Vignoli, especialista em finanças pessoais do portal Meu Bolso Feliz, da SPC Brasil.

 

"Se a pessoa usa o cheque especial para pagar o hospital, é um crédito barato. Se o utiliza para pagar o restaurante, é caro."

Se a pessoa concluir que precisa mesmo do empréstimo, deverá avaliar as opções.

O crédito consignado é, em geral, a modalidade com taxa mais baixa porque, como a parcela é debitada na folha de pagamento, o banco tem mais segurança de que vai receber e, por isso, cobra menos.

 

Os dados do BC comprovam: a taxa média desse tipo de empréstimo ficou estável entre março e abril, em 25,3% ao ano. Já o juro do cheque especial mudou de patamar: passou da casa dos 140% (exatamente 147,9% ao ano) em dezembro de 2013 para 161,8% ao ano em abril.

 

FINANCEIRAS

O consumidor que não consegue comprovar renda ou que já esgotou o limite de crédito no seu banco tem a possibilidade de contratar empréstimo em financeira. Mas é preciso tomar cuidado com as taxas, mais altas do que dos bancos de varejo.

"Se a instituição financeira sabe que aquela pessoa está endividada e não tem mais limite de crédito ou ela não pode comprovar renda, vai pagar mais", afirma Chaia, do Insper.

Para Tingas, da Acrefi, não adianta recorrer a mais um empréstimo se o endividado não mudar seu modo de lidar com as finanças.

"Se você está numa situação de buraco permanente no orçamento que não consegue pagar, por mais que reestruture sua dívida, terá ou que arranjar mais receita ou reduzir a despesa. Não tem mágica."

 

Fonte: Folha

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Confiança cai e variação do PIB pode ser negativa para o próximo semestre

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Confiança cai e variação do PIB pode ser negativa para o próximo semestre
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A queda forte e generalizada em maio dos índices que medem a confiança de consumidores e de empresários da indústria, comércio, serviços e construção, que respondem por 60% da economia, indica um desempenho ainda pior do Produto Interno Bruto (PIB) neste trimestre, com risco de atingir um resultado negativo. Entre janeiro e março, a economia cresceu apenas 0,2% em relação ao 4º trimestre se 2013, descontado o comportamento típico do período, segundo o IBGE.

“Há uma piora na percepção da conjuntura captada pelos índices de confiança que pode se transformar numa desaceleração ainda maior do PIB, que cresceu só 0,2% no 1.º trimestre. Isso significa que podemos ter resultado negativo no PIB do 2.º ou do 3.º trimestres, na comparação com período imediatamente anterior”, afirma Aloisio Campelo, superintendente de Ciclos Econômicos do Instituto Brasileiro de Economia, responsável pelos índices de confiança da FGV. Para chegar a essa conclusão, Campelo observou num período de quase dez anos uma forte correlação entre o comportamento da confiança dos empresários da indústria, comércio, serviços e construção e o resultado efetivo do PIB.

Isto é, constatou que quando a confiança aumenta em relação ao trimestre anterior, descontados os efeitos sazonais, a economia cresce e vice-versa. Em 22 trimestres acompanhados desde o 3.º trimestre de 2008, Campelo observa que o PIB e a confiança não seguiram a mesma direção em apenas um trimestre, o segundo de 2013, quando a confiança caiu e o PIB se acelerou. Mas no trimestre seguinte, o PIB recuou e seguiu a confiança, afetada pelas manifestações de junho de 2013.

Naquela ocasião, o descasamento ocorreu porque a economia ainda recebia estímulos ao consumo e havia crescimento por causa da aceleração da atividade no final do trimestre anterior. Neste segundo trimestre, no entanto, a economia herdou a desaceleração do final do 1.º trimestre, os estímulos ao consumo estão sendo retirados e os juros ao consumidor estão em rota ascendente.

Reflexos: “A queda dos indicadores de confiança em abril e maio e a perspectiva negativa para este mês, por causa das paralisações com a Copa, vão ter um impacto bastante negativa no PIB do 2.º trimestre”, diz o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale. Após o fraco resultado do 1.º trimestre, ele reduziu de 1,2% para 0,8% a taxa de crescimento do PIB do 2.º trimestre em relação a igual período de 2013. No 1.º trimestre, o PIB cresceu 1,9% ante o mesmo período de 2013. Assim como Campelo, Vale considera os índices de confiança um indicador antecedente do PIB.

Nas suas contas, a confiança do consumidor e dos empresários do comércio, da indústria, do setor de serviços e da construção civil caiu 10% entre janeiro e maio. “Como a confiança tem forte relação com o PIB, este será mais fraco no segundo trimestre.” Também para o assessor econômico da Fecomércio-SP, Altamiro Carvalho, a queda de 25% da confiança do consumidor em maio em relação a mesmo mês de 2013, indica um segundo trimestre bem mais fraco, afetado principalmente pelo baixo desempenho do comércio. “O varejo vai ter problemas em abril e maio. Temos quase certeza”. Em 2013, o PIB do 2.º trimestre cresceu 1,6% em relação ao trimestre anterior. Para Carvalho, o resultado deste ano deve ficar entre 0,4% e 0,6%.

Fonte: Estadão

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Fundo com desempenho ligado a índices ainda patina no Brasil

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Fundo com desempenho ligado a índices ainda patina no Brasil
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Aposta para atrair o pequeno investidor para a Bolsa, os fundos que espelham índices, chamados de ETFs (Exchange Traded Funds), ainda não conseguiram atingir esse público: menos de 10% dos cotistas são pessoas físicas, segundo a BM&FBovespa.

 

A dificuldade de encontrar compradores para esses fundos se soma ao fato de que o mercado acionário brasileiro ainda é muito recente. A Bolsa só ganhou a robustez que tem hoje na última década.

 

Ainda pouco conhecidos da maioria do público, os ETFs são fundos que espelham índices, commodities ou setores e têm suas cotas negociadas em Bolsa.

 

Possuem a vantagem de, em uma só cota, possibilitar ao aplicador investir em uma cesta de ações de diversas empresas, com o custo de uma só transação.

 

"Em vez de concentrar o investimento numa só ação, ele diversifica e diminui o risco da aplicação", diz Tatiana Grecco, superintendente de fundos indexados da Itaú Asset Management.

 

Além de comprar diretamente a cota de um ETF por meio de uma corretora, como se fosse uma ação, o investidor pode também optar por colocar seu dinheiro em fundos de bancos que investem nesses papéis.


No Brasil, havia 15 ETFs até 2012. Lançado no mês passado, o mais novo deles, iShares S&P 500, é o primeiro a replicar um índice estrangeiro -no caso, o Standard & Poor's 500, das principais empresas dos EUA.

 

O ETF mais negociado no mercado brasileiro -gerido pela BlackRock e que segue o Ibovespa- é o BOVA11, com 75.158 operações realizadas neste mês, até o dia 23. Ainda assim, seus negócios representaram só 0,62% do total de operações realizadas no Ibovespa nesse período.

 

MERCADO RECENTE


Para Ricardo Cavalheiro, diretor da BlackRock, isso se explica pelo fato de o mercado de renda variável no Brasil só ter decolado na última década. "É natural que leve tempo para um produto se consolidar. Nos EUA, os primeiros ETFs surgiram no início da década de 1990. No Brasil, esse mercado só começou a crescer em 2008", diz.

 

Em outros emergentes, o mercado de ETFs é mais desenvolvido. No México, por exemplo, onde esse produto existe desde 2004, há mais de 400 opções disponíveis.


Já nos EUA, o setor contava com quase 1.300 opções até abril deste ano, segundo a consultoria inglesa ETFGI. No mundo, são 5.241, que representam US$ 2,49 trilhões -dos quais US$ 1,76 trilhão apenas nos EUA.Outro entrave aos ETFs é a dificuldade de vender as cotas. Enquanto o BOVA11 registrou 391.770 negócios no acumulado do ano até abril, com aumento de 31% ante o mesmo período de 2013, de acordo com a Bolsa, outros fundos nem sequer tiveram uma negociação por dia.

 

É o caso do MILA11 -que segue o índice MidLarge Cap, de empresas com maior capitalização.

Para minimizar esse problema, há a figura do formador de mercado -corretoras cuja função é fornecer preços justos de compra e de venda durante todo o pregão.

 

Para Clemens Nunes, professor de economia da FGV (Fundação Getulio Vargas), a forma de tributação é outro entrave à aplicação.

 

Enquanto no mercado acionário há isenção fiscal para quem vender até R$ 20 mil ao mês, nos ETFs isso não ocorre e o investidor precisa pagar 15% sobre o ganho de capital.

 

Fonte: Folha

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Brasil tem carga tributária de país desenvolvido e baixo IDH

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Brasil tem carga tributária de país desenvolvido e baixo IDH
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SÃO PAULO - O ex-Secretário de Política Econômica e atual vice-presidente do Insper, Marcos Lisboa, afirmou que a falta de transparência na distribuição dos tributos para setores específicos da economia não trouxe benefícios sociais ao País. "O Brasil tem carga tributária de país desenvolvido, mas tem um IDH muito baixo para esse padrão", comentou. Lisboa participou do "Fórum Estadão Brasil Competitivo- Uma agenda tributária para o Brasil", realizado realizado na manhã desta terça-feira, 20, pela Agência Estado, em parceria com o Estadão e com patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

Ele citou como exemplo que na década de 1960, o Brasil era mais rico que a Coreia do Sul, mas o país asiático adotou políticas que viabilizaram uma melhora expressiva do nível educacional, fato que não foi seguido pelo governo brasileiro, pelo menos até a Constituição de 1988. Hoje, os cidadãos na Coreia do Sul tem um padrão de vida de país avançado, enquanto o Brasil está na 85ª posição entre 187 países no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), de acordo com as Nações Unidas (ONU).

Segundo Lisboa, a concessão de benefícios para setores específicos da economia gerou distorções significativas no País. "A indústria automobilística no Brasil tem 60 anos e é um setor infante que pode se aposentar", destacou. "Política de proteção dedica verbas crescentes para setores, mas falta avaliação de resultados. E a concessão de benefícios deveria ter a transparência do programa Bolsa Família", apontou. "A reforma tributária é complexa, mas precisa de enfrentamento para viabilizar melhor distribuição de renda", comentou.

 

Tributação sobre a renda. Lisboa afirmou que o Brasil tributa muito a produção, mas por outro lado, a tributação sobre a renda é relativamente baixa. "A agenda brasileira deve garantir ainda a transparência sobre o uso dos recursos. Parte dos impostos sobre folha de pagamento, por exemplo, não vai para o governo mas para o sistema S, que é privado. Outro exemplo é o FGTS, que é retirado do trabalhadores e há alguns anos passou a financiar um private equity, o FGTS FI. Não seria melhor que FGTS ficasse direto com o trabalhador?", questionou ele no Fórum Estadão Brasil Competitivo "Uma agenda tributária para o Brasil", realizado pela Agência Estado, em parceria com o Estadão e com patrocínio da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

Para Lisboa, é preciso garantir a transparência dos dados para que a sociedade decida qual políticas ampliar ou reduzir. Ele defendeu ainda que a proposta de criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) deva ser sobre o crédito financeiro ou não produtivo. "Mas a transição do sistema tributário é muito complexa. O Brasil acumulou passivos tributários relevantes e mudanças bruscas podem ter custo de transição elevado."

 

Exportações. "A complexidade do sistema tributário brasileiro traz custos elevados de recolhimento dos impostos para as empresas, incertezas quanto a regras, gerando contenciosos, e dificuldade de harmonização com outros sistemas tributários causando bitributação." A avaliação é de Flávio Castelo Branco, gerente-executivo de políticas econômicas da CNI.

 

De acordo com ele, isso provoca distorções e dificuldade de harmonização dos tributos com os parceiros internacionais. "No Brasil, ao contrário dos outros países, temos dois tributos sobre a renda, o IR e a CSLL, o que dificulta muito a harmonização", diz.

 

Ele criticou ainda o grande número de regimes especiais, como Simples, Repes, Repetro, Reidi. "A excepcionalidade acaba sendo a regra, mostra a irracionalidade do sistema e gera obstáculos a avanços na reforma tributária."

 

Outro problema do sistema tributário nacional, segundo ele, é o excesso na aplicação da substituição tributária. "Ela se justifica em alguns setores para agilizar e viabilizar a tributação, mas os excessos geram insegurança grande e custos para as empresas."

 

Fonte: Estadão

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IOF alto derruba uso de cartão pré-pago

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IOF alto derruba uso de cartão pré-pago
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O aumento do IOF derrubou em 67% a compra de moeda estrangeira por meio de cartões pré-pagos no primeiro trimestre de 2014.
Dados do Banco Central mostram que o turista brasileiro trocou esse meio de pagamento pelo dinheiro em espécie, cujas compras cresceram 25% nesse período em relação aos três primeiros meses do ano passado.

De acordo com empresas do setor, há hoje falta de moeda estrangeira em algumas cidades do país. E a previsão das corretoras é que o problema deva se agravar com a chegada das férias de julho.

A moeda física é a única forma de câmbio para turismo com imposto de 0,38%. No cartão de crédito, alíquota é de 6,38% desde 2011. No começo de 2014, o IOF no pré-pago em moeda estrangeira também foi a esse patamar.
Recentemente, as corretoras fizeram dois pedidos ao governo. O primeiro, ao Ministério da Fazenda, é rever a alta do tributo para os pré-pagos -não deve ser atendido. O segundo, ao BC, é o aumento do limite para manter estoques em moeda estrangeira, que hoje é de 30% do capital da corretora. A questão ainda está em análise.

"Para ter lojas em Brasília, Manaus, Rio, você precisa de um baita capital", diz João Medeiros, da Ancord (associação nacional das corretoras e distribuidoras). Medeiros diz que esse problema não ocorre com o pré-pago, porque o cliente faz a transferência para a corretora um dia antes de receber a moeda estrangeira no cartão.
Tulio Ferreira dos Santos, presidente da Abracam (Associação Brasileira das Corretoras de Câmbio), afirma que o pedido tem como base o fato de que moedas como dólar e euro dificilmente têm queda significativa diante do real de um dia para outro.

Sobre o problema de abastecimento, os dois executivos dizem que a vinda de turistas do exterior para a Copa não será suficiente para garantir o estoque de moeda estrangeira para quem viaja nas férias escolares de julho.
Eles afirmam que as receitas brasileiras com turismo são historicamente menores que as despesas, e a Copa não vai mudar esse cenário significativamente.

Além disso, os estrangeiros devem usar mais cartões do que papel moeda, uma vez que nos países de origem não há a diferença de tributação que existe no Brasil. "Em julho, quando há uma quantidade grande de viagens, vamos ter problemas de abastecimento de papel moeda", diz Medeiros.

Quando foi anunciado o aumento do imposto para o pré-pago, havia expectativa de que parte das operações migraria para o cartão de crédito, mas isso não ocorreu.
Os dados do BC mostram que o uso desse meio de pagamento a prazo cresceu apenas 1% no primeiro trimestre.
Recentemente, corretoras e bandeiras de cartão anunciaram descontos e novos benefícios para estimular o uso de pré-pago, mas as medidas ainda não deram resultados.

 

Fonte: Folha

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Governo de São Paulo abre 'guerra das rodovias'

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Governo de São Paulo abre 'guerra das rodovias'
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O governo de São Paulo foi à Justiça contra três concessionárias de rodovias para tentar recuperar parte dos cerca de R$ 2 bilhões que 12 concessionárias teriam recebido indevidamente até 2012.
Com essa medida, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) deu início a uma batalha jurídica contra as concessionárias para reaver essa quantia. A Folha apurou que cinco outros casos estão prontos para seguir para a Justiça na próxima semana.

As ações serão movidas até julho, prazo para que as investigações da Artesp, a agência estadual responsável pelas rodovias, terminem. O primeiro passo foi dado contra a SPVias e a ViaOeste, ambas controladas pelo Grupo CCR, e a Renovias. Com as ações, o governo pretende pressioná-las a "devolver" R$ 900 milhões no total.

Os supostos ganhos indevidos dessas empresas foram de cerca de R$ 50 milhões, R$ 600 milhões e R$ 250 milhões, respectivamente, desde o início dos contratos. Elas administram importantes rodovias, como a Castello Branco e a Raposo Tavares.

Essa batalha jurídica ocorre no momento em que Alckmin se prepara para a campanha pela reeleição e enfrenta CPI, na Assembleia Legislativa, que apura, justamente, os contratos de rodovias.

O conflito começou depois das alterações nos contratos ocorridas no final de 2006, na gestão de Cláudio Lembo (PSD). As mudanças foram feitas para preservar a taxa de retorno das empresas, que sofreram perdas com o adiamento do reajuste do pedágio e o aumento dos gastos com o recolhimento de tributos (ISS, PIS e Cofins).

Aditivos contratuais deveriam restabelecer o equilíbrio financeiro dos contratos. Ou seja: preservar a taxa de retorno. Em vez de fazer o acerto em dinheiro, o governo preferiu estender o prazo das concessões, que vencem em 2018, por até oito anos e quatro meses. Ou seja: usou a geração de caixa do negócio.

A gestão de Alckmin questionou o cálculo. Em um dos processos, a Artesp afirmou que as concessionárias recolheram tributos sobre a receita gerada, mas o cálculo para o ajuste do contrato considerou a receita projetada. Essa "gordura" teria elevado as taxas de retorno de, em média, 18% para 25%.

Assim, gerou-se ganho supostamente indevido de R$ 2 bilhões para SPVias, ViaOeste, Ecovias, Tebe, Triângulo do Sul, ViaNorte, Autovias, Renovias, Intervias, CentroVias, AutoBan e Colinas. Na Justiça, o governo pede o cancelamento dos aditivos contratuais e pede a "devolução" via redução do prazo extra dado às concessões. Procurada, a gestão Alckmin não se pronunciou.

No caso da ViaOeste, a redução proposta é de mais de seis anos (cerca de 80%), ainda segundo apurou a reportagem. Isso significa queda de receita e de valor da empresa –caso perca a disputa. A CCR, que controla a ViaOeste e SPVias, disse que só comentará quando os processos forem concluídos. A Renovias não quis comentar.
Nos bastidores, algumas concessionárias dizem que o governo nunca quis negociar e tenta, na Justiça, forçá-las a assumir um "erro contratual" que nunca existiu. As concessionárias dizem ainda que irão esgotar todas as instâncias judiciais nessa disputa que, para elas, tem forte conotação política.

 

Fonte: Folha

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Inflação desacelera para 0,67% com alta menor de alimentos e transportes

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Inflação desacelera para 0,67% com alta menor de alimentos e transportes
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Os alimentos e os transportes subiram menos em abril e ajudaram a desacelerar a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para uma alta de 0,67%, após elevação de 0,92% em março, informou o IBGE. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 2,86%. Em 12 meses, ficou em 6,28%, abaixo do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%, mas a maior taxa desde junho do ano passado nessa comparação.

A desaceleração dos alimentos ocorreu tanto com os produtos consumidos em casa, que passaram de alta de 2,43% em março para aumento de 1,52% em abril, como na alimentação consumida fora de casa, que saiu de 0,96% para 0,57%. Ainda assim, a alimentação ainda foi o maior impacto para a inflação do mês.

Alguns produtos que tiveram altas expressivas em meses anteriores registraram até queda nos preços, como é o caso da mandioca, tomate, cerveja, hortaliças, açúcar cristal e farinha de trigo. Por outro lado, grande parte dos alimentos pesquisados ainda teve aumento de preços. Foi o caso da batata inglesa (+22,26%), que liderou o impacto na inflação do mês, ao lado dos remédios (alta de 1,84%) e carnes (1,83%).

A alta da energia elétrica, de 1,62%, também pesou no índice. No entanto, ainda há resíduos de reajustes anteriores a serem absorvidos pela inflação. "Ainda tem uma parte para entrar em maio", afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE.

Pressão.

Apesar do recuo em abril, a constante pressão dos aumentos dos alimentos explica a resistência da inflação ao redor dos 6% no acumulado em 12 meses, segundo Eulina.

Em abril, a taxa do IPCA em 12 meses ficou em 6,28%, contra uma alta acumulada de 7,38% nos alimentos. No ano passado, a inflação fechou em 5,91%, contra uma alta de 8,48% nos alimentos. Em 2012, o IPCA ficou em 5,84% e, os alimentos, em 9,86%. Em 2011, o IPCA foi de 6,50%, e alimentos ficaram em 7,18%.

"Se olharmos a série histórica na ótica dos 12 meses, a taxa do IPCA gira em torno de 6%. Às vezes chegou a 5,8%, mas tudo muito próximo de 6%", apontou Eulina. "Isso é por conta do comportamento dos alimentos. Nos últimos anos, o IPCA vem sendo pressionado pelos serviços e pelo grupo dos alimentos, que é um grupo superimportante para o orçamento das famílias. Embora não sejam itens de muito valor, são consumidos diariamente", acrescentou a coordenadora.

Os alimentos têm um peso de 24,85% no cálculo do IPCA. O aumento da renda e os problemas no clima puxaram esse encarecimento dos produtos alimentícios nos últimos anos, disse a pesquisadora.
"Quando a renda aumenta, tem a pressão sobre os preços dos alimentos, sobre os preços dos serviços. E têm acontecido os problemas climáticos a cada ano, restringindo a oferta (de alguns alimentos) não só do Brasil, como em outros países também", lembrou Eulina, citando a quebra de safra de soja na Rússia e de trigo na Argentina.

Transporte aéreo.

As passagens aéreas caíram 1,87% em abril, após terem registrado uma alta de 26,49% no mês anterior, puxando a alta menor de preços do grupo dos Transportes. Mas também houve contribuição tanto de combustíveis quanto de ônibus e automóveis, que subiram menos.

O etanol saiu de alta de 4,17% em março para aumento de 0,59% em abril. A gasolina passou de 0,67% para 0,43% no período. As tarifas dos ônibus urbanos saíram de uma variação de 0,60% em março para 0,24% em abril, enquanto as tarifas dos ônibus intermunicipais passaram de 0,47% para 0,35%. Também cresceram menos os automóveis: os novos passaram de 0,78% para 0,29%; e usados, de 0,78% para 0,20%.

Além dos alimentos e dos transportes, mais três dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados subiram menos em março. O destaque foi o item Despesas Pessoais, que passou de 0,79% para 0,31%, puxado pela desaceleração de empregado doméstico (de 1,28% para 0,58%) e cabeleireiro (de 0,79% para 0,03%).

Baixa renda.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação da baixa renda, subiu 0,78% em abril, desacelerando após ter registrado alta de 0,82% em março. Com o resultado, o índice acumulou uma alta de 2,90% no ano e de 5,82% em 12 meses. O INPC mede a variação dos preços para as famílias com renda de um a cinco salários mínimos e chefiadas por assalariados.

Fonte: Estadão

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Lucro da Petrobras cai 30% no 1º trimestre sobre 2013, para R$ 5,4 bilhões

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Lucro da Petrobras cai 30% no 1º trimestre sobre 2013, para R$ 5,4 bilhões
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O lucro líquido da Petrobras foi de R$ 5,393 bilhões no primeiro trimestre de 2014, o que representa uma queda de 30% na comparação com o mesmo período de 2013. O resultado dos três primeiros meses do ano ficou ainda 14% abaixo do lucro líquido de R$ 6,281 bilhões no quarto trimestre de 2013.

A Petrobras divulgou seu balanço na noite desta sexta-feira (9), após o fechamento dos mercados. A empresa enfrenta um cenário adverso, com a instalação de uma CPI no Congresso, denúncias de irregularidades e investigações envolvendo operações da estatal no Brasil e no exterior.

No comunicado que acompanha o balanço, a presidente Graça Foster afirmou "o compromisso da Diretoria da Petrobras e de seus empregados com a ética e a transparência". "As denúncias apresentadas têm sido e continuarão sendo apuradas por meio dos mecanismos internos constituídos para tal", afirma. 

A queda do lucro aconteceu, principalmente, porque a estatal teve que separar uma quantia bilionária para seu programa de demissão voluntária.
Soma-se a isso uma uma ligeira queda na produção e, novamente, o prejuízo com a venda de combustíveis. A Petrobras compra combustíveis no exterior e revende-os no Brasil por um preço mais baixo, controlado pelo governo. Essa diferença afeta as contas da estatal.

Menos R$ 2,4 bi para programa de demissão voluntáriaUma das principais influências negativas no balanço da Petrobras foi a reserva de R$ 2,4 bilhões para despesas trabalhistas previstas com o Plano de Demissão Voluntária (PDV) que está sendo conduzido pela companhia. 
O efeito dessas provisões, líquido de impostos, reduziu os ganhos em R$ 1,6 bilhão no começo do ano, informou a companhia.

Com esse programa, a empresa reduzirá sua força de trabalho em 8.298 pessoas, na tentativa de economizar R$ 13 bilhões até o fim de 2018. 
Produção de óleo e gás tem pior 1º trimestre desde 2009A produção total de óleo e gás da Petrobras no Brasil e no exterior caiu 0,8% de janeiro a março, para uma média de 2,531 milhões de barris de óleo equivalente por dia.
Foi o pior resultado para um primeiro trimestre desde 2009, quando a estatal produziu 2,497 milhões de barris de óleo equivalente por dia, em média.

Prejuízo com venda de combustíveis sobe 13%Mais uma vez, a Petrobras registrou prejuízo de sua divisão de Abastecimento, em função da necessidade de importação de petróleo e derivados.
A divisão teve prejuízo líquido de R$ 4,808 bilhões no primeiro trimestre deste ano, aumento de 13% em relação ao verificado um ano antes.

A importação de petróleo e derivados, responsável por forte impacto nas contas da estatal, manteve-se alta, em 783 mil barris por dia (bpd) no primeiro trimestre, ante 780 mil bpd no trimestre anterior e 860 mil bpd um ano antes.
Receita e EbitdaA receita da estatal, por sua vez, cresceu 12%, para R$ 81,54 bilhões.
Já o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ficou em R$ 14,39 bilhões, 12% abaixo daquele registrado nos três primeiros meses de 2013.

Fonte: Reuters

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Caixa Econômica quer financiar R$ 155 bi em imóveis neste ano.

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Caixa Econômica quer financiar R$ 155 bi em imóveis neste ano.
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A Caixa Econômica Federal espera alcançar R$ 155 bilhões em concessões de crédito imobiliário este ano em relação aos quase R$ 135 bilhões do ano passado, disse o presidente do banco, Jorge Hereda, na abertura da 10.ª edição Feirão da Casa Própria, que teve início ontem e São Paulo. Desde que passou a atuar nesse segmento, afirma Hereda, a instituição nunca recuou na oferta de recursos.

 

"A Caixa é sempre otimista e não se mete onde não tem certeza", disse Hereda na abertura do evento, que vai até amanhã na capital paulista.

Sobre o feirão, o executivo afirmou que espera que seja um "sucesso" como em anos anteriores. Comemorou ainda o fato de a participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro ter crescido de 1,8% para mais de 8%.

 

A Caixa espera ofertar mais de 300 mil imóveis no feirão deste ano, financiando um montante de R$ 20 bilhões - abaixo, contudo, dos R$ 28 bilhões da edição de 2013. O evento, que contará com a presença de 560 construtoras e 340 imobiliárias, passará por 13 cidades. Em São Paulo, serão oferecidos mais de 147 mil imóveis, com 83 construtoras e 57 imobiliárias, além de corretores e parceiros institucionais.

 

Quem contratar o financiamento imobiliário no evento poderá optar por pagar a primeira parcela só em janeiro de 2015. Segundo a Caixa, a condição vale para financiamentos com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

No ano passado, cerca de 53 mil pessoas visitaram o feirão em São Paulo, onde foram fechados ou encaminhados mais de R$ 3,2 bilhões em negócios, correspondendo a 20.311 contratos.

 

Canto próprio. Em busca de um imóvel há seis meses, os noivos Eric de Souza Silva, 26 anos, e Ana Lídia do Couto, 28 anos, resolveram esperar o feirão em busca de boas oportunidades. "Queremos um apartamento acima de 50 metros quadrados, mas a maioria que encontramos tem metragem menor", diz Eric, que trabalha numa empresa de tecnologia. O orçamento do casal, que procura um imóvel na zona leste ou no centro, é de R$ 190 mil. "A vantagem de começar a pagar só em janeiro ajuda muito."

 

Já Valéria Santos e Robson Oliveira não veem a hora de ter o próprio canto. "Moramos há três anos na minha sogra, com nosso filho pequeno. A localização é boa, mas queremos o nosso espaço", diz a operadora de atendimento. Já Edisley Lima, operador de empilhadeira, quer escapar da casa do cunhado, em Perus, onde mora com mulher e filha há quatro anos. "Há boas ofertas de apartamentos aqui, mas há poucas de casas."

 

Fonte: Estadão

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Atividade industrial da China recua em abril, analisa PMI

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Atividade industrial da China recua em abril, analisa PMI
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A atividade no setor industrial da China recuou em abril pelo quarto mês seguido, mostrou nesta segunda-feira a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês), ampliando as dúvidas sobre se a segunda maior economia do mundo ainda está perdendo força.
A leitura final do PMI do HSBC/Markit de indústria para abril atingiu 48,1, ante preliminar de 48,3 mas ligeiramente acima da mínima de oito meses de 48,0 em março.

 

O PMI do HSBC/Markit está abaixo da marca de 50, que separa crescimento de contração, desde o início de 2014.

A produção e novas encomendas diminuíram em abril, e as novas encomendas de exportação voltaram a território de contração após recuperação no mês anterior, de acordo com a pesquisa.

 

"Os dados mais recentes indicam que a demanda doméstica contraiu a um ritmo mais lento, mas permaneceu devagar. Entretanto, tanto o subíndice de novas encomendas de exportação quanto de emprego contraíram, e foram revisados para baixo ante a preliminar", disse Qu Hongbin, economista-chefe do HSBC.

 

"Isso indica que o setor industrial, e a economia como um todo, continua a perder força", completou ele, afirmando que o governo precisa adotar ações arrojadas para garantir que a economia retome seu ímpeto.

 

Na semana passada, o PMI oficial da China subiu para 50,4 ante 50,3 em março, indicando ligeira expansão.

O PMI oficial é voltado mais para empresas maiores e estatais e tende a mostrar um cenário melhor do que a pesquisa do HSBC/Markit, que foca mais empresas menores e privadas.

 

Fonte: Reuters

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Confiança do comércio cai 3,1% entre fevereiro e abril, segundo FGV

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Confiança do comércio cai 3,1% entre fevereiro e abril, segundo FGV
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SÃO PAULO, 28 Abr (Reuters) - O Índice de Confiança do Comércio (Icom) caiu 3,1% na média do trimestre encerrado em abril frente ao mesmo período do ano anterior, ao passar para 119,4 pontos, informou nesta segunda-feira (28) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

No resultado anterior, referente ao período de três meses findos em março, houve queda de 2,1%.

"O resultado geral da pesquisa sinaliza desaceleração do ritmo de atividade econômica do setor na virada entre o primeiro e o segundo trimestres de 2014", destacou a FGV.

 

O Índice de Situação Atual (ISA-COM) mostrou queda de 7% no período de três meses até abril ante o mesmo período do ano anterior, para 91,5 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,4%, para 147,2 pontos.

O setor de Varejo Restrito, por sua vez, teve baixa de 0,6% no trimestre concluído em abril na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

No Varejo Ampliado, que inclui também veículos, motos e peças e material para construção, a confiança recuou 2,8%, enquanto no Atacado houve queda de 3,3% no trimestre até abril.

 

Fonte: Reuters

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Estatais investem à custa de maior endividamento

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Estatais investem à custa de maior endividamento
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As empresas estatais federais, lideradas pela Petrobras, elevaram seus investimentos desde a crise financeira global de 2008. Mas fizeram mais dívidas para bancar as atividades correntes e operacionais, sem conseguir "puxar" os aportes no setor privado e garantir o efeito multiplicador esperado pelo governo.

 

A estratégia, comprovada em dados inéditos obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo, deixou "manca" a política anticíclica adotada nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Os números, agregados e analisados pelo economista do Ibre-FGV José Roberto Afonso, mostram que o peso das dívidas, cujo volume era inexpressivo até 2008, ganhou força no balanço das estatais, refletindo o endividamento do conjunto dessas empresas.

 

Curiosamente, os dados também indicam que as companhias controladas pela União têm pago cada vez menos impostos, na contramão da maior parte do setor privado nacional. No conjunto avaliado, os números mostram que as receitas operacionais das estatais estão em queda e gastos, como salários, dispararam em razão do serviço da dívida. Mais: as estatais voltaram a depender da capacidade de gerar recursos próprios para investir e, em tese, dependem menos de terceiros.

 

Ou seja, a melhora nos investimentos estatais tem explicação em endividamento e na redução do pagamento de impostos.

 

Os dados refletem, em grande medida, os projetos da Petrobras. Sem a petroleira, o investimento das demais estatais é muito baixo e oscila entre estável ou até decrescente, caso da Eletrobras.

 

Aumento

 

A série estatística, obtida via portal de serviços do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, mostra uma elevação robusta nos investimentos. Nos 18 anos analisados entre 1995 e 2013, o índice passa de 0,62% para 2,28% do PIB, segundo cálculo de Afonso e do pesquisador Felipe de Azevedo.

 

Mas o dado inédito esconde nuances. Considerados os últimos cinco anos, desde o estouro da crise no Estados Unidos, a taxa de investimento das estatais teve expansão de 0,6 ponto porcentual - a Petrobras respondeu por 88% desse desempenho. Na outra mão, porém, a taxa no setor privado recuou 1,8 ponto. Ou seja, o alegado, e desejado, efeito multiplicador na economia ficou no papel.

 

Crise

 

Quando se observam detalhes das fontes e dos usos dos aportes estatais federais, é possível constatar que o impacto da crise foi mesmo significativo. A taxa de investimento, que subiu até 2010, sofreu um baque em 2011, primeiro ano do governo Dilma, prejudicada pela redução das inversões da Eletrobras. E as operações de crédito de longo prazo das estatais, que jogaram papel importante em 2009, com a megaoperação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Eletrobras, minguaram. Chegaram a 0,7% do PIB naquele ano, mas recuaram a 0,06% no ano passado. Isso significa que o crédito financiou gastos correntes em vez de turbinar projetos de investimento.

 

Em 2013, houve um forte aumento no autofinanciamento das estatais. Ou seja, passados os efeitos da megacapitalização da Petrobras, as estatais voltaram a depender de recursos próprios para investir. "Isso seria bom sinal se elas não estivessem se endividando para financiar contas correntes ou operacionais. Assim, o presente custa mais caro que o futuro", avalia o economista do Ibre.

 

Dívidas

 

O endividamento, de fato, cresceu de 0,71% em 2008, para 1,58% no ano passado. Isso fez saltar de 3% para 10% a fatia das dívidas no balanço das fontes de recursos das estatais.

 

As estatais elevaram suas captações internas e externas: de 11,2% do PIB, em 2007, para 12,44% no ano passado. Mais crédito significa, porém, aumento do gasto com o chamado serviço da dívida, que passou a pesar 1% do PIB no ano passado - em 2005, era 0,68%.

 

As receitas operacionais, fontes mais importantes dos recursos das empresas, estão em trajetória descendente desde 2005 nas estatais. Minguaram de 10,5% para 9,8%. Ou seja, essas companhias da União não se beneficiaram da recuperação da economia.

 

A explicação se deve, principalmente, à controversa política de controle de preços dos combustíveis e à atribulada redução das tarifas de energia, motivo de prejuízos bilionários ao Tesouro Nacional. "A receita operacional está caindo no longo prazo. Salários, gastos com material e endividamento estão crescendo", avalia Afonso.

 

Consultado, o Ministério do Planejamento informou ao jornal O Estado que estava "no processo de fechamento" dos dados detalhados de investimentos estatais e que "ainda não está pronto" o chamado Programa de Dispêndios Globais dessas empresas.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo

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Cogeração de energia conquista empreendimentos multiuso de SP

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Cogeração de energia conquista empreendimentos multiuso de SP
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Impulsionado por um cenário de crise no setor de energia elétrica do país, o mercado de cogeração começa a conquistar mega empreendimentos imobiliários em São Paulo.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Cogeração de Energia (Cogen), cerca de 90% dos novos condomínios multiuso -que agregam shopping centers, edifícios comerciais e residenciais- já utilizam o sistema.


A cogeração consiste na geração de dois tipos de energia por meio de uma única fonte. No caso mais comum, queima-se gás natural para produzir energia elétrica e térmica. A primeira abastece os equipamentos elétricos e a segunda o maquinário industrial que dependa de uma fonte termal ou o sistema de refrigeração.
Sérgio Silva, presidente da Cogen, afirma que o sistema elétrico, principalmente nos grandes centros comerciais, está sobrecarregado.


Para ajudar a suprir essa demanda, a Comgás (Companhia de Gás de São Paulo) tem trabalhado em projetos de cogeração paulistanos.Segundo Luis Henrique Guimarães, diretor da companhia, é uma alternativa para evitar que empresas deixem a capital para buscar segurança energética no interior do Estado, por exemplo.
A AES Eletropaulo, distribuidora que abastece a Grande São Paulo, por seu lado, afirma possuir plena capacidade de suprir a energia demandada pelos novos empreendimentos na cidade.


Sidney Simonaggio, vice-presidente de Operações, diz que a AES Eletropaulo possui uma capacidade de transformação de 14.000 MW, enquanto o recorde de consumo na cidade, em fevereiro deste ano, foi de 8.600 MW. "Se há uma demanda nova em qualquer região, a Eletropaulo fará investimentos para atender as necessidades."
Segundo a consultoria Navigant Research, a capacidade industrial de cogeração deve aumentar 50% no mundo nos próximos dez anos.


CUSTOS ALTOS


Para cada megawatt gerado, cerca de R$ 3 milhões precisam ser investidos, e somente em um prazo de 15 anos o custo do maquinário necessário para a conversão da energia é pago.
"De pronto, há uma economia de 30% no preço da energia. Cerca de 25% desse valor é usado para amortizar o investimento", diz Nelson Oliveira, presidente da Ecogen.

 

Fonte: Folha

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Brasil e Argentina devem se reunir esta semana para discutir sobre veículos

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Brasil e Argentina devem se reunir esta semana para discutir sobre veículos
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BRASÍLIA - Os governos do Brasil e da Argentina devem se reunir na semana que vem sobre as restrições que afetam o comércio de veículos entre os países, disse o presidente da associação brasileira de montadoras, Anfavea, após encontro com a presidente Dilma Rousseff e ministros nesta quinta-feira.A produção de veículos do Brasil no primeiro trimestre caiu 8,4 por cento, em resultado impactado em parte por redução das exportações, que têm como principal destino a Argentina.


A Argentina vive uma crise cambial e o governo impôs restrições ao fluxo de moedas que atingiram o comércio de veículos. O presidente da Anfavea, Luiz Moan, disse nesta quinta-feira que apesar da assinatura em 28 de março de um memorando de entendimento entre os dois governos para a retomada do fluxo de comércio, o restabelecimento precisa de "ajuste na linha de financiamento da exportação brasileira para a Argentina". Ele não deu detalhes sobre o tipo de ajuste necessário.


"A presidente Dilma determinou que o ministro Mauro Borges (Desenvolvimento e Comércio Exterior) e o ministro (secretário-executivo do Ministério da Fazenda Paulo) Caffarelli conversem com o governo argentino para destravar esse mercado e voltar o fluxo de comércio", disse Moan.
"E o que os dois ministros colocaram foi que já na próxima semana estarão na Argentina reiniciando a negociação", acrescentou o presidente da Anfavea após reunião.


Moan disse que também levou ao governo as preocupações do setor sobre aumentos de custos generalizados na cadeia produtiva automotiva, como os ocorridos em aço, logística e energia elétrica.
Questionado sobre se o setor automotivo brasileiro poderá promover demissões, Moan disse que a Anfavea busca o aumento de produção, que será beneficiada quando a questão com a Argentina for resolvida. "Com o volume de produção retornado, não há por que se falar em redução do emprego", disse.


Várias montadoras de veículos, incluindo de caminhões, promoveram recentemente medidas de ajustes de produção diante de acumulo de estoques. As medidas incluíram programas de demissão voluntária e semanas mais curtas de trabalho. Segundo Moan, as exportações brasileiras de veículos representam cerca de 20 por cento da produção nacional.


O executivo afirmou que a questão da retomada das alíquotas integrais do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) em julho não foi discutida com a presidente.
"A reunião nós pedimos para mostrar a conjuntura atual do setor e as preocupações a médio e longo prazos. Nós não viemos cobrar soluções, mas simplesmente retratar a situação real do setor", disse Moan.
"A única coisa que nós colocamos foi uma questão ligada a custos, que pode virar um aumento de preços e o único momento em que falamos de IPI é de uma preocupação de um aumento novo de preços (dos veículos) em função do IPI", afirmou. 

 

Fonte: Estadão

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